
Bélgica escapa de derrota com autogol egípcio após entrada fulminante de Lukaku
Lukaku entrou e em 22 segundos forçou autogol que salvou a Bélgica do desaire frente ao Egito (1-1), que festejava o gol de Ashour no aniversário de Salah.
A Bélgica evitou uma estreia traumática no Mundial de 2026 graças a um autogol de Mohamed Hany, provocado pela entrada fulminante de Romelu Lukaku, que apenas 22 segundos após pisar o gramado do Lumen Field, em Seattle, forçou o defensor egípcio a desviar a bola para a própria meta. O empate 1-1, selado aos 66 minutos, anulou a vantagem que o Egito mantinha desde o primeiro tempo e impediu que os Faraós conquistassem a primeira vitória de sua história em Copas do Mundo, naquela que é a sua quarta participação.
O Egito, orientado por Hossam Hassan, apresentou-se com uma estratégia ousada: Mohamed Salah, no dia em que completou 34 anos, foi posicionado como referência central, atrás do atacante Omar Marmoush. A aposta rendeu frutos aos 19 minutos, quando Salah serviu Emam Ashour, que de fora da área disparou uma finalização colocada, sem chances para Thibaut Courtois. Durante toda a primeira etapa, os africanos controlaram o ímpeto belga, que não registrou qualquer finalização ao gol, e exibiram uma solidez defensiva que só viria a ceder com a entrada do possante Lukaku.
Do lado belga, o técnico Rudi García surpreendeu ao deixar Lukaku no banco e apostar num ataque móvel, com Charles De Ketelaere como falso nove. A equipa, ainda apoiada nos remanescentes da geração dourada — Kevin De Bruyne, Courtois e o próprio Lukaku —, mostrou-se lenta e previsível, só ameaçando verdadeiramente após o intervalo, quando De Bruyne acertou o poste numa cobrança de falta. A entrada de Lukaku, aos 65 minutos, mudou o cenário: no primeiro lance, um cruzamento rasteiro de Thomas Meunier encontrou o avançado do Napoli, que pressionou Hany e viu a bola morrer nas redes egípcias. O capitão Youri Tielemans reconheceu que a Bélgica precisa melhorar, enquanto García explodiu de júbilo com o empate salvador.
O resultado deixa o Grupo G em aberto, à espera do duelo entre Irã e Nova Zelândia. Na perspetiva de Brasília, o equilíbrio entre europeus e africanos confirma a tendência de um Mundial cada vez mais competitivo, com seleções emergentes a encurtar distâncias. Observadores em Lisboa notam que a Bélgica, cabeça de série, já está sob pressão para o próximo jogo, contra o Irã em Los Angeles, enquanto o Egito, que enfrentará a Nova Zelândia em Vancouver, mantém a esperança de quebrar o jejum de vitórias em Copas. Para o continente africano, a exibição egípcia, embora sem o triunfo, reforça a narrativa de que as seleções do norte de África continuam a crescer em palcos mundiais, após o brilharete de Marrocos em 2022.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A cobertura indonésia trata do confronto Bélgica-Egito como o jogo decisivo da primeira rodada do Grupo G, dando ênfase aos horários de transmissão e aos craques. A Bélgica é vista como ligeira favorita, mas o texto mantém um tom pragmático e descritivo, focado em informar o leitor sem grandes polêmicas.
A imprensa latino-americana cobre o duelo Bélgica-Egito com ceticismo, sublinhando a crônica incapacidade belga de confirmar o favoritismo, mesmo com a geração de ouro. Embora a Bélgica seja a favorita teórica, a carga da expectativa e as decepções passadas podem abrir espaço para um Egito motivado. O discurso enfatiza o potencial não realizado e o peso incômodo do status de favorito.
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