
Tempestades e ventos fortes agitam o Irão e os Emirados, com alerta de cheias
Autoridades meteorológicas emitiram avisos laranja para várias províncias iranianas devido a aguaceiros e trovoadas, enquanto Teerão e os Emirados enfrentam poeira e oscilações de temperatura.
Uma vasta frente de instabilidade está a provocar condições meteorológicas adversas em todo o planalto iraniano e na margem oposta do Golfo Pérsico, com impactos que se estendem do Cáucaso ao Estreito de Ormuz. O desenvolvimento mais significativo é o alerta laranja emitido para terça-feira, 16 de junho, que abrange o norte das províncias do Azerbaijão Ocidental e Oriental, o centro e sul de Ardabil, as terras altas de Gilan e Mazandaran, o sudeste do Coração do Norte e as montanhas do oeste do Golestan. Nestas regiões, são esperados aguaceiros intensos, trovoadas, rajadas de vento e queda de granizo, com risco elevado de transbordamento de rios, inundações repentinas e deslizamentos de terras. As populações foram aconselhadas a evitar deslocações não essenciais e a afastar-se de leitos de cheias.
Na perspetiva de Teerão, a capital iraniana vive um cenário distinto mas igualmente exigente. Até ao final de terça-feira, as zonas sul e oeste da província estarão sob ventos fortes e tempestades de poeira, reduzindo a visibilidade e agravando a qualidade do ar. A partir de quarta-feira, 17 de junho, prevê-se uma subida gradual das temperaturas, que deverá prolongar-se até ao final da semana, com máximas a rondar os 33 graus Celsius. Esta oscilação entre poeira e calor reflete um padrão típico da transição para o verão no Médio Oriente, semelhante ao que se observa em regiões semiáridas do Nordeste brasileiro ou do Alentejo português quando massas de ar seco continentais ganham força.
Do outro lado do Golfo, os Emirados Árabes Unidos também registam um episódio de instabilidade. A previsão para esta terça-feira aponta para céu geralmente limpo mas pontualmente poeirento, com nuvens baixas a cobrir as áreas setentrionais e uma descida das temperaturas. Os ventos de sudoeste a noroeste, com rajadas até 40 km/h, levantam poeira e agitam as águas do Golfo Pérsico, onde a ondulação será moderada a forte a oeste. No Mar de Omã, as condições permanecem mais calmas, mas a navegação em todo o estreito exige precaução.
As massas de água que banham a região também sentem o impacto do sistema. O Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e o Mar de Omã estarão agitados durante os próximos cinco dias, enquanto o Mar Cáspio enfrenta três dias de ondulação significativa. Esta agitação marítima, combinada com os ventos terrestres, pode perturbar as operações portuárias e o tráfego de petroleiros numa das rotas energéticas mais sensíveis do mundo — um dado que observadores em Lisboa e Brasília acompanham com atenção, dadas as implicações para os mercados globais de crude.
Olhando para o resto da semana, a tendência é de uma lenta estabilização. As chuvas deverão concentrar-se nas montanhas do nordeste do Mazandaran e do Golestan na quarta-feira, e na quinta-feira ainda poderão ocorrer aguaceiros dispersos no noroeste, na costa do Cáspio e no sul do Sistão-Baluchistão. Em Teerão, a subida das temperaturas a partir de quarta-feira assinala o regresso de um calor mais típico de junho. Para as comunidades lusófonas com interesses na região — seja na diáspora, no comércio ou na cooperação energética —, o episódio sublinha a importância de monitorizar uma meteorologia cada vez mais errática, onde a alternância entre secura e precipitação intensa desafia infraestruturas e modos de vida.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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As autoridades meteorológicas iranianas emitiram alertas laranja para chuvas torrenciais, trovoadas e possíveis inundações em oito províncias do norte. O sistema instável trará granizo, tempestades de poeira e rajadas repentinas, com risco de transbordamento de rios e interrupções nos transportes. Aconselha-se evitar deslocações não essenciais nas áreas afetadas.
Em Israel, a semana será parcialmente nublada, com chuvisco matinal no norte e ao longo da costa, seguido de um aquecimento gradual. As temperaturas subirão ligeiramente, especialmente nas montanhas e no interior, permanecendo próximas das médias sazonais, sem eventos extremos.
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