
México e Coreia do Sul disputam liderança do Grupo A na abertura da segunda rodada do Mundial 2026
Com quatro jogos nos Grupos A e B, a jornada desta quinta-feira pode definir o primeiro classificado aos 16avos de final e selar o destino de seleções que estrearam com derrota.
A segunda jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo de 2026 arranca esta quinta-feira com um duelo de alto risco entre México e Coreia do Sul, as duas seleções que venceram na ronda inaugural do Grupo A e que agora disputam, em Guadalajara, uma vaga potencialmente antecipada nos 16avos de final. O confronto, agendado para as 22h00 locais, coloca frente a frente um anfitrião galvanizado pelo triunfo por 2-0 sobre a África do Sul e uma equipa asiática que demonstrou resiliência ao superar a Chéquia por 2-1. Na perspetiva da Cidade do México, a ausência do capitão César Montes, expulso na estreia, obriga Javier Aguirre a reconfigurar o eixo defensivo, provavelmente com Edson Álvarez a recuar para a zaga central, enquanto os observadores em Seul notam que a velocidade de Son Heung-min poderá explorar essa vulnerabilidade para que a Coreia do Sul alcance, pela primeira vez na sua história, duas vitórias consecutivas em fases de grupos de Mundiais.
A jornada abre mais cedo, às 13h00 de Brasília, com o embate entre Chéquia e África do Sul no Estádio de Atlanta, um duelo que analistas brasileiros classificam como de "sobrevivência precoce". Ambas as seleções somam zero pontos e carregam ausências pesadas: os sul-africanos perderam por 2-0 com o México num jogo marcado por três expulsões, incluindo a do seu criativo Themba Zwane, enquanto os checos, fiéis a um estilo pragmático de bolas paradas, cederam uma vantagem inicial frente aos sul-coreanos. Uma nova derrota para qualquer um dos lados significará, muito provavelmente, a eliminação virtual antes mesmo da última ronda, um cenário que a imprensa em Joanesburgo descreve como uma pressão inédita para os Bafana Bafana, que nunca superaram a fase de grupos nas suas três participações anteriores.
Paralelamente, o Grupo B entra em campo com uma configuração invulgar: após dois empates na primeira ronda, as quatro seleções — Suíça, Bósnia e Herzegovina, Canadá e Qatar — partilham a liderança com um ponto cada. O duelo europeu entre suíços e bósnios, em Los Angeles, ganha contornos de primeira decisão no grupo, enquanto o Canadá, a jogar em casa em Vancouver, tentará impor-se a um Qatar que surpreendeu ao travar a Suíça na estreia. A imprensa portuguesa, atenta ao desenrolar de um torneio que se expandiu para 48 equipas, sublinha que este equilíbrio absoluto no Grupo B é um reflexo do novo formato, onde a margem de erro se dilata, mas a urgência de pontuar permanece.
O dia de jogos, que se completa com transmissões em sinal aberto e plataformas digitais em território brasileiro, representa um ponto de viragem no calendário alongado da competição. Com a primeira ronda concluída apenas na véspera, após as entradas em cena de favoritas como Inglaterra e Portugal, a segunda volta inicia-se já com a possibilidade de definições matemáticas. Se México ou Coreia do Sul vencerem e o outro jogo do grupo terminar empatado, o vencedor tornar-se-á a primeira equipa a carimbar o passaporte para a fase a eliminar, um feito que a análise em Lisboa considera prematuro mas sintomático da intensidade competitiva que a tripla organização norte-americana imprimiu ao torneio desde o apito inicial.
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