
Indonésia: preso suspeito de manter namorada em cativeiro e tortura por três anos
Taufik Hidayat foi capturado em Bandung após denúncia anónima; vítima sofreu lesões permanentes, incluindo cegueira, e o caso provocou indignação e promessas de punição severa.
A polícia da província de Java Ocidental, na Indonésia, deteve na noite de 23 de junho Taufik Hidayat, um homem de 30 anos suspeito de manter a companheira, identificada pelas iniciais YTR, em situação de cárcere privado e submetê-la a torturas reiteradas ao longo de aproximadamente três anos. A captura ocorreu numa residência de familiares do suspeito no distrito de Ciparay, região de Bandung, após uma perseguição que incluiu uma fuga para a cidade de Tangerang, na província de Banten, e o regresso a Java Ocidental. Segundo as autoridades, o paradeiro foi localizado através do rastreamento de transações comerciais realizadas por via eletrónica.
A vítima, de 29 anos, foi encontrada em estado crítico no Hospital Hasan Sadikin, em Bandung, depois de a família receber uma mensagem anónima via WhatsApp a alertar para a sua presença na unidade de saúde. Fontes médicas e policiais descrevem lesões graves e permanentes: cegueira bilateral, lábio superior parcialmente destruído, dificuldades de fala e de locomoção, além de cicatrizes de queimaduras e cortes. A família relatou que perdera o contacto com YTR desde 2023, quando ela passou a viver com o suspeito, e só agora tomou conhecimento de que as respostas a mensagens trocadas durante esse período não partiam da própria vítima.
Após a detenção, Taufik Hidayat foi colocado numa cela especial sob vigilância por câmaras, sozinho, e submetido a exames toxicológicos, que resultaram negativos para estupefacientes. O suspeito admitiu o consumo de uma bebida alcoólica local, a marca Intisari, e afirmou que os atos de violência ocorriam sob o efeito do álcool, tendo manifestado arrependimento, de acordo com o relato do chefe da polícia regional. As autoridades anunciaram a realização de uma perícia psiquiátrica para avaliar as condições mentais do detido, cujo comportamento foi classificado pelo comandante como “sádico” e “fora dos padrões de normalidade”.
O caso gerou ampla comoção na Indonésia e repercutiu internacionalmente, ecoando preocupações globais sobre violência de género — tema igualmente sensível em países lusófonos como Brasil e Portugal, onde crimes de feminicídio e cárcere privado têm mobilizado legisladores e movimentos sociais. O governador de Java Ocidental, Dedi Mulyadi, chegou a oferecer uma recompensa de 250 milhões de rupias por informações que levassem à captura, e, após a prisão, agradeceu à polícia e pediu “punição à altura”. Parlamentares, como Rajiv e Atalia Praratya, também exigiram sanções máximas. Familiares da vítima expressaram alívio e indignação; uma irmã declarou desejar “arrancar os olhos do agressor” para devolver a visão à vítima.
A investigação prossegue, com a polícia a averiguar a possível existência de outras vítimas, incluindo uma ex-mulher do suspeito que terá sofrido agressões semelhantes, embora de menor gravidade. O suspeito, que trabalhava como cobrador de dívidas, continua sob custódia, enquanto os peritos preparam os laudos forenses e psiquiátricos. A vítima permanece internada, com previsão de múltiplas cirurgias reconstrutivas, e, segundo a família, começa a apresentar melhoras graduais.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O caso da mulher mantida em cativeiro e torturada por três anos pelo namorado em Bandung provocou indignação pública. Enquanto a polícia caça o fugitivo, celebridades e políticos oferecem apoio jurídico e exigem punições severas. Enquanto isso, outras supostas vítimas estão se apresentando e doações são arrecadadas para seu tratamento médico.
As autoridades indonésias estão procurando um homem suspeito de manter a namorada em cativeiro e abusar dela por três anos em Bandung. O caso foi registrado sob as leis penais relevantes e a polícia iniciou uma caçada. A vítima está recebendo cuidados médicos.
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