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Esportequarta-feira, 24 de junho de 2026

Empate sem gols com Gana e 'bruxo' viral marcam noite frustrante de Inglaterra no Mundial

Nana Kwaku Bonsam reivindicou ter amaldiçoado Harry Kane, que perdeu gol decisivo; Inglaterra adia classificação e divide atenções entre tática e superstição.

O empate sem gols entre Inglaterra e Gana, na segunda rodada do Grupo L do Mundial de 2026, em Boston, selou uma noite de frustração para os ingleses e de celebração contida para os ganeses. A seleção europeia dominou a posse de bola (78,8%, o índice mais alto de uma equipa sem marcar num Mundial desde 1966) e criou 19 remates, mas esbarrou na organização defensiva adversária. O momento decisivo surgiu aos 86 minutos: após cabeceamento de Nico O’Reilly no travessão, a bola sobrou para Harry Kane dentro da pequena área, mas o capitão inglês rematou por cima, desperdiçando a oportunidade que garantiria a vitória e a classificação antecipada aos dezasseis-avos de final. Kane, que somara dois golos na estreia frente à Croácia, terminou o jogo com apenas 19 toques na bola e um único remate, desviado do alvo.

Fora das quatro linhas, o resultado alimentou uma narrativa insólita que ganhou tração nas redes sociais. Antes do encontro, o autoproclamado espiritualista ganês Nana Kwaku Bonsam — conhecido por, em 2014, ter reivindicado influência sobre uma lesão de Cristiano Ronaldo — afirmara estar a “trabalhar” para impedir que Kane marcasse. Após o apito final, Bonsam publicou um vídeo em que declarava ter “libertado” o avançado, permitindo-lhe voltar a marcar no jogo seguinte. A história, tratada com ceticismo pela imprensa desportiva europeia, foi recebida com humor e orgulho por adeptos ganeses. Na perspetiva de Luanda e de outras capitais africanas, o episódio ecoa tradições culturais enraizadas, ainda que analistas desportivos locais sublinhem que o resultado se explica sobretudo pela disciplina tática do Gana, orientado por Carlos Queiroz. Observadores em Lisboa notam a ironia de Bonsam voltar a cruzar-se com uma estrela do futebol mundial, depois do caso Ronaldo, enquanto no Brasil a imprensa trata o “bruxo” como mais um capítulo folclórico dos Mundiais.

Com o empate, Inglaterra e Gana somam quatro pontos no Grupo L, com os ingleses na liderança pelo saldo de golos. A Croácia, que bateu o Panamá por 1-0, tem três pontos, e os panamianos zero. O desfecho adia a definição dos classificados para a última jornada, no sábado. A Inglaterra enfrenta o Panamá no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, precisando de uma vitória para assegurar o primeiro lugar e evitar depender de critérios de desempate ou de um lugar como um dos oito melhores terceiros colocados. Já o Gana mede forças com a Croácia, num duelo que pode valer a passagem direta aos dezasseis-avos.

Kane minimizou o erro, afirmando que “não conseguiu ficar por cima da bola” e que, como avançado experiente, sabe que “nem sempre entram”. O técnico Thomas Tuchel reconheceu que o desperdício foi atípico — “99 em 100 vezes ele marca” —, mas preferiu destacar a paciência e a disciplina da equipa. Apesar da frustração, o cenário inglês não é alarmante: campeões como França (2022) e Argentina (2018) também tropeçaram em fases de grupos antes de erguer o troféu. Resta saber se, livre do alegado feitiço, Kane reencontrará a pontaria diante do Panamá e se aproximará do recorde de 10 golos de Gary Lineker em Copas pela seleção inglesa.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa latino-americana
Imprensa do Sudeste Asiático
IroniaCeticismo

O empate sem gols entre Inglaterra e Gana foi temperado pela história de um xamã local que afirmou ter lançado um feitiço sobre Harry Kane. O atacante perdeu um gol feito de seis metros, e a lenda da maldição se espalhou, recebida com uma mistura de ceticismo e diversão.

Imprensa latino-americana/ Mercado
IroniaSchadenfreude

A maldição do bruxo ganês sobre Harry Kane viralizou depois que o atacante perdeu um gol feito e a Inglaterra empatou em 0-0. A história é encharcada de ironia e um toque de schadenfreude, lembrando os 'trabalhos' anteriores do curandeiro sobre Cristiano Ronaldo.

