
Agente de inteligência ucraniano retira confissão e acusa ex-colega do SBU de matar suspeita de atentado em Mônaco
A reviravolta no tribunal de Kiev, com acusações mútuas entre os dois detidos, dificulta a investigação do ataque que feriu um empresário sancionado por Kyiv e do homicídio da principal suspeita.
O agente da inteligência militar ucraniana (HUR) Vladyslav Reut, que inicialmente confessara o homicídio de Anastasiia Berezovska, retratou-se em tribunal e acusou o coarguido Vitalii Zhykovych, ex-funcionário do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), de ter disparado os quatro tiros que mataram a mulher. A audiência de validação da prisão preventiva, realizada em Kiev na quinta-feira, revelou versões contraditórias sobre o crime. Reut afirmou ter sido coagido e ameaçado, enquanto a defesa de Zhykovych rejeitou a acusação, classificando-a como uma tentativa de ilibar o agente do HUR. Ambos permanecem detidos.
Segundo o relato de Reut, Berezovska foi recolhida após o regresso à Ucrânia, vinda da Polónia, sob o pretexto de a esconder devido a um “assunto criminal” não especificado. Já no carro, Zhykovych terá preparado uma pistola com silenciador e, numa zona florestal perto de Yuriv, ordenado que Reut disparasse, sob a ameaça “ou ela ou nós”. Perante a recusa, o ex-agente do SBU terá efetuado os disparos e forçado Reut a ajudar a enterrar o corpo e a destruir a arma. A procuradoria sustenta, porém, que os dois agiram “de forma conjunta e coordenada”, e recorda que Reut confessara anteriormente o crime. A defesa de Zhykovych alega tratar-se de uma “execução ordenada”, sem contudo apresentar provas.
O homicídio de Berezovska, principal suspeita do atentado à bomba que feriu gravemente o empresário Vadym Ermolaev e a sua família em Mónaco, a 29 de junho, complica o esclarecimento do caso. A mulher, de 39 anos, era procurada pela Interpol e foi encontrada morta a 3 de julho, com ferimentos de bala na cabeça, perto de Kiev. O procurador-geral ucraniano, Ruslan Kravchenko, manteve consultas com o seu homólogo monegasco e propôs a criação de uma equipa de investigação conjunta. As autoridades de Mónaco afirmam que todas as hipóteses continuam em aberto, incluindo motivações criminais, corrupção ou eventual interferência russa.
O atentado em Mónaco visou Ermolaev, um empresário de origem ucraniana com cidadania cipriota, sancionado por Kyiv em 2023 por alegadamente manter negócios na Crimeia ocupada. A explosão de um engenho colocado à entrada da sua residência causou ferimentos graves à sua companheira, Anna Nasobina, que sofreu a amputação de ambas as pernas, e ferimentos ligeiros ao filho de 13 anos. Ermolaev, membro ativo da comunidade judaica de Dnipro, permanece hospitalizado e ainda não pôde ser interrogado. A fuga de Berezovska a pé para França e depois de carro pela Alemanha e Itália, antes de regressar à Ucrânia, foi confirmada pelas autoridades monegascas.
O caso ganhou contornos políticos depois de o presidente francês, Emmanuel Macron, ter solicitado esclarecimentos a Volodymyr Zelensky. Um antigo diplomata ucraniano, Andrii Telizhenko, citado por meios de comunicação russos, afirmou que Zelensky apoiou pessoalmente o atentado, alegação não corroborada por fontes oficiais. Na perspetiva de analistas em Kiev, a ligação de um agente do HUR ao homicídio da suspeita alimenta especulações sobre um possível envolvimento de setores do Estado ucraniano, mas as investigações ainda não estabeleceram qualquer nexo. Os dois detidos aguardam o desenrolar do processo em prisão preventiva, enquanto a procuradoria-geral ucraniana partilha informações com Mónaco e se aguarda a formalização da equipa conjunta.
| Imprensa russa e CEI | −1.00 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.10 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
The Ukrainian state orchestrated the Monaco attack through its intelligence officers, and the retraction is a desperate attempt to hide its involvement.
By quoting a former Ukrainian opposition figure now aligned with Russia, the narrative gains credibility from an insider source, while generalizing the actions of individuals to the entire state apparatus.
The article omits the fact that the retraction was made in court and that the co-defendant is also a former SBU official, not necessarily acting on state orders. It also ignores the possibility of a personal motive or a rogue operation.
The court hears a retraction that shifts blame, and the political implications for Ukraine's leadership are unavoidable.
By reporting the retraction as a judicial fact and then noting the political pressure on Zelenskyy, the narrative connects a legal event to broader political consequences without explicitly accusing.
The article omits any mention of the victim's background or the possibility that the bombing suspect might have been an agent herself, focusing instead on the procedural twist.
The case takes a new turn as a confession is retracted, but the full story remains unclear.
By presenting the retraction as a 'twist' without analysis or context, the narrative maintains a tone of neutral curiosity, avoiding any judgment.
The article omits the identities and affiliations of the accused, as well as the political context of the bombing, leaving the reader with an incomplete picture.
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