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Justiça & Direitoquinta-feira, 18 de junho de 2026

Emirados Árabes Unidos tornam-se primeira nação árabe a proibir redes sociais para menores de 15 anos

A resolução do gabinete, com período de adaptação de 12 meses, insere-se numa vaga global de restrições que já inclui Austrália e Reino Unido.

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de proibir o acesso de crianças menores de 15 anos às redes sociais marca um ponto de viragem no mundo árabe. O Conselho de Ministros, presidido pelo xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, aprovou uma resolução que impede a criação e utilização de contas pessoais por menores dessa idade, mesmo com consentimento parental. As plataformas terão até 12 meses para implementar mecanismos de verificação de idade e desativar contas existentes. Adolescentes entre 15 e 16 anos poderão aceder com salvaguardas reforçadas, como filtros de conteúdo e limites de interação.

A medida alinha os EAU com uma tendência legislativa que ganha força em vários continentes. A Austrália foi pioneira, ao banir o acesso a menores de 16 anos em dezembro de 2025. O Reino Unido anunciou restrições semelhantes em junho de 2026, e países como a Indonésia e a Malásia também avançam com projetos de lei. Observadores em Lisboa notam que, na União Europeia, o debate tem privilegiado a corregulação e a literacia digital, mas o exemplo dos EAU pode influenciar futuras discussões no Parlamento Europeu.

Pais e educadores nos EAU receberam a decisão com alívio. Relatos de dependência digital, exposição a predadores e conteúdos impróprios — como o caso de um adolescente que recebeu uma fotografia explícita aos 12 anos — reforçam a urgência da intervenção. Campanhas como a Screenwise UAE, que há anos pressionam por limites, consideram a resolução um passo necessário, embora reconheçam que a eficácia dependerá da fiscalização.

Na perspetiva de Brasília, o debate sobre a proteção de crianças no ambiente digital ainda não resultou em proibições etárias rígidas. Projetos de lei tramitam no Congresso Nacional, mas enfrentam resistências de setores que defendem a autorregulação e a educação digital. Em Portugal, a abordagem tem sido mais focada na capacitação de pais e escolas, sem legislação que fixe uma idade mínima. Nos países africanos de língua portuguesa, a prioridade continua a ser a expansão do acesso à internet, o que torna remota a adoção de restrições semelhantes.

O sucesso da iniciativa nos EAU dependerá da capacidade técnica das plataformas para verificar idades sem comprometer a privacidade. A resolução exige que as empresas monitorizem e desativem contas de menores de 15 anos, mas a experiência australiana mostra que a implementação pode ser complexa. Ainda assim, o movimento global indica que a era da autorregulação das redes sociais está a dar lugar a uma intervenção estatal mais assertiva, com os EAU a assumirem a dianteira no mundo árabe.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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32%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa del Golfo araboStampa russa e CSI
Stampa del Golfo arabo
trionfopragmatismo

Os Emirados Árabes Unidos deram um passo pioneiro no mundo árabe para proteger as crianças dos perigos digitais, proibindo as redes sociais para menores de 15 anos. A resolução, com um período de transição de 12 meses, reflete um modelo avançado de proteção à infância e se insere em um movimento global para proteger os menores online.

Stampa russa e CSI/ stato
scetticismopaternalismo

Os Emirados Árabes Unidos proibiram as redes sociais para menores de 15 anos, alegando um suposto aumento dos riscos digitais e o acesso a conteúdos 'inaceitáveis'. A medida, parte de uma tendência global crescente de restrições, levanta questões sobre as reais motivações e a definição de material nocivo.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Emirados Árabes Unidos tornam-se primeira nação árabe a proibir redes sociais para menores de 15 anos

A resolução do gabinete, com período de adaptação de 12 meses, insere-se numa vaga global de restrições que já inclui Austrália e Reino Unido.

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de proibir o acesso de crianças menores de 15 anos às redes sociais marca um ponto de viragem no mundo árabe. O Conselho de Ministros, presidido pelo xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, aprovou uma resolução que impede a criação e utilização de contas pessoais por menores dessa idade, mesmo com consentimento parental. As plataformas terão até 12 meses para implementar mecanismos de verificação de idade e desativar contas existentes. Adolescentes entre 15 e 16 anos poderão aceder com salvaguardas reforçadas, como filtros de conteúdo e limites de interação.

A medida alinha os EAU com uma tendência legislativa que ganha força em vários continentes. A Austrália foi pioneira, ao banir o acesso a menores de 16 anos em dezembro de 2025. O Reino Unido anunciou restrições semelhantes em junho de 2026, e países como a Indonésia e a Malásia também avançam com projetos de lei. Observadores em Lisboa notam que, na União Europeia, o debate tem privilegiado a corregulação e a literacia digital, mas o exemplo dos EAU pode influenciar futuras discussões no Parlamento Europeu.

Pais e educadores nos EAU receberam a decisão com alívio. Relatos de dependência digital, exposição a predadores e conteúdos impróprios — como o caso de um adolescente que recebeu uma fotografia explícita aos 12 anos — reforçam a urgência da intervenção. Campanhas como a Screenwise UAE, que há anos pressionam por limites, consideram a resolução um passo necessário, embora reconheçam que a eficácia dependerá da fiscalização.

Na perspetiva de Brasília, o debate sobre a proteção de crianças no ambiente digital ainda não resultou em proibições etárias rígidas. Projetos de lei tramitam no Congresso Nacional, mas enfrentam resistências de setores que defendem a autorregulação e a educação digital. Em Portugal, a abordagem tem sido mais focada na capacitação de pais e escolas, sem legislação que fixe uma idade mínima. Nos países africanos de língua portuguesa, a prioridade continua a ser a expansão do acesso à internet, o que torna remota a adoção de restrições semelhantes.

O sucesso da iniciativa nos EAU dependerá da capacidade técnica das plataformas para verificar idades sem comprometer a privacidade. A resolução exige que as empresas monitorizem e desativem contas de menores de 15 anos, mas a experiência australiana mostra que a implementação pode ser complexa. Ainda assim, o movimento global indica que a era da autorregulação das redes sociais está a dar lugar a uma intervenção estatal mais assertiva, com os EAU a assumirem a dianteira no mundo árabe.

Divergência das fontes

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32%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável80%
Crítico20%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa del Golfo araboStampa russa e CSI
Stampa del Golfo arabo
trionfopragmatismo

Os Emirados Árabes Unidos deram um passo pioneiro no mundo árabe para proteger as crianças dos perigos digitais, proibindo as redes sociais para menores de 15 anos. A resolução, com um período de transição de 12 meses, reflete um modelo avançado de proteção à infância e se insere em um movimento global para proteger os menores online.

Stampa russa e CSI/ stato
scetticismopaternalismo

Os Emirados Árabes Unidos proibiram as redes sociais para menores de 15 anos, alegando um suposto aumento dos riscos digitais e o acesso a conteúdos 'inaceitáveis'. A medida, parte de uma tendência global crescente de restrições, levanta questões sobre as reais motivações e a definição de material nocivo.

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