
Bagnaia encerra ciclo de oito anos na Ducati; Acosta será companheiro de Márquez em 2027
Italiano deixa a equipa após dois títulos mundiais e 31 vitórias, enquanto o jovem espanhol Pedro Acosta é anunciado como novo parceiro de Marc Márquez a partir da próxima temporada.
A Ducati confirmou nesta quarta-feira que Francesco Bagnaia deixará a equipa de fábrica no final do Mundial de MotoGP de 2026. O Grande Prémio da Comunidade Valenciana, em novembro, será a última corrida do piloto italiano com as cores da marca de Borgo Panigale, encerrando uma parceria que redefiniu a história recente da categoria. Bagnaia chegou à estrutura em 2019 como estreante na equipa satélite Pramac, ascendeu à equipa oficial em 2021 e conquistou os títulos de 2022 e 2023 — o primeiro deles quebrando um jejum de 15 anos da Ducati desde Casey Stoner. Ao todo, somou 31 vitórias, 63 pódios e 28 pole positions, números que o tornam o piloto mais vitorioso da marca na classe rainha. Na imprensa italiana, a separação é tratada como o fim de um ciclo histórico, com o CEO Claudio Domenicali a sublinhar que Bagnaia “escreveu algumas das páginas mais memoráveis” da Ducati e o diretor-geral Luigi Dall’Igna a afirmar que o piloto “permanecerá para sempre um campeão na história de Borgo Panigale”.
A decisão surge após duas temporadas em que a dinâmica interna se alterou profundamente. A chegada de Marc Márquez à equipa oficial em 2025, vinda da Gresini, reconfigurou a hierarquia: o espanhol conquistou o título logo no primeiro ano, enquanto Bagnaia terminou em quinto, 257 pontos atrás do companheiro. Em 2026, o cenário manteve-se desfavorável — Bagnaia venceu apenas a corrida sprint da República Checa e ocupa a sétima posição no campeonato. A renovação de Márquez até 2028, anunciada na véspera, acelerou o desfecho. O próprio Bagnaia, numa mensagem emotiva nas redes sociais, reconheceu que “a última temporada foi difícil, chocámo-nos mais do que gostaríamos e algo começou a mudar”, justificando a necessidade de “recomeçar com um novo desafio”. Analistas europeus observam que a Ducati optou por construir o futuro em torno do octocampeão espanhol, abrindo espaço para uma nova geração.
O lugar deixado vago será ocupado por Pedro Acosta, cuja contratação foi oficializada poucas horas depois. O espanhol de 21 anos, campeão de Moto3 e Moto2, deixa a KTM após três temporadas na categoria principal, nas quais se afirmou como Estreante do Ano em 2024 e somou 13 pódios em 2025. Em 2026, já venceu uma corrida sprint na Tailândia. A Ducati descreve a dupla Acosta-Márquez como “um par extremamente competitivo” e um sinal da ambição para o novo regulamento de 850cc que estreia em 2027. Na Ásia, veículos indonésios destacam o efeito dominó no mercado: Bagnaia é amplamente apontado como futuro piloto da Aprilia, onde formará equipa com Marco Bezzecchi, enquanto Jorge Martín deverá rumar à Yamaha.
A saída de Bagnaia representa mais do que uma simples troca de pilotos. Encerra o ciclo do homem que devolveu a Ducati ao topo e que, nas palavras de Domenicali, encantou os tifosi com um estilo “limpo e elegante” e uma lealdade feroz em pista. Para o piloto de Turim, será a primeira experiência fora do universo Ducati desde a estreia no MotoGP, coincidindo com a revolução técnica de 2027. Até lá, resta a despedida em Valência, onde Bagnaia e a equipa prometem “dar o máximo” para fechar a colaboração com o melhor resultado possível, antes de ambos iniciarem capítulos radicalmente novos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
2 grupos editoriais · 1 idiomas
The split between Francesco Bagnaia and Ducati marks the end of a successful era. After eight years and two world titles, the parties go separate ways, aiming to look ahead pragmatically. The negotiation was conducted in the interest of both, without drama.
The announcement of the breakup between Bagnaia and Ducati has shaken fans, who see the decision as unfair to the rider. Many criticize Ducati for not fully recognizing Bagnaia's contribution, calling the separation a betrayal.
Amplie o olhar
Funeral de Khamenei atrai multidões e revela fraturas no Irão pós-guerra
11 idiomas · 59 veículos
De Economy & MarketsBrasil eleva projeção de vendas de veículos a 8,6%, enquanto Indonésia adia incentivos e Rússia avança com produção local
4 idiomas · 10 veículos
De TechnologyAlibaba proíbe Claude Code e acirra disputa tecnológica entre EUA e China
4 idiomas · 4 veículos