
Crédito imobiliário encolhe no Irã e na Argentina, mas jovens italianos reagem
Enquanto Irã e Argentina enfrentam retração no crédito habitacional, Itália registra alta de 20% nos financiamentos, puxada por jovens apoiados por fundo estatal.
O acesso ao crédito imobiliário apresenta trajetórias opostas em diferentes regiões do mundo, revelando como políticas monetárias e condições macroeconômicas moldam o mercado habitacional. No Irã, a participação do setor imobiliário no total de empréstimos bancários caiu para 2,8% nos primeiros dois meses de 2026, o menor nível desde 2013, segundo dados oficiais. Em Teerã, analistas apontam que a redução real de 51% no valor dos financiamentos habitacionais, descontada a inflação, aprofunda a recessão no setor, enquanto a escassez de liquidez leva a práticas informais como empréstimos garantidos por linhas telefônicas, com juros que chegam a 95% do valor do ativo.
Na Argentina, o mercado de crédito hipotecário também desacelerou em abril, em meio ao aumento das taxas de juros e prazos mais curtos. Dados da Fundação Tejido Urbano mostram que, no primeiro trimestre de 2026, o estoque total de hipotecas atingiu 8,1 bilhões de pesos argentinos (cerca de 5,7 bilhões de dólares), mas o número de escrituras com hipoteca na província de Buenos Aires caiu para 1.023 em abril, em um total de 9.999 transações. Observadores em Buenos Aires notam que as condições mais restritivas reduziram o universo de famílias elegíveis, tornando o mercado mais seletivo.
Em contraste, o Lazio, na Itália, registrou um aumento de 20% na concessão de hipotecas nos primeiros meses de 2026, com mais de 6 bilhões de euros emprestados. O destaque fica por conta dos jovens com menos de 35 anos, que responderam por mais de um terço dos financiamentos, impulsionados pelo Fundo Consap, que oferece garantia pública para a entrada. Em Roma, a geografia das compras está mudando, com os jovens a buscar imóveis em áreas antes menos procuradas, sinalizando uma recomposição do mercado.
No Irã, enquanto isso, o governo anunciou aumento do limite do crédito para depósito de aluguel em Teerã para 350 milhões de tomans (cerca de 2.300 dólares ao câmbio oficial), mas a medida parece insuficiente diante da demanda. Na província de Zanjan, apenas 6% dos inquilinos conseguiram aceder a esse benefício no ano passado, muito aquém das 50 mil operações necessárias para equilibrar o mercado. A situação reflete a cautela dos bancos, que aprovaram menos de 30% das candidaturas dentro do limite de 20 mil inscrições.
A divergência entre os mercados sugere que, enquanto economias com inflação elevada e juros reais positivos comprimem o crédito, países com mecanismos de garantia estatal e demanda jovem podem sustentar a atividade. Para o futuro, a evolução dependerá da capacidade dos governos de equilibrar o controle inflacionário com o estímulo ao financiamento habitacional, especialmente para as faixas etárias mais jovens, que enfrentam barreiras de entrada cada vez maiores.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Iranian press frames the housing loan crisis as a severe failure of the banking system, with only 2.8% of total loans going to housing—the lowest share since 2013. The narrative highlights a 51% real decline in mortgage lending, blaming banks for neglecting the sector and exacerbating the housing recession. The tone is accusatory, portraying ordinary buyers and builders as victims of financial mismanagement.
Latin American press reports a slowdown in mortgage lending due to rising interest rates and shorter loan terms, making housing finance more selective. The tone is neutral and analytical, focusing on market conditions and reduced affordability. The narrative emphasizes the shrinking pool of households able to access mortgages, without assigning blame.
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