
Polícia de Manchester admite que não analisou telemóveis de terrorista antes de ataque mortal em sinagoga
Chefe da polícia reconhece 'oportunidade perdida' após falha na investigação de dispositivos de Jihad Al-Shamie, que matou dois fiéis no Yom Kippur.
A Polícia de Greater Manchester (GMP) não examinou o conteúdo dos telemóveis de Jihad Al-Shamie, apreendidos meses antes de o agressor matar dois fiéis na sinagoga Heaton Park, em outubro de 2025. O chefe da corporação, Sir Stephen Watson, admitiu que os dispositivos continham indícios substanciais da visão extremista do atacante e que a sua análise teria, muito provavelmente, desencadeado novas diligências. A confissão foi tornada pública após a conclusão do processo contra um cúmplice e expôs uma falha que, segundo a própria polícia, constituiu uma “oportunidade perdida” para evitar o ataque.
Segundo a GMP, Al-Shamie, de 35 anos, foi detido em fevereiro e setembro de 2025 por outros alegados crimes, incluindo uma acusação de violação, e em ambas as ocasiões os seus equipamentos móveis foram confiscados. Apesar de os dados encriptados conterem material que evidenciava um pensamento extremista, os investigadores não os descodificaram antes do ataque de 2 de outubro, o dia mais sagrado do calendário judaico. Watson afirmou que a relevância da informação só foi compreendida após o atentado e pediu desculpas pelo “sofrimento adicional” causado às famílias de Melvin Cravitz, de 66 anos, e Adrian Daulby, de 53, as vítimas mortais.
Em paralelo, o tribunal de Manchester condenou Mohammad Bashir, de 31 anos, a prisão perpétua com um período mínimo de 17 anos, por planear um atentado separado contra a Academia de Defesa do Reino Unido. Bashir, descrito pela acusação como um “jihadista convicto de longa data”, conduziu Al-Shamie numa viagem de reconhecimento de dez horas à instituição militar em Shrivenham, em agosto de 2025, e ambos partilharam mensagens e ficheiros áudio de teor extremista. Bashir encontrava-se no Paquistão quando Al-Shamie executou o ataque à sinagoga, tendo sido detido no regresso ao Reino Unido.
Na perspetiva de analistas de segurança em Londres, o caso revela fragilidades nos mecanismos de avaliação de risco e na partilha de informação entre as unidades de investigação criminal e as equipas de contraterrorismo. A GMP sublinhou que a falha foi identificada numa revisão interna e que o órgão independente de supervisão policial (IOPC) já abriu uma investigação. O juiz de instrução que conduzirá as audições sobre as mortes deverá igualmente apurar o impacto da omissão na cadeia de acontecimentos.
O IOPC e o juiz de instrução vão agora determinar as responsabilidades pela não análise dos dispositivos. Enquanto as investigações independentes prosseguem, a sentença de Bashir encerra a via penal imediata, mas as famílias das vítimas aguardam as conclusões oficiais sobre as falhas que permitiram que Al-Shamie concretizasse o ataque.
| Imprensa israelense | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa chinesa | +0.30 | aligned |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.60 | critical |
Manchester police admit they missed a crucial opportunity: the terrorist's phones contained clear evidence of his radicalization but were not examined in time.
The chief constable's confession is presented as irrefutable proof of failure, turning an admission into a condemnation.
The Israeli account does not mention the conviction of accomplice Bashir, which could have balanced the narrative with an investigative success.
British justice sentenced a Manchester attacker's accomplice to life in prison, demonstrating the effectiveness of counter-terrorism efforts.
The account focuses solely on the positive judicial outcome, omitting investigative failures, to construct a narrative of success.
The Chinese account omits entirely the Manchester police's admission of failing to check the phones, presenting only the positive trial outcome.
Manchester police failed in basic checks on the terrorist's phones despite clear evidence, and the chief constable apologized for the missed opportunity.
Through repetition of specific details and direct quotation of the apology, the account builds a case of institutional negligence.
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