
Colômbia estreia no Mundial 2026 contra Uzbequistão sob chuva e forte esquema de segurança
Com mais de 11 mil policiais mobilizados e alerta de tempestade, o regresso colombiano a uma Copa do Mundo após oito anos marca o encerramento da primeira rodada do Grupo K, que inclui Portugal.
O Estádio Azteca, na Cidade do México, recebe na noite desta quarta-feira (17 de junho) o regresso da Colômbia aos Mundiais de futebol, frente a um Uzbequistão estreante. O pontapé de saída está marcado para as 20h00 locais (22h00 em Brasília, 2h00 de quinta-feira em Lisboa) e mobilizou um dispositivo de segurança com mais de 11 mil agentes e 923 viaturas, coordenado pela Secretaria de Segurança Cidadã. As autoridades emitiram um alerta amarelo devido à previsão de chuvas fortes, possível granizo e descargas elétricas, com temperaturas a rondar os 17°C durante o jogo, o que poderá condicionar o espetáculo.
Milhares de adeptos colombianos transformaram as imediações do estádio e pontos emblemáticos como o Ángel de la Independencia numa festa antecipada, com cânticos e bandeiras. Nos Estados Unidos, a partida será transmitida em inglês pela Fox Sports 1 e em espanhol pela Telemundo e Peacock, refletindo o peso da diáspora latino-americana. Na Argentina, o duelo vai para o ar na DSports e TyC Sports a partir das 23h00. Para o mundo lusófono, o jogo tem interesse redobrado: Portugal integra o Grupo K, ao lado de Colômbia, Uzbequistão e República Democrática do Congo, e observadores em Lisboa acompanham com atenção o desempenho do adversário direto na luta pela liderança do grupo. No Brasil, a estreia colombiana é vista como um termómetro do equilíbrio sul-americano no torneio.
O regresso colombiano ocorre após oito anos de ausência — a última participação fora na Rússia 2018, com eliminação nos penáltis frente à Inglaterra. Sob o comando do argentino Néstor Lorenzo, a equipa aposta na criatividade de James Rodríguez e na velocidade de Luis Díaz para superar um adversário que tem no italiano Fabio Cannavaro, campeão do mundo em 2006, o seu trunfo estratégico. Cannavaro revelou que o plano passa por ‘cuidar muito bem’ das figuras cafeteras e aliviar a pressão sobre os seus jogadores, conscientes de que enfrentam uma ‘equipa completa, que luta até ao fim’. O historial de estreias colombianas em Mundiais é modesto: duas vitórias e quatro derrotas desde 1962, um dado que adensa a expectativa.
A meteorologia instável e o ambiente pesado do relvado poderão favorecer o estilo mais físico dos uzbeques, que contam com o defesa do Manchester City Abdukodir Khusanov como referência. Uma vitória colombiana colocaria pressão imediata sobre Portugal, que entra em campo no dia seguinte, enquanto um tropeço reequilibraria as contas do grupo e abriria caminho para a surpresa asiática. Seja qual for o desfecho, o reencontro da Colômbia com o palco maior do futebol já é, por si só, um capítulo que mobiliza emoções desde Bogotá até às comunidades emigrantes na América do Norte e na Europa.
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