
Derrota na final do Mundial abala ciclo argentino e põe futuro de Scaloni em xeque
Treinador admite que pode deixar o cargo em dezembro, enquanto discurso de Messi gera especulações e federação tenta convencê-lo a permanecer.
A seleção argentina perdeu a final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha por 1 a 0, com gol de Ferran Torres na prorrogação, e voltou a Buenos Aires sob um misto de frustração e carinho da torcida. O técnico Lionel Scaloni, visivelmente abalado, deixou a entrevista coletiva em lágrimas e admitiu que cumprirá o contrato até dezembro, mas que depois "provavelmente cortará". A derrota expôs o desgaste de um ciclo vitorioso e reacendeu dúvidas sobre a continuidade do treinador e de Lionel Messi, que aos 39 anos não se pronunciou sobre o futuro na equipe nacional.
Nas horas seguintes à decisão, um vídeo de Messi arengando os companheiros no túnel antes do jogo viralizou. "Esqueçamos tudo, só joguemos", disse o capitão, frase que alimentou teorias conspiratórias nas redes. A imprensa argentina, contudo, relatou que o discurso foi motivado por uma despedida emocionada de Messi no vestiário e pelo incômodo do elenco com declarações de jogadores espanhóis durante a semana. Scaloni afirmou desconhecer a gravação e negou qualquer conflito interno: "Não há fissura na seleção". O diário espanhol As, por sua vez, destacou que a comoção no grupo argentino contrastou com a serenidade da Espanha campeã.
A continuidade de Scaloni é tratada como provável despedida por boa parte da mídia argentina. A emissora brasileira CBN noticiou que a federação local teme a saída e já cogita substitutos, como Pablo Aimar e Diego Placente, enquanto o As classificou o adeus como "mais próximo do que nunca". O treinador, que já ameaçou deixar o cargo em 2021 e 2023, terá uma reunião decisiva com o presidente da AFA, Claudio Tapia, durante a janela de amistosos de setembro. O desafio de renovar um elenco envelhecido — Messi, Otamendi e outros prováveis desfalques para o ciclo até 2030 — pesa na hesitação do técnico, que admitiu ser "difícil formar um grupo como este outra vez".
Apesar do vice-campeonato, a delegação foi recebida por milhares de torcedores em Ezeiza, cena que Scaloni classificou como "impressionante". O treinador também comentou a exibição de uma bandeira das Ilhas Malvinas após a semifinal contra a Inglaterra, gesto que gerou rumores de investigação da Fifa: "Não nos disseram nada". Enquanto Messi descansa em Rosário antes de se reapresentar ao Inter Miami, a seleção argentina se prepara para dois amistosos em setembro e novembro, que podem marcar o encerramento da era Scaloni e o início de uma reconstrução sem data para terminar.
Amplie o olhar
Trump ironiza sobre terceiro mandato e ataca imprensa em jantar com correspondentes em Washington
9 idiomas · 32 veículos
De Economy & MarketsRússia ataca feira de drones perto de Kiev e Ucrânia intensifica ofensiva contra centros logísticos russos
5 idiomas · 15 veículos
De TechnologyMusk confessa envolvimento político excessivo, mas mantém defesa do DOGE
3 idiomas · 5 veículos