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Sociedade & Culturasexta-feira, 24 de julho de 2026

De Teerã a Santa Bárbara, o mundo transpira sob ondas de calor e aguaceiros extremos

Enquanto o Paraná espera trégua da chuva, termômetros batem recordes na Califórnia e em Teerã, e Moscou se prepara para a enxurrada de um mês em cinco dias.

No aeroporto de Santa Bárbara, o mercúrio atingiu 35 graus na quarta-feira, rompendo uma marca que datava de 2016, segundo dados preliminares do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. O ar seco estalava nos vales do Sul da Califórnia, onde as máximas beiravam os 40 graus no Antelope Valley, e as noites abafadas mal ofereciam trégua. Onze novos incêndios pipocaram pelo estado desde segunda‑feira, alimentados por uma paisagem que perde umidade a cada semana — um cenário que, na perspetiva de especialistas locais, prolonga uma temporada de risco extremo.

Do outro lado do globo, Teerã se preparava para um domingo de 40 graus, com ventos fortes e nuvens de poeira a castigar as zonas sul e oeste da capital, de acordo com a direção provincial de meteorologia. Nos Emirados Árabes Unidos, o calor dava um respiro mínimo: as máximas desciam a 43 graus em Abu Dhabi, mas a umidade subia a 90% durante a noite, envolvendo a costa em nevoeiros matinais. A sensação de alívio era tênue — o verão do Golfo Pérsico segue implacável, apenas muda de textura.

Em Moscou, o drama vinha do céu em forma de água. Meteorologistas russos projetavam que, entre 27 e 31 de julho, a capital receberia até 88 milímetros de precipitação, o equivalente a todo o volume esperado para o mês. Alertas amarelos por neblina na madrugada de sexta-feira deram lugar a previsões de tempestades elétricas e aguaceiros que, nos dias 29 e 30, poderiam despejar até 40 litros por metro quadrado em poucas horas. Enquanto isso, na Suécia, a memória da chuva ia-se dissipando: depois de um sábado carregado, o sol voltava a aquecer o sul do país com máximas de 20 a 25 graus a partir de terça-feira, segundo o SMHI. A onda de calor europeia, porém, não chegaria à Rússia — especialistas do centro Meteo descartaram qualquer “fantasia” de temperaturas excecionais na região de Moscou.

No Brasil, o Paraná vivia o compasso de uma instabilidade em retirada. Pancadas isoladas com trovoadas ainda cruzariam o estado até domingo, mas na segunda-feira o sol se imporia, levando os termômetros acima de 30 graus no Norte, conforme o Simepar. A imagem final é de um mundo partido pelo clima: enquanto agricultores paranaenses aguardavam o domingo de sol, moscovitas atravessavam a neblina com a certeza de mais um aguaceiro, e em Teerã o vento quente erguia a poeira das planícies, anunciando os 40 graus que viriam.

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

De Teerã a Santa Bárbara, o mundo transpira sob ondas de calor e aguaceiros extremos

Enquanto o Paraná espera trégua da chuva, termômetros batem recordes na Califórnia e em Teerã, e Moscou se prepara para a enxurrada de um mês em cinco dias.

No aeroporto de Santa Bárbara, o mercúrio atingiu 35 graus na quarta-feira, rompendo uma marca que datava de 2016, segundo dados preliminares do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. O ar seco estalava nos vales do Sul da Califórnia, onde as máximas beiravam os 40 graus no Antelope Valley, e as noites abafadas mal ofereciam trégua. Onze novos incêndios pipocaram pelo estado desde segunda‑feira, alimentados por uma paisagem que perde umidade a cada semana — um cenário que, na perspetiva de especialistas locais, prolonga uma temporada de risco extremo.

Do outro lado do globo, Teerã se preparava para um domingo de 40 graus, com ventos fortes e nuvens de poeira a castigar as zonas sul e oeste da capital, de acordo com a direção provincial de meteorologia. Nos Emirados Árabes Unidos, o calor dava um respiro mínimo: as máximas desciam a 43 graus em Abu Dhabi, mas a umidade subia a 90% durante a noite, envolvendo a costa em nevoeiros matinais. A sensação de alívio era tênue — o verão do Golfo Pérsico segue implacável, apenas muda de textura.

Em Moscou, o drama vinha do céu em forma de água. Meteorologistas russos projetavam que, entre 27 e 31 de julho, a capital receberia até 88 milímetros de precipitação, o equivalente a todo o volume esperado para o mês. Alertas amarelos por neblina na madrugada de sexta-feira deram lugar a previsões de tempestades elétricas e aguaceiros que, nos dias 29 e 30, poderiam despejar até 40 litros por metro quadrado em poucas horas. Enquanto isso, na Suécia, a memória da chuva ia-se dissipando: depois de um sábado carregado, o sol voltava a aquecer o sul do país com máximas de 20 a 25 graus a partir de terça-feira, segundo o SMHI. A onda de calor europeia, porém, não chegaria à Rússia — especialistas do centro Meteo descartaram qualquer “fantasia” de temperaturas excecionais na região de Moscou.

No Brasil, o Paraná vivia o compasso de uma instabilidade em retirada. Pancadas isoladas com trovoadas ainda cruzariam o estado até domingo, mas na segunda-feira o sol se imporia, levando os termômetros acima de 30 graus no Norte, conforme o Simepar. A imagem final é de um mundo partido pelo clima: enquanto agricultores paranaenses aguardavam o domingo de sol, moscovitas atravessavam a neblina com a certeza de mais um aguaceiro, e em Teerã o vento quente erguia a poeira das planícies, anunciando os 40 graus que viriam.

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