
Bielsa reage com irritação a polémica sobre foto oficial no Mundial: “Não sou modelo”
O treinador argentino do Uruguai, de 70 anos, recusou-se a justificar o olhar cabisbaixo na sessão da FIFA, reacendendo o debate sobre a sua personalidade excêntrica.
A imagem viralizou: Marcelo Bielsa, técnico da seleção uruguaia, de cabeça baixa e olhar fixo no chão durante a sessão fotográfica oficial da FIFA para o Mundial de 2026. A pose, que contrastava com a postura entusiasta de jogadores e outros treinadores, gerou uma onda de comentários nas redes sociais e questionamentos na conferência de imprensa após o empate em 1-1 com a Arábia Saudita, em Miami. A resposta do argentino foi tão direta quanto a sua fotografia: “Não tenho de dar explicações. A foto foi tirada como foi tirada. Não sou modelo”.
O episódio ocorreu no Media Day que antecede o torneio organizado por Estados Unidos, México e Canadá. Bielsa, conhecido pelo apelido de “El Loco” (O Louco), manteve-se impassível enquanto os fotógrafos captavam as imagens que depois seriam exibidas nos telões dos estádios. Na perspetiva da imprensa brasileira, o CNN Brasil sublinhou a irritação mal disfarçada do treinador, que cortou a pergunta de forma seca. Já os observadores no mundo árabe, onde a notícia foi amplamente difundida por veículos como Al Ittihad e CNN Arabic, interpretaram o gesto como um possível ato de protesto silencioso contra as obrigações midiáticas da FIFA.
A reação de Bielsa insere-se numa longa tradição de idiossincrasias. O técnico de 70 anos, que disputa a sua terceira Copa do Mundo no banco, já protagonizou momentos de introspeção e recusa a rituais comerciais. “Se uso óculos, perguntam por que os uso; se olho nos olhos de alguém, perguntam por que o faço”, ironizou, segundo relatos da imprensa latino-americana. Para analistas em Lisboa, onde a figura de Bielsa é estudada como referência tática, a atitude reforça a coerência de um profissional que sempre colocou o futebol acima da encenação, ainda que isso choque com a cultura do espetáculo que domina os grandes eventos.
O empate com a Arábia Saudita deixou o Uruguai sob pressão no Grupo H, mas Bielsa pareceu mais incomodado com a polémica da fotografia do que com o resultado. A sua recusa em pedir desculpa ou em suavizar o tom — “as coisas não exigem um pedido de desculpas” — sinaliza que o treinador não pretende alterar a sua conduta. Enquanto o Mundial avança, a imagem do técnico cabisbaixo permanecerá como um símbolo involuntário da tensão entre a autenticidade pessoal e as exigências do palco global.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A recusa de Bielsa em olhar para a câmera é vista como uma extensão natural de seu caráter autêntico e intransigente, celebrado pelos torcedores de toda a região. Sua resposta direta—'Não sou modelo'—ressalta seu desprezo por formalidades superficiais, transformando o incidente em mais um capítulo de sua lendária excentricidade.
O clipe viral do técnico uruguaio olhando para baixo durante a sessão de fotos oficial da FIFA gerou amplo debate nas redes sociais. Bielsa descartou a polêmica, afirmando que não tinha obrigação de se explicar e que não é modelo, refletindo uma desconexão cultural entre as expectativas promocionais e seu estilo pessoal.
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