Entrar
Edição das 10:00 CETterça-feira, 23 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas522 briefing hoje
Economia e Mercadossegunda-feira, 22 de junho de 2026

EasyJet rejeita terceira oferta da Castlelake e fundo expõe proposta de £4,7 mil milhões aos acionistas

Conselho da low cost britânica considerou oportunista a abordagem de 625 pence por ação, num contexto de ações deprimidas pelo conflito no Irão, e o investidor norte-americano tornou pública a oferta antes do prazo regulatório de 26 de junho.

O conselho de administração da easyJet rejeitou por unanimidade, a 21 de junho, a terceira proposta indicativa e não vinculativa de aquisição apresentada pelo fundo norte-americano Castlelake, avaliando a companhia aérea em 4,74 mil milhões de libras (cerca de 5,47 mil milhões de euros). Perante a recusa e a alegada falta de envolvimento significativo da administração, a Castlelake decidiu divulgar publicamente os termos da oferta — 625 pence por ação, um prémio de 59% face à cotação de 28 de maio — para que os acionistas possam apreciar os seus méritos.

A easyJet qualificou a abordagem como “altamente oportunista”, sublinhando que a cotação está temporariamente deprimida devido à guerra no Irão e ao seu impacto nos preços dos combustíveis e na confiança dos consumidores. A transportadora, que opera em 37 países e transporta quase 100 milhões de passageiros, reafirmou a sua solidez financeira e a meta de médio prazo de gerar mais de mil milhões de libras de lucro antes de impostos. As duas propostas anteriores, a 560 e 600 pence, também foram rejeitadas por não servirem os interesses dos acionistas, segundo a empresa sediada em Luton.

Do lado do investidor, a Castlelake — que detém 2,14% do capital da easyJet e administra ativos equivalentes a 36 mil milhões de dólares — argumenta que a sua oferta compara favoravelmente com o valor atual das ações, mesmo assumindo que a companhia atinja os seus objetivos ambiciosos. Para contornar as exigências europeias que impõem que mais de 50% da propriedade e o controlo efetivo de uma transportadora aérea comunitária permaneçam em mãos de Estados-membros ou de nacionais da UE, o fundo propôs um veículo de aquisição participado em 51% por cidadãos europeus e em 49% pela própria Castlelake. Observadores em Bruxelas notam, porém, que a estrutura carece de transparência e não dissipa as dúvidas sobre a elevada alavancagem financeira da operação.

O braço-de-ferro torna-se público a poucos dias do prazo de “put-up or shut-up” imposto pelo Painel de Aquisições britânico, que expira às 17h00 de 26 de junho. Até lá, a Castlelake terá de anunciar uma oferta firme ou retirar-se. O grupo IAG já descartou interesse, e a Air France-KLM, que não está envolvida nas conversações, afirmou através do seu diretor-geral que poderá acompanhar o processo com atenção. A próxima etapa será a reação dos acionistas institucionais da easyJet, num contexto em que a guerra no Médio Oriente continua a pesar sobre as perspetivas de verão do setor aéreo europeu.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

49%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa latino-americana
Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
PragmatismoCeticismo

O fundo americano Castlelake fez uma terceira proposta de aquisição da EasyJet, avaliando-a em 4,74 mil milhões de libras. O conselho rejeitou-a por subvalorizar a empresa e não ser do interesse dos acionistas, acusando o pretendente de querer comprar barato. A Castlelake está agora a levar a oferta diretamente aos acionistas.

Imprensa latino-americana/ Mercado
IndignaçãoUrgência

O conselho da EasyJet rejeitou uma oferta de 6,3 mil milhões de dólares do fundo americano Castlelake, classificando-a de oportunista e de baixo custo. A proposta procurava explorar o preço das ações deprimido pelo conflito no Médio Oriente. A Castlelake contorna agora o conselho para apelar diretamente aos acionistas.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Irão e EUA concluem ronda técnica na Suíça e criam quatro grupos de trabalho para acordo final·Na trincheira dos jardins, a nova geografia das pragas invasoras·Telegram regressa à Google Play Store na Índia após bloqueio de uma semana por fuga de exames·ONU alerta para impasse em Sweida e atraso na formação do parlamento sírio·Madonna cura relação com a filha e transforma trauma em dança no novo álbum·Mercado automóvel global diverge: usados ganham força na Rússia, elétricos disparam na UE e pós-venda cresce no México·Tiroteio em biblioteca na Califórnia deixa dois mortos e um ferido; suspeito é detido·Pressão sobre Portugal: após tropeço na estreia, Seleção enfrenta Uzbequistão com Ronaldo na berlinda·Irão e EUA concluem ronda técnica na Suíça e criam quatro grupos de trabalho para acordo final·Na trincheira dos jardins, a nova geografia das pragas invasoras·Telegram regressa à Google Play Store na Índia após bloqueio de uma semana por fuga de exames·ONU alerta para impasse em Sweida e atraso na formação do parlamento sírio·Madonna cura relação com a filha e transforma trauma em dança no novo álbum·Mercado automóvel global diverge: usados ganham força na Rússia, elétricos disparam na UE e pós-venda cresce no México·Tiroteio em biblioteca na Califórnia deixa dois mortos e um ferido; suspeito é detido·Pressão sobre Portugal: após tropeço na estreia, Seleção enfrenta Uzbequistão com Ronaldo na berlinda·
Atualizado 15:513 idiomas · 3 veículos
AnteriorEconomia e MercadosPróximo
3 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
segunda-feira, 22 de junho de 2026

