Entrar
Edição das 20:00 CETterça-feira, 28 de julho de 2026
325 veículos · 17 idiomas1296 briefing hoje
Mídia e Entretenimentosábado, 25 de julho de 2026

Katy Perry condena uso de 'Firework' em vídeo militar da Casa Branca

A artista junta-se a uma vaga de músicos que protestam contra a apropriação não autorizada das suas obras pela administração Trump.

O vídeo dura apenas oito segundos, mas o impacto é imediato. Na conta oficial da Casa Branca no TikTok, imagens de ataques aéreos noturnos explodem em sincronia com o refrão de “Firework”, o êxito pop de Katy Perry de 2010. A cada “boom, boom, boom”, relâmpagos de bombas iluminam o ecrã. A legenda é seca: “O Irão foi avisado”. Um emoji de fogo de artifício sublinha a associação. A publicação, que permaneceu no ar durante a manhã de sábado, acendeu uma polémica que rapidamente extravasou as redes sociais.

Horas depois, a própria cantora reagiu com fúria na plataforma X. “Estou profundamente chocada e furiosa ao ver ‘Firework’ usada na conta da @WhiteHouse como banda sonora para imagens de ataques militares”, escreveu. Perry frisou que não autorizou, não foi consultada e “de forma alguma aprova” o uso. Na mesma publicação, recordou a génese da canção: um hino de esperança, cura e força interior, composto para pessoas que atravessam momentos sombrios. “Ver uma mensagem de autoestima e superação a ser instrumentalizada como trilha sonora da destruição e da violência é uma violação completa de tudo o que a minha canção representa”, afirmou.

O gesto inscreve-se num padrão de tensão entre artistas e a administração Trump. Nas semanas anteriores, figuras como Ariana Grande, Sabrina Carpenter, Olivia Rodrigo, SZA e Kesha já tinham criticado a utilização das suas canções em vídeos oficiais sobre operações de imigração e fiscalização de fronteiras. Carpenter classificou a apropriação de “Juno” como “maligna e repugnante”; Grande descreveu o conteúdo como “bárbaro e desumano”. Na perspetiva dos observadores em Brasília, a recorrência destes episódios revela uma estratégia de comunicação que ignora os direitos de autor e a intenção artística. Em Lisboa, analistas culturais notam que a utilização de canções pop em contextos bélicos subverte a função da música como veículo de coesão e escapismo, transformando-a em mera banda sonora de propaganda.

A indignação de Perry ecoou velozmente entre fãs e na esfera mediática internacional. No Brasil, onde a sua digressão “Lifetime” passou em 2025 com casa cheia, a tomada de posição amplificou o debate sobre os limites da instrumentalização política da arte. Em Luanda e Maputo, o caso chegou através das redes sociais e reavivou a discussão sobre a defesa da integridade criativa.

Até ao momento, a Casa Branca não se pronunciou, e Perry não indicou se avançará com medidas legais. A imagem que perdura é a de um refrão luminoso — originalmente uma metáfora de resiliência — a ser justaposto a clarões de explosões, como se o próprio “firework” tivesse mudado de significado. Numa das suas frases finais, a cantora escreveu: “A minha música serve para unir as pessoas, não para celebrar a guerra”. A frase, partilhada milhares de vezes, sintetiza a fricção entre a vontade autoral e a máquina de comunicação de um governo.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Guiana acusa tripulação de homicídio após naufrágio que matou 73; Vietnã busca 14 desaparecidos·Israel revela que EUA usaram suas bases para atacar o Irão, mas divergências travam escalada·Real Madrid fatura 1,2 mil milhões de euros e bate recorde, mas jejum de títulos persiste·UE prepara pacote recorde de sanções contra 1.600 empresas ligadas à Rússia·Senadores dos EUA acordam sanções contra compradores de energia russa e prolongam restrições ao Irão·Convenção dos Refugiados faz 75 anos sob pressão de novas regras de asilo nos EUA·Regiões russas aliviam restrições à venda de combustível após crise de abastecimento·Açúcar, sono e café: os três pilares que definem o risco de diabetes·Guiana acusa tripulação de homicídio após naufrágio que matou 73; Vietnã busca 14 desaparecidos·Israel revela que EUA usaram suas bases para atacar o Irão, mas divergências travam escalada·Real Madrid fatura 1,2 mil milhões de euros e bate recorde, mas jejum de títulos persiste·UE prepara pacote recorde de sanções contra 1.600 empresas ligadas à Rússia·Senadores dos EUA acordam sanções contra compradores de energia russa e prolongam restrições ao Irão·Convenção dos Refugiados faz 75 anos sob pressão de novas regras de asilo nos EUA·Regiões russas aliviam restrições à venda de combustível após crise de abastecimento·Açúcar, sono e café: os três pilares que definem o risco de diabetes·
Atualizado 02:598 idiomas · 16 veículos
AnteriorMídia e EntretenimentoPróximo
16 veículos|8 idiomas|3 min de leitura
sábado, 25 de julho de 2026

