
Onda polar recua na Argentina e dá lugar a 'veranito', enquanto chuvas extremas castigam Índia e Colômbia
Enquanto o Cone Sul experimenta uma trégua do frio intenso, sistemas de monção e baixa pressão provocam temporais e calor recorde em diversas regiões do planeta.
A mudança mais abrupta regista-se na Argentina, onde a intensa massa de ar polar que dominou a primeira quinzena de julho começa a ceder. O Serviço Meteorológico Nacional argentino prevê uma rotação dos ventos para o quadrante norte, o que elevará as temperaturas máximas na região metropolitana de Buenos Aires para valores entre 16°C e 21°C até quinta-feira, configurando o chamado “veranito de julio”. Este aquecimento, associado a um aumento da humidade, deverá trazer também o regresso das precipitações à região pampeana, interrompendo um período de secura que preocupava o setor agrícola.
No Brasil, o cenário é de contrastes. Enquanto uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas no Centro-Sul, com registos de 2,1°C em Campos do Jordão e mínimas de 9°C na capital paulista, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta de “tempo severo” para cinco dias a partir de quinta-feira, com risco de temporais, granizo e rajadas de vento superiores a 90 km/h. No Norte e Nordeste, a atuação de um sistema frontal sobre o Atlântico favorece chuvas intensas no litoral da Bahia e em estados como o Amazonas e o Pará.
Do outro lado do globo, o subcontinente indiano enfrenta um quadro de monção particularmente ativo. O Departamento Meteorológico da Índia colocou 14 estados sob aviso de chuva extrema, com destaque para Meghalaya e Bengala Ocidental, onde se esperam acumulados “extremamente pesados”. Em contraste, o sul e as zonas costeiras, como Andhra Pradesh e Tamil Nadu, permanecem sob calor e humidade elevados, com possibilidade de ondas de calor. A América do Sul também regista instabilidade no norte: na Colômbia, cidades como Bogotá e Caucasia enfrentam dias consecutivos de chuva, trovoadas e ventos de até 50 km/h, enquanto o México vê a chegada do monzão mexicano, que trará chuvas fortes a Jalisco e manterá o calor intenso na Península de Iucatã, com máximas de 40°C.
A próxima etapa a observar será a evolução do fenómeno El Niño, mencionado por meteorologistas argentinos como um fator que poderá intensificar as precipitações na primavera e no verão austral, com impacto nas colheitas de segunda safra. A curto prazo, a atenção na Argentina volta-se para a possível entrada de uma nova frente polar a partir de 22 de julho, que poderá trazer neve e novo descenso térmico, enquanto no Brasil o fim de semana será marcado pelo avanço da frente fria no Sul e pela persistência das chuvas no litoral nordestino.
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
A Índia monitora a monção com alertas regionais e conselhos práticos.
A credibilidade é construída através da autoridade do IMD e da apresentação de dados numéricos precisos.
A América Latina descreve um clima extremo e imprevisível, alternando alertas e previsões.
O uso de alertas oficiais (Defesa Civil, SMN) e a descrição de fenômenos opostos (calor/frio) criam um senso de urgência e necessidade de preparação.
A Rússia anuncia o fim das chuvas em Moscou com um tom tranquilizador.
A previsão é apresentada como uma certeza, baseada na autoridade do Centro Hidrometeorológico, sem ênfase emocional.
O bloco russo omite os eventos climáticos extremos na América do Sul e na Índia, apresentando um quadro localizado e benigno que contrasta com o contexto global de tempo severo.
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