
Prêmio Executivo de Valor 2026: a consagração da liderança com propósito e bem-estar
A 26ª edição do prêmio revelou gestores que equilibram resultados financeiros com cultura organizacional, saúde dos colaboradores e transformação digital, num movimento que ecoa tendências globais de bem-estar corporativo.
A cerimónia do 26.º Prêmio Executivo de Valor, realizada no hotel Rosewood, em São Paulo, consagrou 26 líderes de 22 setores e quatro categorias especiais, mas o significado do evento foi além da celebração de resultados financeiros. Pela primeira vez, o Wellhub instituiu uma homenagem paralela — o Prêmio Executivo de Bem-Estar —, sinalizando que a saúde e a qualidade de vida dos colaboradores se tornaram critérios centrais de excelência na gestão. O diretor-geral da Editora Globo, Frederic Kachar, sublinhou que nenhum líder atinge objetivos sem uma equipa alinhada, e o júri, ampliado para 21 consultorias, refletiu uma visão mais madura do que significa liderar num ambiente de negócios instável e complexo.
Os discursos dos premiados revelaram um fio condutor: a liderança como serviço, empatia e construção coletiva. Paula Harraca, presidente da Ânima Educação, dedicou o prémio aos 15 mil educadores e afirmou que, como mulher, o espaço de liderança ainda é raro, mas cada conquista mostra que é possível. Edu Lyra, tetracampeão na categoria Empreendedorismo Social, falou em “milagres” e na importância de acreditar nas improbabilidades da vida. Diego Barreto, CEO do iFood, recordou a dureza do chão de fábrica do empreendedorismo brasileiro e defendeu que a inovação só faz sentido se resolver problemas reais. Bruno Lasansky, da Localiza&Co, descreveu a sua “liderança servidora”, enquanto Fernando Modé, do Grupo Boticário, associou o êxito ao autoconhecimento. Em comum, esses gestores partilham a convicção de que o desempenho sustentável nasce de equipas motivadas, com autonomia e propósito.
Essa mudança de paradigma coincide com uma atenção crescente à saúde metabólica e ao bem-estar como alavancas de produtividade. Um artigo do Valor Econômico alerta que questões como alimentação, composição corporal e equilíbrio hormonal deixaram de ser assuntos privados para integrar as discussões sobre performance profissional. A mesma preocupação ecoa internacionalmente: o The Times of India publicou um guia de sete dias para as mulheres reativarem o metabolismo, enquanto na Indonésia a rede de fitness Red Fitness aposta em serviços de recovery, respondendo a uma nova prioridade dos praticantes de exercício. Em Portugal, analistas observam que empresas têm vindo a incorporar programas de bem-estar holístico, e em Luanda o debate sobre saúde mental no trabalho começa a ganhar espaço. A pesquisa da Catho para 2026 confirma que, no Brasil, flexibilidade, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e saúde mental já figuram entre as principais prioridades das organizações.
A convergência entre liderança de excelência e bem-estar corporativo sugere que a vantagem competitiva das empresas dependerá cada vez mais da capacidade de cuidar da saúde física e mental das suas pessoas. Os executivos premiados não se limitam a entregar resultados de curto prazo; estão a construir organizações resilientes, ancoradas em valores e preparadas para a transformação digital. Num Brasil ainda marcado por volatilidade económica, esse modelo de gestão holística tende a tornar-se a norma. De São Paulo a Mumbai e Jacarta, a era do superexecutivo solitário cede lugar ao líder servidor, que compreende que a performance começa no bem-estar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma nova onda de líderes empresariais brasileiros é celebrada por colocar a saúde, o bem-estar dos funcionários e a sustentabilidade no centro da estratégia corporativa. Os prêmios 'Executivo de Valor' reconhecem aqueles que unem desempenho financeiro e cuidado humano, provando que o sucesso também depende da saúde física e mental. A saúde metabólica entra nas salas de reunião como fator de produtividade e visão de longo prazo.
Um plano orientado por especialistas promete resetar o metabolismo feminino em sete dias através de pequenos ajustes na alimentação, movimento, hidratação e gestão do estresse. A abordagem enquadra o metabolismo como um processo dinâmico que responde às escolhas diárias, não como um destino fixo. O artigo oferece um caminho prático e mensurável para recuperar energia e controle de peso.
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