Entrar
Edição das 20:00 CETsexta-feira, 19 de junho de 2026
311 veículos · 17 idiomas0 briefing hoje
Defesa e Segurançaquarta-feira, 17 de junho de 2026

Ataque com drone a autocarro de crianças bielorrussas mata uma pessoa e fere oito na Rússia

Moscovo e Minsk condenam o ataque como 'ato terrorista', Kiev nega responsabilidade e a ONU apela ao fim de ataques contra civis.

Na tarde de 17 de junho, um drone de asa fixa atingiu um autocarro de dois andares que transportava uma equipa de futebol juvenil bielorrussa na região russa de Bryansk, fronteiriça com a Ucrânia. O veículo, que seguia de Gomel para a estância balnear de Gelendzhik, no mar Negro, levava 44 passageiros, incluindo 28 crianças. O impacto matou uma acompanhante, identificada como Viktoria Goroshko, de 38 anos, e feriu oito pessoas — seis menores e dois adultos —, segundo o ministro da Saúde bielorrusso. As vítimas foram hospitalizadas em Bryansk; uma criança ficou em estado grave. O presidente russo, Vladimir Putin, telefonou ao ministro da Saúde, Mikhail Murashko, para ordenar assistência imediata, enquanto Minsk enviou três brigadas de reanimação e um helicóptero medicalizado para eventual transporte dos feridos.

O Kremlin classificou o ataque como “ato terrorista” deliberado, afirmando que os operadores do drone viam claramente o alvo civil. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou Kiev de “semear o pânico” ao atingir crianças, e a porta-voz diplomática Maria Zakharova apelou a organizações internacionais para que condenassem o sucedido, alertando que o silêncio encorajaria novos crimes. A Bielorrússia, por seu lado, condenou o ataque e exigiu “explicações exaustivas” à Ucrânia, mas o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros também sublinhou a necessidade de evitar o envio de cidadãos para zonas de conflito — uma nota de contenção que, segundo analistas em Moscovo, reflete a relutância de Alexander Lukashenko em ser arrastado para a guerra. O presidente bielorrusso, que não se pronunciou publicamente, ordenou discretamente a repatriação dos passageiros ilesos e a assistência médica.

A Ucrânia negou qualquer envolvimento. O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, Andriy Kovalev, declarou que “no período indicado, as Forças de Defesa da Ucrânia não utilizaram drones contra alvos na região de Bryansk”. Em canais pró-ucranianos e da oposição, circulou a tese de que o ataque teria sido uma provocação dos serviços secretos russos para incriminar Kiev e pressionar Minsk — alegação desmentida por meios russos, que apontaram a proximidade da estrada à fronteira (30 a 50 quilómetros) e a capacidade dos drones ucranianos. A ONU, através do porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, condenou qualquer ataque contra civis, recordando que o direito humanitário internacional proíbe tais ações. A Organização do Tratado de Segurança Coletiva (ODKB), liderada pela Rússia, também expressou condolências e repúdio.

Observadores em Lisboa notam que o episódio ilustra a crescente banalização dos ataques com drones contra alvos civis na guerra, num momento em que a Ucrânia intensifica incursões transfronteiriças com aparelhos não tripulados. Na perspetiva de Brasília, o incidente sublinha os riscos de escalada regional e a dificuldade de verificação independente num conflito onde a propaganda se sobrepõe aos factos. Enquanto Moscovo promete responder com a continuação da “operação militar especial”, a comunidade internacional permanece dividida: as capitais europeias, como antecipou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, deverão manter-se em silêncio, mas o apelo da ONU indica que a pressão para proteger civis pode ganhar novo ímpeto. A tragédia de Bryansk, independentemente da autoria, expõe a vulnerabilidade das populações nas zonas de fronteira e a urgência de mecanismos de proteção para não combatentes.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

48%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa russa e CSIStampa europea continentale
Stampa russa e CSI/ stato
indignazionerevanscismovittimismo

Um drone ucraniano atingiu deliberadamente um ônibus que transportava uma equipe de futebol juvenil bielorrussa, matando uma mulher e ferindo várias crianças. O ataque expõe a natureza terrorista do regime de Kiev, que não hesita em atacar civis. Moscou e Minsk responderão duramente a este crime.

Stampa europea continentale/ mediterranea
distaccopragmatismo

Um drone ucraniano atingiu um ônibus que transportava uma equipe de futebol juvenil bielorrussa na região de Bryansk, matando uma mulher e ferindo várias crianças, disseram as autoridades russas. Uma investigação criminal foi iniciada.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Escócia assume a ponta do Grupo C, e Marrocos tenta impor seu ritmo contra europeus em Boston·Polónia retira a Zelensky a Ordem da Águia Branca e agrava crise diplomática·Spotify e WhatsApp enfrentam instabilidade simultânea; Meta testa animações no Android·Kate Middleton, as crianças de Reggio Emilia e o apelo por conexão humana numa era digital·Trump afirma que seu poder 'não tem limites' e se compara a Hitler e Napoleão após acordo com Irã·Obama alerta que EUA podem estar em situação pior após guerra com Irã·Canadá impõe tarifa de 10% sobre conservas vegetais e reativa passe de turismo doméstico·Moscovo amplia lista de 'agentes estrangeiros' com jornalista e ativistas; Bangladesh prende editor·Escócia assume a ponta do Grupo C, e Marrocos tenta impor seu ritmo contra europeus em Boston·Polónia retira a Zelensky a Ordem da Águia Branca e agrava crise diplomática·Spotify e WhatsApp enfrentam instabilidade simultânea; Meta testa animações no Android·Kate Middleton, as crianças de Reggio Emilia e o apelo por conexão humana numa era digital·Trump afirma que seu poder 'não tem limites' e se compara a Hitler e Napoleão após acordo com Irã·Obama alerta que EUA podem estar em situação pior após guerra com Irã·Canadá impõe tarifa de 10% sobre conservas vegetais e reativa passe de turismo doméstico·Moscovo amplia lista de 'agentes estrangeiros' com jornalista e ativistas; Bangladesh prende editor·
Atualizado 21:323 idiomas · 3 veículos
AnteriorDefesa e SegurançaPróximo
3 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
quarta-feira, 17 de junho de 2026

