
Marrocos atordoa Escócia com golo aos 70 segundos e lidera ao intervalo no Grupo C
Ismael Saibari marcou o golo mais rápido do Mundial 2026 até agora e colocou os marroquinos em vantagem parcial num jogo que pode redefinir a classificação do grupo do Brasil.
O relógio ainda não completara dois minutos de jogo no Gillette Stadium, em Boston, quando Ismael Saibari recebeu um lançamento longo de Brahim Díaz pela direita, escapou à linha de fora de jogo escocesa e disparou um remate cruzado que entrou no ângulo superior da baliza de Angus Gunn. Estavam decorridos 70 segundos — o golo mais rápido desta edição do Mundial, ainda que distante do recorde histórico de 11 segundos estabelecido por Hakan Şükür em 2002. O golpe precoce deixou a Escócia atordoada e condicionou todo o primeiro tempo.
A partir desse momento, Marrocos assumiu o controlo da partida com uma posse de bola paciente e transições rápidas pelos flancos. Achraf Hakimi, lateral do Paris Saint-Germain, apareceu em projeção ofensiva aos 17 minutos e obrigou Gunn a uma defesa difícil. Pouco depois, Saibari voltou a combinar com Brahim Díaz, que rolou para trás e viu El Aynaoui rematar por cima. A Escócia, que entrara em campo como líder do grupo após vencer o Haiti por 1-0, mostrava dificuldades para sair da sua própria metade defensiva. Scott McTominay, habitual referência no meio-campo, esteve praticamente anulado pela pressão marroquina. Só nos instantes finais da primeira parte os escoceses esboçaram uma reação, com John McGinn a rematar por cima após um cruzamento e uma blitz na entrada da área que não chegou a inquietar Bono.
O cenário no Grupo C ganha contornos de alta tensão. Com este resultado parcial, Marrocos somaria quatro pontos e ultrapassaria provisoriamente a Escócia, que ficaria com três. O Brasil, que empatou 1-1 com os marroquinos na jornada inaugural, enfrenta o Haiti ainda esta noite na Filadélfia. Na perspetiva de Brasília, uma vitória brasileira por margem suficiente poderia recolocar a seleção na liderança, mas o desempate por fair play — em que Marrocos não tem cartões e o Brasil já acumula dois amarelos — surge como um fator adicional de cálculo. Observadores em Lisboa notam que a eventual derrota escocesa deixaria a equipa de Steve Clarke sob pressão máxima para o duelo final com o Brasil, enquanto um triunfo marroquino encaminharia a seleção africana para os dezasseis-avos de final com uma mão na vaga.
O jogo prossegue no segundo tempo com a Escócia obrigada a arriscar mais para evitar que a decisão da qualificação escape ao seu controlo. Marrocos, por seu lado, procura ampliar a vantagem e consolidar uma posição de força num grupo em que cada golo e cada cartão podem revelar-se decisivos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A partida entre Escócia e Marrocos é apresentada como uma encruzilhada decisiva no Grupo C, com a Escócia na liderança e Marrocos na perseguição. A cobertura destaca as implicações para a classificação do grupo, frequentemente mencionando a posição do Brasil, e fornece informações detalhadas de transmissão para o público latino-americano.
O confronto é tratado como uma partida rotineira da fase de grupos, com ênfase nos horários locais e na disponibilidade de streaming. Breves prévias mencionam os resultados anteriores das equipes, mas o foco principal é permitir que os espectadores assistam ao jogo.
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