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Crime e Desastressexta-feira, 24 de julho de 2026

Vídeos de encontros com ursos e bisão viralizam, enquanto resgate dramático mobiliza bombeiros nos EUA

Imagens de um urso-negro morto ao subir em poste no Novo México, de um bisão furando um pneu em Yellowstone e de um urso-cinzento seguindo de perto dois caminhantes em Banff chamaram a atenção; no Illinois, um trabalhador ficou preso em um letreiro por mais de seis horas.

O corpo de um urso-negro foi encontrado ao pé de um poste de energia no nordeste do Novo México, após o animal ter sido eletrocutado diante de dezenas de curiosos que filmavam a cena. Segundo o gabinete do xerife do condado de Union, o urso subira até o topo da estrutura, a cerca de 6,7 metros de altura, possivelmente assustado pelo tráfego na rodovia 56. Funcionários do Departamento de Vida Selvagem do estado afirmaram que a multidão que se formou para filmar e fotografar acabou por impedir a descida espontânea do animal, apesar dos apelos para que as pessoas se afastassem. O Departamento do Interior dos EUA ironizou nas redes sociais o suposto apoio do urso à política de "American Energy Dominance", mas a morte do animal reacendeu o debate sobre os riscos da proximidade entre fauna e infraestrutura elétrica. Especialistas ouvidos pela imprensa local apontam a seca extrema e a expansão de áreas urbanas como fatores que empurram ursos para fora de seus habitats, um problema que, na perspetiva de Brasília, ecoa os frequentes choques de animais silvestres com redes de alta tensão no cerrado brasileiro.

No Parque Nacional de Banff, no Canadá, dois caminhantes norte-americanos foram acusados formalmente por manterem o seu cão sem trela durante um encontro tenso com uma ursa-cinzento monitorada. Imagens divulgadas mostram a fêmea, identificada como Bear 142, a seguir o casal e o animal por um trilho, enquanto os dois recuam de costas ao longo de vários minutos. A Parks Canada sublinhou que cães soltos podem desencadear reações agressivas em predadores, colocando em risco tanto as pessoas como os animais. Observadores em Lisboa notam que situações semelhantes, embora menos frequentes, têm levado a um reforço das regras de visitação em áreas protegidas portuguesas, como o Parque Natural da Serra da Estrela.

Em Yellowstone, um bisão foi filmado a pressionar a parte dianteira de um automóvel de turistas até rebentar o pneu, poucos dias depois de outra visitante ter sido quase atingida ao tentar uma selfie nas Badlands do Dakota do Sul. O vídeo, partilhado no TikTok, gerou comentários humorísticos, mas autoridades do parque recordam que a aproximação a grandes mamíferos é perigosa e pode resultar em ferimentos graves. Na África lusófona, guias de safari moçambicanos sublinham que o comportamento humano imprevisível continua a ser o principal fator de incidentes com a megafauna, mesmo em áreas onde a sinalização e a fiscalização são rigorosas.

Em contraste com os episódios com animais, um trabalhador de manutenção permaneceu mais de seis horas encurralado no interior de um letreiro de um posto de gasolina em Wilmington, Illinois, depois de o seu elevador de braço telescópico ter avariado a 39 metros de altura. As escadas dos camiões dos bombeiros só alcançavam 30 metros, o que obrigou à deslocação de outra plataforma elevatória, escoltada pela polícia estadual, a partir de Joliet. O homem, que se identificou como AJ Gow, foi resgatado sem ferimentos e tratado por desidratação. Num comentário nas redes sociais, descreveu o espaço exíguo de 40 centímetros de largura e o constante balançar do letreiro com o vento. As circunstâncias excecionais do resgate, sem ligação direta com os incidentes com fauna, mostram, no entanto, como acontecimentos insólitos captam a atenção do público em poucas horas, alimentando o ciclo de partilhas virais enquanto as investigações, em todos os casos, prosseguem.

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Vídeos de encontros com ursos e bisão viralizam, enquanto resgate dramático mobiliza bombeiros nos EUA

Imagens de um urso-negro morto ao subir em poste no Novo México, de um bisão furando um pneu em Yellowstone e de um urso-cinzento seguindo de perto dois caminhantes em Banff chamaram a atenção; no Illinois, um trabalhador ficou preso em um letreiro por mais de seis horas.

O corpo de um urso-negro foi encontrado ao pé de um poste de energia no nordeste do Novo México, após o animal ter sido eletrocutado diante de dezenas de curiosos que filmavam a cena. Segundo o gabinete do xerife do condado de Union, o urso subira até o topo da estrutura, a cerca de 6,7 metros de altura, possivelmente assustado pelo tráfego na rodovia 56. Funcionários do Departamento de Vida Selvagem do estado afirmaram que a multidão que se formou para filmar e fotografar acabou por impedir a descida espontânea do animal, apesar dos apelos para que as pessoas se afastassem. O Departamento do Interior dos EUA ironizou nas redes sociais o suposto apoio do urso à política de "American Energy Dominance", mas a morte do animal reacendeu o debate sobre os riscos da proximidade entre fauna e infraestrutura elétrica. Especialistas ouvidos pela imprensa local apontam a seca extrema e a expansão de áreas urbanas como fatores que empurram ursos para fora de seus habitats, um problema que, na perspetiva de Brasília, ecoa os frequentes choques de animais silvestres com redes de alta tensão no cerrado brasileiro.

No Parque Nacional de Banff, no Canadá, dois caminhantes norte-americanos foram acusados formalmente por manterem o seu cão sem trela durante um encontro tenso com uma ursa-cinzento monitorada. Imagens divulgadas mostram a fêmea, identificada como Bear 142, a seguir o casal e o animal por um trilho, enquanto os dois recuam de costas ao longo de vários minutos. A Parks Canada sublinhou que cães soltos podem desencadear reações agressivas em predadores, colocando em risco tanto as pessoas como os animais. Observadores em Lisboa notam que situações semelhantes, embora menos frequentes, têm levado a um reforço das regras de visitação em áreas protegidas portuguesas, como o Parque Natural da Serra da Estrela.

Em Yellowstone, um bisão foi filmado a pressionar a parte dianteira de um automóvel de turistas até rebentar o pneu, poucos dias depois de outra visitante ter sido quase atingida ao tentar uma selfie nas Badlands do Dakota do Sul. O vídeo, partilhado no TikTok, gerou comentários humorísticos, mas autoridades do parque recordam que a aproximação a grandes mamíferos é perigosa e pode resultar em ferimentos graves. Na África lusófona, guias de safari moçambicanos sublinham que o comportamento humano imprevisível continua a ser o principal fator de incidentes com a megafauna, mesmo em áreas onde a sinalização e a fiscalização são rigorosas.

Em contraste com os episódios com animais, um trabalhador de manutenção permaneceu mais de seis horas encurralado no interior de um letreiro de um posto de gasolina em Wilmington, Illinois, depois de o seu elevador de braço telescópico ter avariado a 39 metros de altura. As escadas dos camiões dos bombeiros só alcançavam 30 metros, o que obrigou à deslocação de outra plataforma elevatória, escoltada pela polícia estadual, a partir de Joliet. O homem, que se identificou como AJ Gow, foi resgatado sem ferimentos e tratado por desidratação. Num comentário nas redes sociais, descreveu o espaço exíguo de 40 centímetros de largura e o constante balançar do letreiro com o vento. As circunstâncias excecionais do resgate, sem ligação direta com os incidentes com fauna, mostram, no entanto, como acontecimentos insólitos captam a atenção do público em poucas horas, alimentando o ciclo de partilhas virais enquanto as investigações, em todos os casos, prosseguem.

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