
Espanha supera Argentina na prorrogação e conquista o segundo título mundial
Com gol de Ferran Torres aos 106 minutos, La Roja venceu por 1 a 0 em final dominada, encerrando o sonho do tricampeonato consecutivo de Messi e companhia.
A Espanha conquistou o seu segundo título mundial de futebol ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na noite de domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, na final do Mundial de 2026. O golo solitário surgiu aos 106 minutos, já no segundo tempo do prolongamento, quando Ferran Torres, lançado do banco, finalizou de pé esquerdo um cruzamento desviado por Nico Williams, batendo o guarda-redes Emiliano Martínez, até então herói argentino com onze defesas.
A partida foi um monólogo tático da equipa de Luis de la Fuente, que controlou a posse de bola (63% no primeiro tempo) e rematou 20 vezes, 12 à baliza, enquanto a Argentina, campeã em título, não conseguiu qualquer remate enquadrado nos 90 minutos regulamentares. A resistência albiceleste, assente numa defesa cerrada e nas intervenções de Martínez, ruiu quando Enzo Fernández foi expulso aos 90+3', por duplo amarelo, deixando a sua equipa em inferioridade numérica para o prolongamento. Ainda assim, a Espanha só conseguiu o golo após ver um tento de Williams anulado por falta e várias oportunidades desperdiçadas.
Na perspetiva de Madrid, o triunfo coroa uma geração que, sob o comando de De la Fuente, já vencera a Liga das Nações (2023) e o Euro 2024, e que agora iguala França e Uruguai com dois títulos mundiais. O treinador espanhol, de 65 anos, emocionado, afirmou que “esta geração é um exemplo para o desporto espanhol”. Do lado argentino, a derrota encerra a carreira mundialista de Lionel Messi, de 39 anos, que não conseguiu repetir o brilho de 2022. O selecionador Lionel Scaloni, entre lágrimas, agradeceu aos jogadores e pediu que se valorizasse a campanha, apesar da derrota. A imprensa de Buenos Aires destacou a atuação de Martínez como o único obstáculo a uma goleada, enquanto analistas europeus sublinharam a solidez defensiva espanhola, que sofreu apenas um golo em todo o torneio.
Com este resultado, a Espanha mantém uma invencibilidade de 38 jogos, recorde europeu, e junta-se ao restrito grupo de bicampeões mundiais. O médio Rodri foi eleito o melhor jogador do torneio, Unai Simón o melhor guarda-redes e Pau Cubarsí o melhor jovem. A Argentina, que procurava o quarto título e o bicampeonato consecutivo, permanece com três troféus. O próximo Mundial, em 2030, terá a Espanha como um dos países anfitriões, ao lado de Portugal e Marrocos, num regresso a casa que já se desenha como a defesa do título.
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A Argentina defende seu trono; Messi busca um último triunfo pela pátria, com toda a nação atrás dele.
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