
Cuba sofre terceiro apagão nacional em dez dias sob bloqueio petrolífero dos EUA
Infraestrutura obsoleta e sanções americanas mergulham a ilha em crise energética, enquanto Washington anuncia novas sanções e surgem planos de resort com o nome Trump.
Cuba registou na terça-feira, 14 de julho, o terceiro apagão elétrico nacional em menos de dez dias, deixando cerca de 10 milhões de habitantes sem energia. A desconexão total do Sistema Elétrico Nacional ocorreu às 11h05 locais, segundo a empresa estatal UNE, e é o quinto colapso da rede desde o início de 2026. O restabelecimento do serviço, nos episódios anteriores, demorou mais de 24 horas, com cortes prolongados que chegaram a 30 horas consecutivas em Havana e vários dias nas províncias.
A crise energética resulta da convergência entre uma infraestrutura envelhecida – as sete centrais termoelétricas do país têm mais de 40 anos de operação e sofrem avarias frequentes – e o bloqueio ao fornecimento de petróleo imposto pelos Estados Unidos em janeiro. Após a deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Washington interrompeu os carregamentos de crude da Venezuela e pressionou o México a fazer o mesmo, privando Cuba dos seus principais fornecedores. A escassez de combustível inviabiliza o uso de geradores de emergência e agrava a vulnerabilidade da rede.
Na perspetiva de Washington, as sanções integram uma campanha de “pressão máxima” para forçar reformas políticas e económicas na ilha governada pelo Partido Comunista há 67 anos. O Departamento de Estado anunciou a 13 de julho novas sanções contra o Ministério do Turismo e nove entidades estatais, incluindo empresas de importação e exportação de combustíveis. O governo cubano, por sua vez, denuncia as medidas como “criminosas e genocidas” e reconhece que as negociações bilaterais não registaram progressos. Os apagões crónicos têm alimentado tensões sociais, com protestos esporádicos e panelaços em Havana.
Em contraste com o endurecimento das sanções, surgem notícias de um projeto turístico que prevê a construção de um resort de luxo com o nome “Isla Trump” em Cayo Santa María, com o aval de Raúl Guillermo Rodríguez, neto do ex-presidente Raúl Castro, e o envolvimento do grupo Bin Haidar dos Emirados Árabes Unidos. A iniciativa, revelada pelo diário The National, de Abu Dhabi, ilustra a complexidade das relações entre Washington e Havana, onde interesses comerciais coexistem com a pressão diplomática. Enquanto isso, o setor turístico cubano enfrenta uma queda de 58% nas chegadas nos primeiros cinco meses de 2026, agravando a crise económica.
| Imprensa russa e CEI | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
| Imprensa latino-americana | −0.90 | critical |
Cuba, a Russian ally, is being strangled by US sanctions that have caused the third blackout in nine days. The US blockade is the sole cause of the energy collapse.
The bloc presents the blackout as a direct consequence of US sanctions, omitting any internal factors, thereby projecting all responsibility onto the United States.
The bloc omits the role of Cuba's aging infrastructure and the fact that authorities have not disclosed the cause, focusing exclusively on US sanctions.
The blackout is a fact; no cause is assigned. The event is reported without attribution.
By omitting any causal explanation, the bloc presents the event as an isolated incident without political context, maintaining neutrality.
The bloc omits any mention of US sanctions or the aging infrastructure, leaving the event unexplained.
The US oil blockade is directly causing the repeated blackouts in Cuba, crippling its aging infrastructure.
The bloc establishes a clear causal chain from US sanctions to infrastructure collapse, using the phrase 'as a consequence' to make the link seem inevitable.
The bloc omits the role of internal Cuban factors such as lack of maintenance or the recent Turkish aid, focusing solely on US responsibility.
Washington's blockade is directly responsible for the suffering of the Cuban people, as the third blackout in nine days shows.
The bloc uses emotional language ('suffers', 'paralyze') and directly attributes the crisis to US sanctions, creating a narrative of victimhood and external aggression.
The bloc omits any mention of internal Cuban factors such as infrastructure age or lack of maintenance, and also omits the fact that the government has not disclosed the cause, instead assuming blame.
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