Ataque com drone a autocarro de crianças bielorrussas mata uma pessoa e fere oito na Rússia

Moscovo e Minsk condenam o ataque como 'ato terrorista', Kiev nega responsabilidade e a ONU apela ao fim de ataques contra civis.

Na tarde de 17 de junho, um drone de asa fixa atingiu um autocarro de dois andares que transportava uma equipa de futebol juvenil bielorrussa na região russa de Bryansk, fronteiriça com a Ucrânia. O veículo, que seguia de Gomel para a estância balnear de Gelendzhik, no mar Negro, levava 44 passageiros, incluindo 28 crianças. O impacto matou uma acompanhante, identificada como Viktoria Goroshko, de 38 anos, e feriu oito pessoas — seis menores e dois adultos —, segundo o ministro da Saúde bielorrusso. As vítimas foram hospitalizadas em Bryansk; uma criança ficou em estado grave. O presidente russo, Vladimir Putin, telefonou ao ministro da Saúde, Mikhail Murashko, para ordenar assistência imediata, enquanto Minsk enviou três brigadas de reanimação e um helicóptero medicalizado para eventual transporte dos feridos.

O Kremlin classificou o ataque como “ato terrorista” deliberado, afirmando que os operadores do drone viam claramente o alvo civil. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou Kiev de “semear o pânico” ao atingir crianças, e a porta-voz diplomática Maria Zakharova apelou a organizações internacionais para que condenassem o sucedido, alertando que o silêncio encorajaria novos crimes. A Bielorrússia, por seu lado, condenou o ataque e exigiu “explicações exaustivas” à Ucrânia, mas o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros também sublinhou a necessidade de evitar o envio de cidadãos para zonas de conflito — uma nota de contenção que, segundo analistas em Moscovo, reflete a relutância de Alexander Lukashenko em ser arrastado para a guerra. O presidente bielorrusso, que não se pronunciou publicamente, ordenou discretamente a repatriação dos passageiros ilesos e a assistência médica.

A Ucrânia negou qualquer envolvimento. O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, Andriy Kovalev, declarou que “no período indicado, as Forças de Defesa da Ucrânia não utilizaram drones contra alvos na região de Bryansk”. Em canais pró-ucranianos e da oposição, circulou a tese de que o ataque teria sido uma provocação dos serviços secretos russos para incriminar Kiev e pressionar Minsk — alegação desmentida por meios russos, que apontaram a proximidade da estrada à fronteira (30 a 50 quilómetros) e a capacidade dos drones ucranianos. A ONU, através do porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, condenou qualquer ataque contra civis, recordando que o direito humanitário internacional proíbe tais ações. A Organização do Tratado de Segurança Coletiva (ODKB), liderada pela Rússia, também expressou condolências e repúdio.

Observadores em Lisboa notam que o episódio ilustra a crescente banalização dos ataques com drones contra alvos civis na guerra, num momento em que a Ucrânia intensifica incursões transfronteiriças com aparelhos não tripulados. Na perspetiva de Brasília, o incidente sublinha os riscos de escalada regional e a dificuldade de verificação independente num conflito onde a propaganda se sobrepõe aos factos. Enquanto Moscovo promete responder com a continuação da “operação militar especial”, a comunidade internacional permanece dividida: as capitais europeias, como antecipou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, deverão manter-se em silêncio, mas o apelo da ONU indica que a pressão para proteger civis pode ganhar novo ímpeto. A tragédia de Bryansk, independentemente da autoria, expõe a vulnerabilidade das populações nas zonas de fronteira e a urgência de mecanismos de proteção para não combatentes.

Divergência das fontes

Defesa e Segurança · 3 veículos · 3 idiomas

48%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro40%
Crítico60%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa russa e CSIStampa europea continentale
Stampa russa e CSI/ stato
indignazionerevanscismovittimismo

Um drone ucraniano atingiu deliberadamente um ônibus que transportava uma equipe de futebol juvenil bielorrussa, matando uma mulher e ferindo várias crianças. O ataque expõe a natureza terrorista do regime de Kiev, que não hesita em atacar civis. Moscou e Minsk responderão duramente a este crime.

Stampa europea continentale/ mediterranea
distaccopragmatismo

Um drone ucraniano atingiu um ônibus que transportava uma equipe de futebol juvenil bielorrussa na região de Bryansk, matando uma mulher e ferindo várias crianças, disseram as autoridades russas. Uma investigação criminal foi iniciada.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 3 idiomas

Artigos relacionados

Crime e Desastres

Colisão de comboios em Bedford faz um morto e dezenas de feridos

11 idiomas · 35 veículos

Esporte

EUA vencem Austrália por 2-0 e asseguram classificação antecipada no Mundial

8 idiomas · 36 veículos

Geopolítica & Política

Polónia retira a Zelensky a Ordem da Águia Branca e agrava crise diplomática

8 idiomas · 16 veículos

Ler mais