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Economia e Mercadossábado, 25 de julho de 2026

Bitcoin supera US$ 65.500 com impulso regulatório, e moedas latino-americanas resistem

Num sábado sem negociação, a alta do Bitcoin reflete otimismo regulatório, enquanto as divisas da América Latina se mantêm firmes, com exceção da Venezuela.

O Bitcoin atingiu US$ 65.500 neste sábado, 25 de julho de 2026, o patamar mais elevado em cinco semanas, em um movimento que refletiu melhora no sentimento de mercado. Enquanto o Ethereum oscilava ao redor de US$ 1.880, criptomoedas de grande capitalização como BNB, XRP e Solana recuaram até 3%, configurando um cenário misto para os ativos digitais. A valorização do Bitcoin foi atribuída por analistas do setor a dois fatores principais: o progresso das discussões regulatórias nos Estados Unidos, com a retomada da CLARITY Act, e o fluxo líquido positivo de cerca de US$ 430 milhões para ETFs de Bitcoin à vista em apenas dois dias de negociação, sinalizando demanda institucional sustentada.

Na América Latina, as principais moedas demonstraram resiliência frente ao dólar, embora com dinâmicas distintas. Na Argentina, a cotação oficial encerrou a semana a 1.520 pesos, enquanto o dólar blue se manteve em 1.545 pesos, uma diferença de 4%; projeções do Relevamento de Expectativas de Mercado (REM) do banco central argentino apontam para uma desvalorização gradual do peso, com a taxa média esperada chegando a 1.673 pesos em dezembro. O real brasileiro, por sua vez, registrou ganhos em relação ao euro, que acumula queda de 6,84% desde janeiro, cotado a 5,78 reais. No México, o peso encerrou a semana a 17,48 por dólar, com alta semanal de 0,22%, alívio atribuído à confirmação de que o país manterá seu acesso preferencial ao mercado dos EUA sob o T-MEC. Em contraste, a Venezuela viu o euro disparar 137,81% no ano, para 844 bolívares, refletindo a rápida erosão do poder de compra da moeda local.

A despeito do impulso no segmento cripto, a volatilidade implícita permaneceu baixa, com o índice de volatilidade de um ano do Bitcoin em torno de 37%, próximo de mínimas históricas, o que sugere um mercado comprimido à espera de um catalisador. Esse comportamento cauteloso ecoa a atitude dos mercados tradicionais, que aguardam a decisão de taxa de juros do Federal Reserve e os balanços de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet e Tesla, cujos desempenhos podem influenciar o apetite por risco e a correlação entre ações e criptoativos.

Na próxima semana, investidores também monitorarão a evolução das negociações comerciais entre Estados Unidos e parceiros estratégicos e a divulgação de indicadores de inflação em diversas economias, num ambiente em que a interconexão entre mercados digitais e convencionais se aprofunda.

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sábado, 25 de julho de 2026

Bitcoin supera US$ 65.500 com impulso regulatório, e moedas latino-americanas resistem

Num sábado sem negociação, a alta do Bitcoin reflete otimismo regulatório, enquanto as divisas da América Latina se mantêm firmes, com exceção da Venezuela.

O Bitcoin atingiu US$ 65.500 neste sábado, 25 de julho de 2026, o patamar mais elevado em cinco semanas, em um movimento que refletiu melhora no sentimento de mercado. Enquanto o Ethereum oscilava ao redor de US$ 1.880, criptomoedas de grande capitalização como BNB, XRP e Solana recuaram até 3%, configurando um cenário misto para os ativos digitais. A valorização do Bitcoin foi atribuída por analistas do setor a dois fatores principais: o progresso das discussões regulatórias nos Estados Unidos, com a retomada da CLARITY Act, e o fluxo líquido positivo de cerca de US$ 430 milhões para ETFs de Bitcoin à vista em apenas dois dias de negociação, sinalizando demanda institucional sustentada.

Na América Latina, as principais moedas demonstraram resiliência frente ao dólar, embora com dinâmicas distintas. Na Argentina, a cotação oficial encerrou a semana a 1.520 pesos, enquanto o dólar blue se manteve em 1.545 pesos, uma diferença de 4%; projeções do Relevamento de Expectativas de Mercado (REM) do banco central argentino apontam para uma desvalorização gradual do peso, com a taxa média esperada chegando a 1.673 pesos em dezembro. O real brasileiro, por sua vez, registrou ganhos em relação ao euro, que acumula queda de 6,84% desde janeiro, cotado a 5,78 reais. No México, o peso encerrou a semana a 17,48 por dólar, com alta semanal de 0,22%, alívio atribuído à confirmação de que o país manterá seu acesso preferencial ao mercado dos EUA sob o T-MEC. Em contraste, a Venezuela viu o euro disparar 137,81% no ano, para 844 bolívares, refletindo a rápida erosão do poder de compra da moeda local.

A despeito do impulso no segmento cripto, a volatilidade implícita permaneceu baixa, com o índice de volatilidade de um ano do Bitcoin em torno de 37%, próximo de mínimas históricas, o que sugere um mercado comprimido à espera de um catalisador. Esse comportamento cauteloso ecoa a atitude dos mercados tradicionais, que aguardam a decisão de taxa de juros do Federal Reserve e os balanços de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet e Tesla, cujos desempenhos podem influenciar o apetite por risco e a correlação entre ações e criptoativos.

Na próxima semana, investidores também monitorarão a evolução das negociações comerciais entre Estados Unidos e parceiros estratégicos e a divulgação de indicadores de inflação em diversas economias, num ambiente em que a interconexão entre mercados digitais e convencionais se aprofunda.

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