
Argentina inicia transição incerta após derrota na final do Mundial
Com Messi e Scaloni em silêncio, e Martínez a ponderar saída, a seleção campeã de 2022 enfrenta um período de indefinição antes dos amistosos de setembro.
A seleção argentina aterrou em Ezeiza na segunda-feira sob aplausos, mas o ambiente era de fim de ciclo. A derrota por 1-0 para a Espanha no prolongamento, em Nova Iorque, pôs fim ao sonho do bicampeonato mundial e escancarou as fragilidades de uma equipa que, em 2022, tocara o céu no Qatar. Lionel Scaloni, o treinador que conduziu a Albiceleste ao título, surgiu em lágrimas na conferência de imprensa e deixou no ar a possibilidade de saída: 'Cumprirei o contrato e depois, provavelmente, corto', afirmou, referindo-se ao vínculo que expira em dezembro.
A indefinição estende-se ao capitão. Lionel Messi, de 39 anos, regressou a Rosário em voo privado, sem contacto com adeptos ou jornalistas, e deverá ausentar-se dos próximos jogos do Inter Miami, incluindo o All-Star Game da MLS, para um período de descanso recomendado pelo sindicato mundial de jogadores. O seu futuro na seleção é uma incógnita: Scaloni já dissera que 'Messi jogará até quando quiser', mas o silêncio do astro alimenta especulações. Também o guarda-redes Emiliano Martínez publicou uma mensagem nas redes sociais a admitir 'dar um passo ao lado', enquanto Nicolás Otamendi, aos 38 anos, confirmou a despedida internacional. Na imprensa argentina, multiplicam-se as versões sobre um suposto desentendimento entre Messi e o treinador, prontamente desmentidas por amigos próximos do jogador.
O desgaste da espinha dorsal da equipa é evidente. Ángel Di María já abandonara a seleção, e Nicolás Tagliafico, aos 33 anos, admitiu através do irmão que dificilmente chegará ao próximo Mundial. Rodrigo De Paul e Leandro Paredes, ambos na casa dos 30, enfrentam dúvidas sobre a continuidade. Enquanto isso, o presidente da federação argentina, Claudio Tapia, perde o escudo do sucesso desportivo: processado por apropriação indevida, vê a seleção deixar de ser um biombo para os seus problemas judiciais. Na perspetiva de Brasília, o ocaso da geração de Messi é observado com atenção, pois pode reequilibrar a rivalidade sul-americana e abrir caminho para o Brasil reassumir o protagonismo.
O calendário imediato oferece poucas certezas. A Argentina só voltará a jogar na janela FIFA de setembro, com dois amistosos ainda sem adversários confirmados. Será nesse período que Tapia se reunirá com Scaloni para decidir o futuro do comando técnico. No horizonte, desenha-se a Finalíssima contra a Espanha, confronto entre os campeões da Copa América e da Eurocopa, mas sem data marcada. Até lá, a equipa terá de iniciar uma renovação forçada, com jovens como Nico Paz e Franco Mastantuono a serem chamados a assumir responsabilidades. O ciclo mais vitorioso da história argentina chega ao fim sem garantias de continuidade.
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.70 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
A Argentina olha para o futuro com apreensão: a derrota na final deixa um vazio de liderança e de projeto, e só o tempo dirá se Messi e Scaloni ficarão.
Enfatiza-se a incerteza e multiplicam-se as hipóteses, criando um clima de espera que justifica a falta de decisões imediatas.
Omite-se a ligação entre a derrota e os escândalos políticos do presidente da AFA, Chiqui Tapia, que surge na imprensa europeia.
A Europa desmascara o presidente da AFA: a derrota na final tira de Tapia a cobertura política que a seleção lhe garantia, expondo-o aos seus problemas judiciais.
Um evento esportivo é diretamente ligado a um escândalo político preexistente, transformando a derrota em uma arma de deslegitimação.
Omite-se o planejamento concreto da seleção para os próximos meses, que é central na imprensa argentina.
O Sudeste Asiático registra os fatos sem julgamento: Messi e De Paul fazem uma pausa, o resto é crônica.
Limita-se a relatar declarações e dados concretos (minutos jogados, ausências), evitando qualquer interpretação ou ligação.
Qualquer análise das implicações de longo prazo para a seleção argentina ou dos bastidores políticos é omitida.
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