
A gargalhada que ficou: Mary Jo Campbell, a avó que humanizou o clã Kardashian, morre aos 91 anos
Figura central dos realities da família, MJ Shannon tornou-se um rosto querido do público ao partilhar momentos de humor e cumplicidade com Kris Jenner, num mês em que o círculo próximo também perdeu o guarda-costas Mason Haynes.
Houve um episódio em que Mary Jo Campbell, já octogenária, e a filha Kris Jenner dividiram um doce de canábis. O que se seguiu foi uma crise de riso incontrolável, daquelas que desmontam qualquer pose de celebridade. A cena, exibida no reality show Keeping Up with the Kardashians, tornou-se uma das mais recordadas da matriarca que o público aprendeu a tratar por “MJ”. Foi com essa mesma naturalidade desarmante que Kris, aos 70 anos, anunciou na quinta-feira, 16 de julho, a morte da mãe, às vésperas de completar 92 anos.
“Hoje dissemos adeus à minha linda mamãe MJ”, escreveu Kris no Instagram, num texto em que a descreveu como “o coração da nossa família”. A empresária, que transformou o clã num império bilionário, sublinhou que tudo o que fez de certo na vida foi a tentar viver de forma a deixar a mãe orgulhosa. Kim Kardashian, por sua vez, chamou-lhe “minha eterna alma gémea” e “a matriarca da nossa família”. A causa da morte não foi revelada, mas a saúde de MJ já tinha sido abordada no programa The Kardashians, onde Kris comentou que a mãe enfrentava “muitas dificuldades” após a morte da outra filha, Karen Houghton, em 2024.
Nascida Mary Jo Shannon em 1934, no Arkansas, MJ casou com Robert Houghton, pai de Kris, e mais tarde com o empresário Harry Shannon, que ajudou a criar as duas filhas. A sua presença nos ecrãs começou de forma discreta, mas a longevidade do reality show — 20 temporadas entre 2007 e 2021, depois continuado em The Kardashians — fê-la ganhar um estatuto próprio. Na imprensa brasileira, que acompanha cada movimento do clã com enorme audiência, MJ era descrita como “a melhor avó de sempre”. Em Portugal, onde o formato também conquistou fãs, a sua morte foi notícia nos sites de celebridades, ecoando o carinho que o público lusófono devotava à figura serena que contrastava com o ruído mediático à sua volta.
A comoção extravasou o núcleo familiar. MJ foi uma das duas testemunhas do casamento relâmpago de Kourtney Kardashian com Travis Barker, em 2022, e a família reunira-se no verão anterior no restaurante The Ivy, em Los Angeles, para celebrar os seus 91 anos. A sua morte ocorre num mês em que o círculo próximo dos Kardashian sofreu outra perda: o guarda-costas Mason Haynes, de 52 anos, morreu a 4 de julho num acidente de viação, dois dias antes do seu aniversário. Haynes, que protegeu Kim Kardashian durante o assalto em Paris em 2016, foi homenageado por colegas como “uma lenda na proteção pessoal”.
O que fica de MJ não é a notoriedade dos sobrenomes que ajudou a criar, mas a imagem de uma mulher que, aos 90 anos, ria até chorar com a filha diante das câmaras. “Quando olho para os meus filhos e netos, vejo pedaços de ti em todos nós”, escreveu Kris. Nessa frase, ecoa a herança de uma avó que, sem nunca ter sido protagonista, deu ao maior espetáculo familiar da televisão a sua dose de verdade.
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A família se despede de sua matriarca com uma mensagem de amor e gratidão.
Usa-se a citação direta de Kris Jenner para dar autenticidade e evitar especulações.
O papel de MJ como convidada no reality show, destacado em outros blocos, é omitido.
Kris Jenner agradece à sua mãe por dar tudo, celebrando sua vida.
A postagem emocionante no Instagram é apresentada como fonte primária, enquadrando a história através da narrativa da família.
Kris Jenner chora o coração da família, seu coração está partido.
Através do uso de linguagem hiperbólica e da ênfase no papel central no programa, cria-se uma conexão emocional com o leitor.
Os detalhes factuais como a idade exata e a causa da morte ausente são minimizados em favor da narrativa emocional.
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