
Sismos gémeos na Venezuela causam destruição e deixam balanço de vítimas incerto
Dois terramotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram com 39 segundos de intervalo, um raro 'doblete sísmico' que agravou os danos e dificulta as operações de resgate no estado de La Guaira.
Dois sismos de grande intensidade, com magnitudes de 7,2 e 7,5, sacudiram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24), separados por apenas 39 segundos. O fenómeno, classificado como 'doblete sísmico', causou destruição significativa no estado costeiro de La Guaira e na capital, Caracas. Os números oficiais de vítimas permanecem incertos: os balanços provisórios oscilam entre 164 e 235 mortos, com centenas de feridos e dezenas de desaparecidos, segundo autoridades locais e equipas de emergência.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou que se tratou de um 'doblete sísmico', evento raro em que dois terramotos de magnitude semelhante ocorrem quase em simultâneo na mesma região. Ao contrário de uma sequência típica de sismo principal e réplicas, o primeiro abalo transferiu tensão para uma falha vizinha que já se encontrava sob pressão crítica, desencadeando o segundo tremor, ainda mais forte. Especialistas sul-americanos explicam que a escala de magnitude é exponencial, pelo que o segundo sismo libertou cerca de dez vezes mais energia do que o primeiro, agravando o colapso de edifícios já danificados. 'As normas de engenharia antissísmica são concebidas para resistir a um grande sismo e depois a réplicas menores, não a dois eventos destrutivos consecutivos', observam analistas na Argentina.
A região situa-se na fronteira entre as placas tectónicas do Caribe e da América do Sul, onde a placa caribenha se desloca para leste a cerca de dois centímetros por ano. O movimento ocorreu ao longo da falha de San Sebastián, uma falha de deslizamento lateral. De acordo com o USGS, desde 1900 registaram-se cinco sismos de magnitude 7 ou superior no norte da Venezuela. Em setembro de 2025, um duplo sismo de magnitudes 6,2 e 6,3 já tinha atingido a região a oeste de Caracas. Na perspetiva de Lisboa, onde a memória do terramoto de 1755 permanece viva, o episódio sublinha a vulnerabilidade das cidades costeiras a eventos sísmicos em zonas de falhas complexas, mesmo quando a atividade é menos frequente do que noutras regiões do planeta.
As operações de busca e salvamento prosseguem em La Guaira, onde dezenas de edifícios colapsaram. O governo interino declarou estado de emergência e disponibilizou 200 milhões de dólares para a reconstrução. Os Estados Unidos, as Nações Unidas, o México e o Qatar enviaram ajuda humanitária e equipas especializadas. O USGS estima uma probabilidade de 99% de ocorrer pelo menos uma réplica de magnitude 4 na próxima semana e de 24% para um sismo de magnitude 6. As autoridades alertam que as réplicas podem prolongar-se por meses, mantendo o risco para as equipas no terreno e para a população. O balanço definitivo de vítimas continua por apurar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os duplos terremotos na Venezuela, de magnitudes 7,2 e 7,5 com 39 segundos de intervalo, causaram devastação especialmente em La Guaira. Mais de 200 mortos e milhares de feridos foram relatados enquanto as operações de resgate continuam. O raro fenômeno sísmico amplificou a destruição e destacou a vulnerabilidade dos edifícios.
A mídia indonésia explicou que os duplos terremotos na Venezuela, um fenômeno sísmico raro e perigoso, mataram centenas de pessoas. O primeiro terremoto de magnitude 7,2 foi seguido 39 segundos depois por um de magnitude 7,5, causando danos generalizados. Especialistas alertaram que tais duplos podem ocorrer em qualquer lugar e são mais destrutivos do que terremotos individuais.
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