
China usa canhões de água contra navios filipinos e EUA reagem com dureza
Confrontos em Scarborough e Second Thomas Shoal elevam tensão no Mar do Sul da China, enquanto Pequim inicia exercícios com fogo real no Estreito de Taiwan e Washington reforça aliança com Manila.
A guarda costeira chinesa disparou canhões de água contra duas embarcações das Filipinas nas proximidades do banco de areia de Scarborough, no Mar do Sul da China, na quinta-feira, horas antes de Manila receber um fórum regional de segurança com a presença dos chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da China. O incidente, o segundo em quatro dias, ocorreu depois de, na segunda-feira, um marinheiro filipino ter ficado ferido ao ser atingido por um bastão durante um confronto com agentes chineses no banco de Second Thomas. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classificou as ações de Pequim como “perturbadoras” e reafirmou que Washington “não vai abandonar os seus aliados”.
Segundo Manila, um navio da guarda costeira chinesa aproximou-se a menos de 50 metros de uma embarcação filipina e usou canhões de água durante dois minutos, numa manobra descrita como “perigosa”. As Filipinas sustentam que as suas embarcações realizavam uma missão de abastecimento a pescadores e que o acordo provisório alcançado com a China em 2024 não exige autorização prévia de Pequim. Pequim, por sua vez, afirmou que os navios filipinos “ignoraram repetidos avisos e entraram intencionalmente em águas sob jurisdição chinesa”, tendo a guarda costeira adotado medidas “padronizadas, profissionais e legais” para os expulsar. A China rejeita a decisão arbitral de 2016 que considerou as suas reivindicações no Mar do Sul da China desprovidas de base jurídica.
A escalada coincide com a realização de reuniões da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Manila, onde a segurança marítima domina a agenda. Os países-membros negoceiam há anos um código de conduta com a China para a via navegável. Na perspetiva de capitais do Sudeste Asiático, a presença e as declarações de Rubio sinalizam um envolvimento mais assertivo de Washington, que considera as ações chinesas “perigosas e provocativas” e vê com preocupação o destacamento de navios da guarda costeira chinesa em águas a leste de Taiwan. Taipé condenou as manobras com fogo real de dois dias iniciadas por Pequim no Estreito de Taiwan, exigindo “autocontrolo racional”.
O contexto territorial é antigo: a China reclama a quase totalidade do Mar do Sul da China, enquanto as Filipinas mantêm uma guarnição no navio encalhado BRP Sierra Madre, em Second Thomas, desde 1999. Em 2024, um confronto violento no mesmo local, que resultou na perda de um dedo de um marinheiro filipino, levou a um entendimento provisório sobre missões de reabastecimento. Paralelamente, Washington e Pequim preparam uma cimeira entre os presidentes Trump e Xi Jinping, prevista para setembro, e recolhem contributos da indústria sobre reduções tarifárias bilaterais no âmbito de um novo conselho de comércio. Rubio afirmou que o encontro com o homólogo chinês, Wang Yi, se centrou na preparação dessa visita, enquanto Pequim pediu a Washington que respeite o princípio de Uma Só China e evite que divergências prejudiquem a relação. Os dois lados descreveram a reunião como pragmática e construtiva, mas os incidentes navais e os exercícios militares mostram que a gestão cuidadosa das diferenças continua a ser o principal desafio estratégico.
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | +0.20 | neutral |
| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
As Filipinas denunciam a agressão chinesa e exigem o respeito ao direito internacional, com o apoio dos Estados Unidos.
Ao enfatizar o uso desproporcional da força e citar a sentença arbitral internacional, a narrativa constrói a imagem de uma vítima inocente diante de um agressor poderoso.
O bloco omite a alegação chinesa de que os navios filipinos ignoraram repetidos avisos e entraram em águas sob jurisdição chinesa, bem como o incidente no Second Thomas Shoal onde um marinheiro filipino ficou ferido.
A China rejeita as acusações e afirma ter agido legalmente para proteger sua soberania, apresentando o incidente como uma operação policial de rotina.
Ao repetir a frase 'águas sob jurisdição chinesa' e enfatizar que os avisos foram ignorados, a narrativa normaliza o uso da força como uma ação policial legítima.
O bloco omite a sentença arbitral internacional que declara as reivindicações chinesas sem base legal, e o fato de que o canhão de água atingiu um marinheiro filipino, causando ferimentos.
A Europa observa os incidentes com preocupação e enfatiza a importância do diálogo, observando que a diplomacia não conseguiu evitar os confrontos.
Ao enquadrar a história em torno do canal diplomático e do momento dos incidentes, a narrativa implica que ambos os lados compartilham a responsabilidade pelo fracasso das negociações, evitando acusações diretas.
O bloco omite os detalhes específicos do ataque com canhão de água e o envolvimento dos EUA, concentrando-se em vez disso no processo diplomático abstrato.
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