
Asteroide de 1,6 km aproxima-se da Terra sem risco e poderá ser observado com telescópios
O objeto 1997 NC1 atinge a distância mínima de 2,56 milhões de quilómetros este sábado, num evento que mobiliza agências espaciais e oferece uma janela de observação para os hemisférios norte e sul.
O asteroide (152637) 1997 NC1, com um diâmetro estimado entre 750 e 1650 metros, realiza este sábado a sua maior aproximação à Terra em mais de quatro séculos. Às 11h14 UTC, a rocha espacial passará a 2,56 milhões de quilómetros do planeta — o equivalente a 6,6 vezes a distância lunar —, uma trajetória que, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA, não representa qualquer risco de colisão. A última vez que um objeto de dimensões semelhantes se aproximou tanto foi em 2022, com o asteroide 1994 PC1, e o próximo encontro do 1997 NC1 a uma distância comparável só ocorrerá em 2133.
A monitorização constante deste e de outros corpos próximos da Terra insere-se nos programas de defesa planetária conduzidos por agências na América do Norte e na Europa. O 1997 NC1, descoberto em 1997 por um sistema de rastreio no Havai, está classificado como “potencialmente perigoso” devido à sua dimensão e à relativa proximidade orbital, mas os cálculos refinados ao longo de décadas excluem qualquer cenário de impacto. A atenção científica justifica-se pelo potencial destrutivo que um objeto desta escala teria: é cerca de 60 vezes maior do que o meteoro de Cheliabinsk, que em 2013 explodiu sobre a Rússia e provocou quase 1500 feridos, recordam especialistas citados pela imprensa argentina.
As condições de observação variam consoante a localização geográfica. Durante a aproximação, o asteroide será mais visível a partir do hemisfério norte, com binóculos potentes ou pequenos telescópios, deslocando-se lentamente junto às constelações de Ofiúco e Serpens Cauda. Após o ponto de máxima proximidade, a melhor janela desloca-se para o hemisfério sul: observadores no Brasil, em Portugal e nos países africanos de língua oficial portuguesa poderão tentar localizá-lo na noite de 27 para 28 de junho, ainda que a sua magnitude — comparável à de Neptuno — exija instrumentos óticos e céus escuros. Aplicações como Stellarium ou Sky Tonight facilitam a localização precisa a partir de qualquer cidade.
O sobrevoo do 1997 NC1 coincide com um momento de atenção redobrada sobre outros objetos. O asteroide 2024 YR4, com 40 a 90 metros de diâmetro, atingiu um patamar de probabilidade de impacto superior a 1% para 22 de dezembro de 2032, o que ativou os protocolos internacionais de notificação, embora a NASA sublinhe que o risco permanece baixo e que as probabilidades tendem a diminuir com novas observações. Paralelamente, um estágio superior de um foguetão Falcon 9 da SpaceX, com cerca de quatro toneladas, dirige-se para uma colisão com a superfície lunar em agosto de 2026, um evento que a NASA encara como uma oportunidade científica rara para estudar a dinâmica da superfície da Lua. O próximo marco factual será a atualização dos parâmetros orbitais do 2024 YR4 no sistema Sentry, à medida que os telescópios terrestres recolhem mais dados.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O asteroide 1997 NC1 passará a 2,6 milhões de quilómetros da Terra sem qualquer perigo. Os astrónomos garantem que é uma aproximação rotineira, monitorizada há décadas. Não é necessária qualquer medida de defesa.
Um grande asteroide passará velozmente perto da Terra este fim de semana, mas não há motivo para preocupação. A Agência Espacial Europeia confirma que 1997 NC1 ficará a 2,6 milhões de quilómetros, uma distância perfeitamente segura. O evento é puramente científico.
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