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Colonos tentam incendiar mesquita com fiéis na Cisjordânia e ataques se multiplicam

Ação em Burqa, onde fiéis estavam no interior do templo, e vaga de incêndios de veículos e casas marcam escalada de agressões, enquanto palestinianos pedem sanções da ONU.

Na aldeia de Burqa, a leste de Ramallah, colonos israelitas irromperam na noite de domingo contra uma mesquita onde decorriam orações. Depois de queimarem veículos estacionados nas imediações, forçaram a porta do templo e atearam fogo na entrada, numa tentativa de incendiar o edifício com fiéis no interior, segundo relatos da agência WAFA e testemunhas. Os próprios moradores conseguiram extinguir as chamas antes que o fogo se propagasse, mas as imagens mostram danos severos. Quase em simultâneo, na vizinha Deir Dibwan, outro grupo incendiou duas viaturas e danificou outras duas, numa ação que o exército israelita classificou como “tumultos violentos de civis israelitas”.

Os ataques não se confinaram a Ramallah. Em Jit, na província de Qalqilya, colonos queimaram terrenos agrícolas e quatro veículos, além de lançarem cocktails molotov contra três casas, sem causar feridos. Em Ein Arik, a oeste de Ramallah, dispararam tiros contra palestinianos que tentavam travar o assalto. Fontes locais reportam ainda uma marcha provocatória de colonos em Nablus, a instalação de um novo posto avançado no vale do Jordão e a continuação de demolições a oeste da cidade. A simultaneidade e distribuição geográfica dos incidentes sugerem uma operação concertada, num momento em que também se multiplicam as incursões ao complexo da mesquita de Al-Aqsa.

A Autoridade Palestiniana reagiu classificando os atos como “terrorismo organizado” e instou as Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança a imporem sanções e a garantirem que os responsáveis respondam perante a lei internacional. Observadores em Lisboa sublinham que a linguagem de “terrorismo” sinaliza a frustração com a impunidade crónica de ataques de colonos, muitas vezes perpetrados sob a vista das forças de segurança israelitas. Brasília, que mantém laços diplomáticos com ambas as partes e já defendeu a criação de um Estado palestiniano, acompanha o agravamento com apreensão, mas o seu engajamento diplomático recente tem sido limitado.

A vaga de violência insere-se num ciclo de expansão acelerada de colonatos e de ataques sistemáticos para expulsar comunidades palestinianas da Área C da Cisjordânia ocupada. A tentativa de queimar uma mesquita repleta de fiéis representa uma perigosa transposição de limites, com potencial para inflamar ainda mais as tensões religiosas. Sem uma intervenção internacional efetiva, analistas temem que a situação se degrade para uma nova intifada, enquanto as vozes nos países lusófonos de África, como Moçambique e Angola, que historicamente apoiaram a causa palestiniana, se levantam para denunciar a cumplicidade da comunidade internacional.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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As autoridades estão a investigar um grave ato de vandalismo contra um local de culto na Cisjordânia, onde uma tentativa de incêndio colocou em risco fiéis dentro de uma mesquita. Suspeita-se de extremistas israelitas, mas fontes da segurança alertam para que não se façam generalizações e recordam o empenho constante das forças da ordem em manter a calma numa zona já fortemente tensionada.

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Um novo crime dos colonos sionistas atinge uma mesquita lotada na Cisjordânia, confirmando a onda de terror patrocinada pelo Estado ocupante contra os lugares sagrados do Islão e os fiéis palestinianos. O ataque, levado a cabo sob a proteção do exército israelita, é mais uma prova de uma limpeza étnica planeada e do silêncio cúmplice da comunidade internacional.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Colonos tentam incendiar mesquita com fiéis na Cisjordânia e ataques se multiplicam

Ação em Burqa, onde fiéis estavam no interior do templo, e vaga de incêndios de veículos e casas marcam escalada de agressões, enquanto palestinianos pedem sanções da ONU.

Na aldeia de Burqa, a leste de Ramallah, colonos israelitas irromperam na noite de domingo contra uma mesquita onde decorriam orações. Depois de queimarem veículos estacionados nas imediações, forçaram a porta do templo e atearam fogo na entrada, numa tentativa de incendiar o edifício com fiéis no interior, segundo relatos da agência WAFA e testemunhas. Os próprios moradores conseguiram extinguir as chamas antes que o fogo se propagasse, mas as imagens mostram danos severos. Quase em simultâneo, na vizinha Deir Dibwan, outro grupo incendiou duas viaturas e danificou outras duas, numa ação que o exército israelita classificou como “tumultos violentos de civis israelitas”.

Os ataques não se confinaram a Ramallah. Em Jit, na província de Qalqilya, colonos queimaram terrenos agrícolas e quatro veículos, além de lançarem cocktails molotov contra três casas, sem causar feridos. Em Ein Arik, a oeste de Ramallah, dispararam tiros contra palestinianos que tentavam travar o assalto. Fontes locais reportam ainda uma marcha provocatória de colonos em Nablus, a instalação de um novo posto avançado no vale do Jordão e a continuação de demolições a oeste da cidade. A simultaneidade e distribuição geográfica dos incidentes sugerem uma operação concertada, num momento em que também se multiplicam as incursões ao complexo da mesquita de Al-Aqsa.

A Autoridade Palestiniana reagiu classificando os atos como “terrorismo organizado” e instou as Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança a imporem sanções e a garantirem que os responsáveis respondam perante a lei internacional. Observadores em Lisboa sublinham que a linguagem de “terrorismo” sinaliza a frustração com a impunidade crónica de ataques de colonos, muitas vezes perpetrados sob a vista das forças de segurança israelitas. Brasília, que mantém laços diplomáticos com ambas as partes e já defendeu a criação de um Estado palestiniano, acompanha o agravamento com apreensão, mas o seu engajamento diplomático recente tem sido limitado.

A vaga de violência insere-se num ciclo de expansão acelerada de colonatos e de ataques sistemáticos para expulsar comunidades palestinianas da Área C da Cisjordânia ocupada. A tentativa de queimar uma mesquita repleta de fiéis representa uma perigosa transposição de limites, com potencial para inflamar ainda mais as tensões religiosas. Sem uma intervenção internacional efetiva, analistas temem que a situação se degrade para uma nova intifada, enquanto as vozes nos países lusófonos de África, como Moçambique e Angola, que historicamente apoiaram a causa palestiniana, se levantam para denunciar a cumplicidade da comunidade internacional.

Divergência das fontes

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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pragmatismodistacco

As autoridades estão a investigar um grave ato de vandalismo contra um local de culto na Cisjordânia, onde uma tentativa de incêndio colocou em risco fiéis dentro de uma mesquita. Suspeita-se de extremistas israelitas, mas fontes da segurança alertam para que não se façam generalizações e recordam o empenho constante das forças da ordem em manter a calma numa zona já fortemente tensionada.

Stampa arabo levante-Maghreb
indignazionevittimismoallarme

Um novo crime dos colonos sionistas atinge uma mesquita lotada na Cisjordânia, confirmando a onda de terror patrocinada pelo Estado ocupante contra os lugares sagrados do Islão e os fiéis palestinianos. O ataque, levado a cabo sob a proteção do exército israelita, é mais uma prova de uma limpeza étnica planeada e do silêncio cúmplice da comunidade internacional.

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