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Zelensky propõe encontro com Putin durante cúpula do G7 em França, mas Kremlin ignora apelo

Ucrânia tentou usar a presença de Trump e Macron para negociar uma trégua, mas Moscovo recusou um ‘sim’ ou ‘não’ claro, enquanto os líderes do G7 procuravam convencer Washington da viabilidade militar de Kiev.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que Kiev propôs um encontro direto com Vladimir Putin à margem da cimeira do G7 que decorre em Évian-les-Bains, na margem francesa do lago Léman, entre 15 e 17 de junho. A oferta, transmitida por canais diplomáticos e de inteligência antes do início da reunião, previa conversações trilaterais ou multilaterais que incluíssem o presidente dos EUA, Donald Trump, e o anfitrião, Emmanuel Macron. “Deixámos a mensagem de que estávamos prontos para nos encontrarmos com Putin durante a cimeira, porque lá estariam Trump e Macron, ou seja, a Europa mais a América”, afirmou Zelensky durante uma visita ao mosteiro das Grutas de Kiev. O gesto, que repetia uma carta aberta enviada a 4 de junho, esbarrou no silêncio do Kremlin.

Paralelamente, a cimeira foi palco de uma manobra diplomática dos líderes do G7 – inicialmente sem convite a Zelensky – para tentar alterar a perceção de Trump sobre o conflito. Fontes citadas pela imprensa norte-americana indicam que os organizadores acabaram por agendar uma sessão de duas horas com o presidente ucraniano na terça-feira, com o objetivo de argumentar que a Ucrânia está a ganhar vantagem no campo de batalha e que a Europa está a suportar uma fatia substancial da ajuda militar e financeira. Macron, em particular, pretendia sublinhar a Trump que a assistência europeia a Kiev não é negligenciável, num momento em que Washington reavalia o seu envolvimento.

A resposta russa, ou a ausência dela, foi interpretada em Kiev como mais um sinal de indisponibilidade para o diálogo. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, terá delegado o assunto no assessor presidencial Fiodor Ushakov, que sugeriu que os representantes ucranianos simplesmente “viessem a Moscovo” – uma réplica que, segundo fontes citadas pela imprensa ucraniana, foi seguida por bombardeamentos que Kyiv considerou como a verdadeira resposta. Zelensky lamentou que “a Rússia voltou a demonstrar que não está pronta para falar”.

Na perspetiva de Brasília, o episódio confirma o papel marginal que as potências emergentes têm desempenhado na gestão da crise europeia, apesar de o Brasil, como membro dos BRICS, ser frequentemente chamado a mediar tensões globais. Observadores em Lisboa notam que o braço de ferro diplomático ocorre numa altura em que a ala atlântica da União Europeia tenta equilibrar o apoio à Ucrânia com a incerteza eleitoral nos Estados Unidos, enquanto os países africanos de língua oficial portuguesa, com economias expostas aos choques energéticos e alimentares, acompanham com preocupação qualquer agravamento que prolongue a guerra. Apesar da recusa russa, a iniciativa de Zelensky sinaliza que Kyiv continua a apostar num formato que envolva as principais potências ocidentais como garantes de um eventual cessar-fogo – uma arquitetura que, para já, Moscovo rejeita liminarmente.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Zelensky propôs um encontro com Putin na cúpula do G7, mas Moscou não respondeu. Enquanto isso, os líderes do G7 planejam convencer Trump de que a Ucrânia está vencendo, para alterar sua posição sobre o conflito. O silêncio do Kremlin é visto como uma rejeição a um diálogo orquestrado pelo Ocidente.

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A Ucrânia propôs uma reunião entre Zelensky e Putin à margem da cúpula do G7, com a presença dos líderes do G7, mas Moscou não deu uma resposta clara. Um assessor do presidente russo sugeriu, em vez disso, que Zelensky fosse a Moscou. A proposta foi transmitida por canais diplomáticos e de inteligência, mas não houve resposta.