EasyJet rejeita terceira oferta da Castlelake e fundo expõe proposta de £4,7 mil milhões aos acionistas

Conselho da low cost britânica considerou oportunista a abordagem de 625 pence por ação, num contexto de ações deprimidas pelo conflito no Irão, e o investidor norte-americano tornou pública a oferta antes do prazo regulatório de 26 de junho.

O conselho de administração da easyJet rejeitou por unanimidade, a 21 de junho, a terceira proposta indicativa e não vinculativa de aquisição apresentada pelo fundo norte-americano Castlelake, avaliando a companhia aérea em 4,74 mil milhões de libras (cerca de 5,47 mil milhões de euros). Perante a recusa e a alegada falta de envolvimento significativo da administração, a Castlelake decidiu divulgar publicamente os termos da oferta — 625 pence por ação, um prémio de 59% face à cotação de 28 de maio — para que os acionistas possam apreciar os seus méritos.

A easyJet qualificou a abordagem como “altamente oportunista”, sublinhando que a cotação está temporariamente deprimida devido à guerra no Irão e ao seu impacto nos preços dos combustíveis e na confiança dos consumidores. A transportadora, que opera em 37 países e transporta quase 100 milhões de passageiros, reafirmou a sua solidez financeira e a meta de médio prazo de gerar mais de mil milhões de libras de lucro antes de impostos. As duas propostas anteriores, a 560 e 600 pence, também foram rejeitadas por não servirem os interesses dos acionistas, segundo a empresa sediada em Luton.

Do lado do investidor, a Castlelake — que detém 2,14% do capital da easyJet e administra ativos equivalentes a 36 mil milhões de dólares — argumenta que a sua oferta compara favoravelmente com o valor atual das ações, mesmo assumindo que a companhia atinja os seus objetivos ambiciosos. Para contornar as exigências europeias que impõem que mais de 50% da propriedade e o controlo efetivo de uma transportadora aérea comunitária permaneçam em mãos de Estados-membros ou de nacionais da UE, o fundo propôs um veículo de aquisição participado em 51% por cidadãos europeus e em 49% pela própria Castlelake. Observadores em Bruxelas notam, porém, que a estrutura carece de transparência e não dissipa as dúvidas sobre a elevada alavancagem financeira da operação.

O braço-de-ferro torna-se público a poucos dias do prazo de “put-up or shut-up” imposto pelo Painel de Aquisições britânico, que expira às 17h00 de 26 de junho. Até lá, a Castlelake terá de anunciar uma oferta firme ou retirar-se. O grupo IAG já descartou interesse, e a Air France-KLM, que não está envolvida nas conversações, afirmou através do seu diretor-geral que poderá acompanhar o processo com atenção. A próxima etapa será a reação dos acionistas institucionais da easyJet, num contexto em que a guerra no Médio Oriente continua a pesar sobre as perspetivas de verão do setor aéreo europeu.

Divergência das fontes

Economia e Mercados · 3 veículos · 3 idiomas

49%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro43%
Crítico57%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa latino-americana
Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
PragmatismoCeticismo

O fundo americano Castlelake fez uma terceira proposta de aquisição da EasyJet, avaliando-a em 4,74 mil milhões de libras. O conselho rejeitou-a por subvalorizar a empresa e não ser do interesse dos acionistas, acusando o pretendente de querer comprar barato. A Castlelake está agora a levar a oferta diretamente aos acionistas.

Imprensa latino-americana/ Mercado
IndignaçãoUrgência

O conselho da EasyJet rejeitou uma oferta de 6,3 mil milhões de dólares do fundo americano Castlelake, classificando-a de oportunista e de baixo custo. A proposta procurava explorar o preço das ações deprimido pelo conflito no Médio Oriente. A Castlelake contorna agora o conselho para apelar diretamente aos acionistas.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 3 idiomas

Artigos relacionados

Esporte

Argélia vira sobre Jordânia, elimina estreante e segue viva no Grupo J

6 idiomas · 26 veículos

Esporte

Giannis Antetokounmpo troca Milwaukee por Miami em negócio sísmico na véspera do draft

9 idiomas · 14 veículos

Defesa e Segurança

Kim Jong-un reafirma estatuto nuclear e ordena expansão do arsenal norte-coreano

7 idiomas · 16 veículos

Ler mais