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Atualizado 20:234 idiomas · 4 veículos
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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Empate sem gols com Gana e 'bruxo' viral marcam noite frustrante de Inglaterra no Mundial

Nana Kwaku Bonsam reivindicou ter amaldiçoado Harry Kane, que perdeu gol decisivo; Inglaterra adia classificação e divide atenções entre tática e superstição.

O empate sem gols entre Inglaterra e Gana, na segunda rodada do Grupo L do Mundial de 2026, em Boston, selou uma noite de frustração para os ingleses e de celebração contida para os ganeses. A seleção europeia dominou a posse de bola (78,8%, o índice mais alto de uma equipa sem marcar num Mundial desde 1966) e criou 19 remates, mas esbarrou na organização defensiva adversária. O momento decisivo surgiu aos 86 minutos: após cabeceamento de Nico O’Reilly no travessão, a bola sobrou para Harry Kane dentro da pequena área, mas o capitão inglês rematou por cima, desperdiçando a oportunidade que garantiria a vitória e a classificação antecipada aos dezasseis-avos de final. Kane, que somara dois golos na estreia frente à Croácia, terminou o jogo com apenas 19 toques na bola e um único remate, desviado do alvo.

Fora das quatro linhas, o resultado alimentou uma narrativa insólita que ganhou tração nas redes sociais. Antes do encontro, o autoproclamado espiritualista ganês Nana Kwaku Bonsam — conhecido por, em 2014, ter reivindicado influência sobre uma lesão de Cristiano Ronaldo — afirmara estar a “trabalhar” para impedir que Kane marcasse. Após o apito final, Bonsam publicou um vídeo em que declarava ter “libertado” o avançado, permitindo-lhe voltar a marcar no jogo seguinte. A história, tratada com ceticismo pela imprensa desportiva europeia, foi recebida com humor e orgulho por adeptos ganeses. Na perspetiva de Luanda e de outras capitais africanas, o episódio ecoa tradições culturais enraizadas, ainda que analistas desportivos locais sublinhem que o resultado se explica sobretudo pela disciplina tática do Gana, orientado por Carlos Queiroz. Observadores em Lisboa notam a ironia de Bonsam voltar a cruzar-se com uma estrela do futebol mundial, depois do caso Ronaldo, enquanto no Brasil a imprensa trata o “bruxo” como mais um capítulo folclórico dos Mundiais.

Com o empate, Inglaterra e Gana somam quatro pontos no Grupo L, com os ingleses na liderança pelo saldo de golos. A Croácia, que bateu o Panamá por 1-0, tem três pontos, e os panamianos zero. O desfecho adia a definição dos classificados para a última jornada, no sábado. A Inglaterra enfrenta o Panamá no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, precisando de uma vitória para assegurar o primeiro lugar e evitar depender de critérios de desempate ou de um lugar como um dos oito melhores terceiros colocados. Já o Gana mede forças com a Croácia, num duelo que pode valer a passagem direta aos dezasseis-avos.

Kane minimizou o erro, afirmando que “não conseguiu ficar por cima da bola” e que, como avançado experiente, sabe que “nem sempre entram”. O técnico Thomas Tuchel reconheceu que o desperdício foi atípico — “99 em 100 vezes ele marca” —, mas preferiu destacar a paciência e a disciplina da equipa. Apesar da frustração, o cenário inglês não é alarmante: campeões como França (2022) e Argentina (2018) também tropeçaram em fases de grupos antes de erguer o troféu. Resta saber se, livre do alegado feitiço, Kane reencontrará a pontaria diante do Panamá e se aproximará do recorde de 10 golos de Gary Lineker em Copas pela seleção inglesa.

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IroniaCeticismo

O empate sem gols entre Inglaterra e Gana foi temperado pela história de um xamã local que afirmou ter lançado um feitiço sobre Harry Kane. O atacante perdeu um gol feito de seis metros, e a lenda da maldição se espalhou, recebida com uma mistura de ceticismo e diversão.

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IroniaSchadenfreude

A maldição do bruxo ganês sobre Harry Kane viralizou depois que o atacante perdeu um gol feito e a Inglaterra empatou em 0-0. A história é encharcada de ironia e um toque de schadenfreude, lembrando os 'trabalhos' anteriores do curandeiro sobre Cristiano Ronaldo.

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