
Ofensiva israelense mata ao menos 10 palestinos em Gaza, entre eles criança de 10 anos e chefe de polícia
Ataques aéreos e disparos atingiram um posto policial em Jabalia e outras áreas do enclave, elevando para mais de 1.100 o número de mortos desde o cessar-fogo de outubro, enquanto o Hamas discute no Cairo a segunda fase do plano de paz.
Ao menos dez palestinos morreram nesta terça-feira em Gaza, incluindo um menino de 10 anos e o chefe da polícia do campo de refugiados de Jabalia, coronel Mohammed Marwan Salem, após uma série de ataques aéreos e disparos israelenses. Fontes médicas e do Ministério do Interior liderado pelo Hamas relataram que um bombardeio atingiu um posto policial na zona de Al-Falouja, a oeste de Jabalia, matando Salem e outros agentes, além de uma mulher que passava pelo local. Em Rafah, no sul, o menino Muataz Abu Shaar foi atingido por tiros e morreu no hospital. Outras vítimas foram registradas em Khan Yunis e na Cidade de Gaza, elevando o total diário para dez, segundo autoridades de saúde do enclave.
O Exército israelense confirmou a morte de Salem, a quem descreveu como comandante do batalhão central de Jabalia do Hamas, e afirmou que ele e outros três militantes foram “eliminados para remover a ameaça” porque planejavam e executavam ataques. A força não comentou a morte do menino nem os disparos em Rafah. O Ministério do Interior de Gaza, por sua vez, sustentou que Salem chefiava a delegacia de polícia e foi morto enquanto cumpria funções de segurança civil. Desde outubro, segundo fontes policiais palestinas, Israel intensificou os ataques contra agentes de segurança e postos da polícia do Hamas, matando dezenas de oficiais.
A nova escalada ocorre em meio à fragilidade do cessar-fogo firmado em outubro de 2025, que interrompeu os grandes combates mas não conteve a violência esporádica. Dados do Ministério da Saúde de Gaza indicam que 1.110 palestinos foram mortos e mais de 3.500 ficaram feridos desde a entrada em vigor da trégue, enquanto quatro soldados israelenses morreram em ações de militantes no mesmo período. O Hamas acusa Israel de violar o acordo e vê nessas violações um obstáculo central para a implementação da segunda fase do plano de paz proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Lideranças do Hamas estão no Cairo para discutir essa segunda fase, que prevê o desarmamento do grupo e a retirada das tropas israelenses de Gaza. Fontes próximas às conversas afirmam que houve poucos avanços nas últimas semanas. Israel exige que o Hamas abra mão do controle do território e entregue as armas; o grupo diz estar disposto a ceder o poder político, mas recusa o desarmamento. Observadores em Lisboa e Brasília acompanham com preocupação o impasse, que mantém quase dois milhões de deslocados vivendo em tendas e edifícios danificados, enquanto o saldo total de mortos desde outubro de 2023 já supera 73 mil palestinos, segundo as autoridades de saúde locais.
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.60 | critical |
The ceasefire remains in place but sporadic violence continues; both Israeli and Palestinian casualties are reported.
By attributing all casualty figures to Gazan health officials and including Israeli military losses, the report constructs a balanced narrative that avoids assigning blame.
Israeli attacks are unrelenting and violate the ceasefire; the international community must act to stop the bloodshed.
By using emotive language like 'unrelenting attacks' and focusing on the number of wounded, the report frames the event as a pattern of aggression rather than an isolated incident.
The report omits the four Israeli soldiers killed by militants during the same period, which would balance the narrative of unrelenting Israeli attacks.
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