
Apreensões transnacionais de drogas expõem rotas do Atlântico ao Pacífico e reacendem debate sobre o kratom
Operações coordenadas com agências dos EUA interceptam toneladas de cocaína e metanfetamina, enquanto a morte de um atleta da NBA lança luz sobre a disparidade regulatória de substâncias psicoativas.
Quatro brasileiros foram presos e três toneladas de cocaína apreendidas em uma embarcação no Atlântico, numa operação conjunta da Polícia Federal e da Marinha do Brasil com apoio da DEA e da força-tarefa JIATF-South, dos Estados Unidos. A interceptação ocorreu em águas internacionais próximas ao Suriname, a cerca de 1.500 quilômetros do Pará, e as autoridades suspeitam que o barco pesqueiro de madeira tenha saído vazio do estado para receber a droga em alto-mar, com destino final à Guiné, na costa ocidental africana. A carga, avaliada em aproximadamente 500 milhões de reais, estava oculta no fundo da embarcação e só foi totalmente contabilizada após a chegada a Belém, na segunda-feira (13).
No Pacífico colombiano, a Armada da Colômbia, também com suporte técnico da JIATF-South, interceptou uma embarcação langostera que transportava 212,8 quilos de cloridrato de cocaína em um compartimento oculto no casco. Três homens de nacionalidade colombiana foram detidos e o carregamento, avaliado em mais de 9,4 milhões de dólares, seria suficiente para produzir mais de 532 mil doses, segundo peritos navais. Observadores em Bogotá sublinham que a coordenação com o Comando Sul dos EUA tem sido decisiva para estrangular as rotas marítimas que partem do litoral do Chocó.
No México, a Procuradoria-Geral da República obteve a condenação a oito anos de prisão de um homem que transportava 262 quilos de metanfetamina escondidos em sacos de cebola, no estado de Tamaulipas. Em Chihuahua, a polícia estadual apreendeu um caminhão-tanque com mais de 27,9 mil litros de combustível de origem ilegal e deteve três suspeitos; em Reynosa, um mandado de busca resultou na apreensão de 26 mil litros de gasóleo contaminado e na prisão de duas pessoas. Autoridades locais veem nesses episódios um sinal da diversificação das atividades do crime organizado, que mescla o tráfico de drogas sintéticas com o roubo de hidrocarbonetos.
A capilaridade do tráfico também se manifestou em operações de menor escala, mas geograficamente dispersas. No interior de São Paulo, a Polícia Militar Rodoviária apreendeu 265 quilos de maconha em um automóvel, em Porangaba. Na Indonésia, a alfândega e a polícia frustraram o contrabando de 10,8 quilos de metanfetamina, 858 gramas de cetamina, 472 gramas de MDMA e centenas de cartuchos de etomidate, substância de uso anestésico, avaliados em 25,6 bilhões de rupias. O carregamento, que teria vindo da Malásia, foi interceptado na ilha de Bengkalis.
Em Los Angeles, a morte do jogador de basquete Brandon Clarke, do Memphis Grizzlies, aos 29 anos, reacendeu o debate sobre o kratom. Seis semanas antes, ele havia sido detido no Arkansas com grandes quantidades de cápsulas da substância, ilegal naquele estado, mas permitida no vizinho Tennessee, onde atuava. O legista do Condado de Los Angeles adiou a determinação da causa da morte, aguardando exames toxicológicos adicionais. O caso expõe a fragmentação regulatória de compostos psicoativos nos Estados Unidos, enquanto as investigações sobre todas as apreensões prosseguem em vários continentes.
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| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.20 | neutral |
As forças de segurança brasileiras e colombianas, com o apoio dos Estados Unidos, golpeiam o narcotráfico com apreensões recordes, mostrando que a cooperação internacional é a arma vencedora.
O acúmulo de números e detalhes operacionais cria a impressão de uma rede de vigilância onipresente e de sucesso contínuo.
A alfândega e a polícia indonésias, graças à inteligência, bloqueiam uma tentativa de contrabando da Malásia, protegendo o país das drogas.
A narrativa concentra-se na eficácia da inteligência e da cooperação interagências, apresentando a operação como um sucesso rápido e preciso.
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