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Zelensky propõe encontro com Putin durante cúpula do G7 em França, mas Kremlin ignora apelo

Ucrânia tentou usar a presença de Trump e Macron para negociar uma trégua, mas Moscovo recusou um ‘sim’ ou ‘não’ claro, enquanto os líderes do G7 procuravam convencer Washington da viabilidade militar de Kiev.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que Kiev propôs um encontro direto com Vladimir Putin à margem da cimeira do G7 que decorre em Évian-les-Bains, na margem francesa do lago Léman, entre 15 e 17 de junho. A oferta, transmitida por canais diplomáticos e de inteligência antes do início da reunião, previa conversações trilaterais ou multilaterais que incluíssem o presidente dos EUA, Donald Trump, e o anfitrião, Emmanuel Macron. “Deixámos a mensagem de que estávamos prontos para nos encontrarmos com Putin durante a cimeira, porque lá estariam Trump e Macron, ou seja, a Europa mais a América”, afirmou Zelensky durante uma visita ao mosteiro das Grutas de Kiev. O gesto, que repetia uma carta aberta enviada a 4 de junho, esbarrou no silêncio do Kremlin.

Paralelamente, a cimeira foi palco de uma manobra diplomática dos líderes do G7 – inicialmente sem convite a Zelensky – para tentar alterar a perceção de Trump sobre o conflito. Fontes citadas pela imprensa norte-americana indicam que os organizadores acabaram por agendar uma sessão de duas horas com o presidente ucraniano na terça-feira, com o objetivo de argumentar que a Ucrânia está a ganhar vantagem no campo de batalha e que a Europa está a suportar uma fatia substancial da ajuda militar e financeira. Macron, em particular, pretendia sublinhar a Trump que a assistência europeia a Kiev não é negligenciável, num momento em que Washington reavalia o seu envolvimento.

A resposta russa, ou a ausência dela, foi interpretada em Kiev como mais um sinal de indisponibilidade para o diálogo. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, terá delegado o assunto no assessor presidencial Fiodor Ushakov, que sugeriu que os representantes ucranianos simplesmente “viessem a Moscovo” – uma réplica que, segundo fontes citadas pela imprensa ucraniana, foi seguida por bombardeamentos que Kyiv considerou como a verdadeira resposta. Zelensky lamentou que “a Rússia voltou a demonstrar que não está pronta para falar”.

Na perspetiva de Brasília, o episódio confirma o papel marginal que as potências emergentes têm desempenhado na gestão da crise europeia, apesar de o Brasil, como membro dos BRICS, ser frequentemente chamado a mediar tensões globais. Observadores em Lisboa notam que o braço de ferro diplomático ocorre numa altura em que a ala atlântica da União Europeia tenta equilibrar o apoio à Ucrânia com a incerteza eleitoral nos Estados Unidos, enquanto os países africanos de língua oficial portuguesa, com economias expostas aos choques energéticos e alimentares, acompanham com preocupação qualquer agravamento que prolongue a guerra. Apesar da recusa russa, a iniciativa de Zelensky sinaliza que Kyiv continua a apostar num formato que envolva as principais potências ocidentais como garantes de um eventual cessar-fogo – uma arquitetura que, para já, Moscovo rejeita liminarmente.

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Zelensky propôs um encontro com Putin na cúpula do G7, mas Moscou não respondeu. Enquanto isso, os líderes do G7 planejam convencer Trump de que a Ucrânia está vencendo, para alterar sua posição sobre o conflito. O silêncio do Kremlin é visto como uma rejeição a um diálogo orquestrado pelo Ocidente.

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A Ucrânia propôs uma reunião entre Zelensky e Putin à margem da cúpula do G7, com a presença dos líderes do G7, mas Moscou não deu uma resposta clara. Um assessor do presidente russo sugeriu, em vez disso, que Zelensky fosse a Moscou. A proposta foi transmitida por canais diplomáticos e de inteligência, mas não houve resposta.

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