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Economia e Mercadosterça-feira, 16 de junho de 2026

Tatneft impõe limites à venda de combustíveis em toda a Rússia após ataques a refinarias

A petrolífera russa Tatneft restringiu a venda de gasolina e diesel em todos os seus postos, aceitando apenas dinheiro, enquanto outras grandes redes também adotam limitações, num contexto de ataques com drones e manutenção sazonal.

A quinta maior petrolífera da Rússia, a Tatneft, anunciou na terça-feira a imposição de limites temporários à venda de gasolina e gasóleo em toda a sua rede de postos de abastecimento no país. A medida, confirmada pela linha de apoio da empresa, restringe o fornecimento a 30 litros de gasolina e 60 litros de diesel para veículos ligeiros, e a 300 litros para camiões, aceitando apenas pagamentos em numerário. A decisão alargou-se rapidamente a outras grandes redes: o grupo Rosneft, que inclui as marcas Bashneft e TNK, proibiu a venda de gasolina em bidões e limitou o abastecimento direto no depósito a 90 litros, alegando um “aumento sazonal da procura”.

Os constrangimentos não se ficam por estas empresas. Pelo menos 33 regiões russas, incluindo Moscovo, o estratégico território agrícola de Krasnodar e a península da Crimeia, registam restrições ao combustível. Na capital, o incêndio numa refinaria em Kapotnya, atingida por um drone, e um outro numa base de armazenamento no sul do país agravaram a perceção de escassez. Observadores em Moscovo notam que a conjugação de ataques com drones, paragens programadas para manutenção nas refinarias a partir de maio e dificuldades logísticas está a estrangular a oferta, num momento em que a procura sazonal sobe com o início do verão e a intensificação dos trabalhos agrícolas.

O primeiro vice-presidente da comissão de energia da Duma, Igor Ananskikh, minimizou a situação, classificando os limites como “locais e temporários” e assegurando que “não há nada de crítico”. Sublinhou que as refinarias cumprem calendários de reparação e que, na Crimeia, a situação já estabilizou. Contudo, os mercados reagiram com nervosismo: as ações ordinárias da Tatneft caíram 5% na bolsa de Moscovo, para 546 rublos, e os títulos preferenciais recuaram 5,2%. Analistas financeiros alertam que, se a normalização tardar, a queda poderá acentuar-se, penalizando uma empresa que até aqui resistia melhor do que outras do setor.

Na perspetiva de Brasília, a crise russa serve de alerta para a vulnerabilidade das infraestruturas energéticas a ataques remotos, mas o Brasil, grande produtor e exportador de petróleo, está menos exposto a choques de oferta de combustíveis refinados. Já observadores em Lisboa e nas capitais africanas de língua portuguesa acompanham com preocupação o potencial impacto nos preços globais dos derivados do petróleo, uma vez que a Rússia continua a ser um ator relevante nos mercados internacionais, apesar das sanções. A incerteza sobre a duração das restrições e a eventual extensão a outros produtos, como o combustível de aviação, mantém a pressão sobre as cotações e sobre a confiança dos consumidores russos, que enfrentam um verão de mobilidade condicionada.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Tatneft impôs limites temporários à venda de combustível em todos os seus postos na Rússia, aceitando apenas dinheiro. Segundo um deputado da Duma, as restrições devem-se a manutenções programadas, problemas logísticos e ataques de drones, mas são locais e não críticas. As ações da empresa caíram 5%, mas espera-se uma normalização.

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Distanciamento

Tatneft impôs restrições à venda de combustível em toda a sua rede de postos na Rússia, aceitando apenas dinheiro. A linha direta da empresa confirmou limites temporários por razões técnicas. Em Chelyabinsk, por exemplo, a gasolina está limitada a 30 litros para automóveis, o diesel a 60 litros para automóveis e 300 litros para caminhões.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Tatneft impõe limites à venda de combustíveis em toda a Rússia após ataques a refinarias

A petrolífera russa Tatneft restringiu a venda de gasolina e diesel em todos os seus postos, aceitando apenas dinheiro, enquanto outras grandes redes também adotam limitações, num contexto de ataques com drones e manutenção sazonal.

A quinta maior petrolífera da Rússia, a Tatneft, anunciou na terça-feira a imposição de limites temporários à venda de gasolina e gasóleo em toda a sua rede de postos de abastecimento no país. A medida, confirmada pela linha de apoio da empresa, restringe o fornecimento a 30 litros de gasolina e 60 litros de diesel para veículos ligeiros, e a 300 litros para camiões, aceitando apenas pagamentos em numerário. A decisão alargou-se rapidamente a outras grandes redes: o grupo Rosneft, que inclui as marcas Bashneft e TNK, proibiu a venda de gasolina em bidões e limitou o abastecimento direto no depósito a 90 litros, alegando um “aumento sazonal da procura”.

Os constrangimentos não se ficam por estas empresas. Pelo menos 33 regiões russas, incluindo Moscovo, o estratégico território agrícola de Krasnodar e a península da Crimeia, registam restrições ao combustível. Na capital, o incêndio numa refinaria em Kapotnya, atingida por um drone, e um outro numa base de armazenamento no sul do país agravaram a perceção de escassez. Observadores em Moscovo notam que a conjugação de ataques com drones, paragens programadas para manutenção nas refinarias a partir de maio e dificuldades logísticas está a estrangular a oferta, num momento em que a procura sazonal sobe com o início do verão e a intensificação dos trabalhos agrícolas.

O primeiro vice-presidente da comissão de energia da Duma, Igor Ananskikh, minimizou a situação, classificando os limites como “locais e temporários” e assegurando que “não há nada de crítico”. Sublinhou que as refinarias cumprem calendários de reparação e que, na Crimeia, a situação já estabilizou. Contudo, os mercados reagiram com nervosismo: as ações ordinárias da Tatneft caíram 5% na bolsa de Moscovo, para 546 rublos, e os títulos preferenciais recuaram 5,2%. Analistas financeiros alertam que, se a normalização tardar, a queda poderá acentuar-se, penalizando uma empresa que até aqui resistia melhor do que outras do setor.

Na perspetiva de Brasília, a crise russa serve de alerta para a vulnerabilidade das infraestruturas energéticas a ataques remotos, mas o Brasil, grande produtor e exportador de petróleo, está menos exposto a choques de oferta de combustíveis refinados. Já observadores em Lisboa e nas capitais africanas de língua portuguesa acompanham com preocupação o potencial impacto nos preços globais dos derivados do petróleo, uma vez que a Rússia continua a ser um ator relevante nos mercados internacionais, apesar das sanções. A incerteza sobre a duração das restrições e a eventual extensão a outros produtos, como o combustível de aviação, mantém a pressão sobre as cotações e sobre a confiança dos consumidores russos, que enfrentam um verão de mobilidade condicionada.

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Tatneft impôs limites temporários à venda de combustível em todos os seus postos na Rússia, aceitando apenas dinheiro. Segundo um deputado da Duma, as restrições devem-se a manutenções programadas, problemas logísticos e ataques de drones, mas são locais e não críticas. As ações da empresa caíram 5%, mas espera-se uma normalização.

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Tatneft impôs restrições à venda de combustível em toda a sua rede de postos na Rússia, aceitando apenas dinheiro. A linha direta da empresa confirmou limites temporários por razões técnicas. Em Chelyabinsk, por exemplo, a gasolina está limitada a 30 litros para automóveis, o diesel a 60 litros para automóveis e 300 litros para caminhões.

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