Katy Perry condena uso de 'Firework' em vídeo militar da Casa Branca

A artista junta-se a uma vaga de músicos que protestam contra a apropriação não autorizada das suas obras pela administração Trump.

O vídeo dura apenas oito segundos, mas o impacto é imediato. Na conta oficial da Casa Branca no TikTok, imagens de ataques aéreos noturnos explodem em sincronia com o refrão de “Firework”, o êxito pop de Katy Perry de 2010. A cada “boom, boom, boom”, relâmpagos de bombas iluminam o ecrã. A legenda é seca: “O Irão foi avisado”. Um emoji de fogo de artifício sublinha a associação. A publicação, que permaneceu no ar durante a manhã de sábado, acendeu uma polémica que rapidamente extravasou as redes sociais.

Horas depois, a própria cantora reagiu com fúria na plataforma X. “Estou profundamente chocada e furiosa ao ver ‘Firework’ usada na conta da @WhiteHouse como banda sonora para imagens de ataques militares”, escreveu. Perry frisou que não autorizou, não foi consultada e “de forma alguma aprova” o uso. Na mesma publicação, recordou a génese da canção: um hino de esperança, cura e força interior, composto para pessoas que atravessam momentos sombrios. “Ver uma mensagem de autoestima e superação a ser instrumentalizada como trilha sonora da destruição e da violência é uma violação completa de tudo o que a minha canção representa”, afirmou.

O gesto inscreve-se num padrão de tensão entre artistas e a administração Trump. Nas semanas anteriores, figuras como Ariana Grande, Sabrina Carpenter, Olivia Rodrigo, SZA e Kesha já tinham criticado a utilização das suas canções em vídeos oficiais sobre operações de imigração e fiscalização de fronteiras. Carpenter classificou a apropriação de “Juno” como “maligna e repugnante”; Grande descreveu o conteúdo como “bárbaro e desumano”. Na perspetiva dos observadores em Brasília, a recorrência destes episódios revela uma estratégia de comunicação que ignora os direitos de autor e a intenção artística. Em Lisboa, analistas culturais notam que a utilização de canções pop em contextos bélicos subverte a função da música como veículo de coesão e escapismo, transformando-a em mera banda sonora de propaganda.

A indignação de Perry ecoou velozmente entre fãs e na esfera mediática internacional. No Brasil, onde a sua digressão “Lifetime” passou em 2025 com casa cheia, a tomada de posição amplificou o debate sobre os limites da instrumentalização política da arte. Em Luanda e Maputo, o caso chegou através das redes sociais e reavivou a discussão sobre a defesa da integridade criativa.

Até ao momento, a Casa Branca não se pronunciou, e Perry não indicou se avançará com medidas legais. A imagem que perdura é a de um refrão luminoso — originalmente uma metáfora de resiliência — a ser justaposto a clarões de explosões, como se o próprio “firework” tivesse mudado de significado. Numa das suas frases finais, a cantora escreveu: “A minha música serve para unir as pessoas, não para celebrar a guerra”. A frase, partilhada milhares de vezes, sintetiza a fricção entre a vontade autoral e a máquina de comunicação de um governo.

Divergência das fontes

Mídia e Entretenimento · 16 veículos · 8 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Esta notícia apareceu em

16 veículos · 8 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

EUA abandonam Conselho de Segurança da ONU em protesto contra críticas francesas sobre direitos humanos

6 idiomas · 19 veículos

De Economy & Markets

Brasil aciona OMC contra tarifaço dos EUA, mas vê gesto como simbólico

5 idiomas · 9 veículos

De Technology

Avanço da IA encarece memória e ameaça extinguir smartphones abaixo de 100 dólares

4 idiomas · 7 veículos

Ler mais