
México celebra milhão de passageiros no comboio para o AIFA e anuncia nova rota aérea
Enquanto o México expande a conectividade do novo aeroporto e reduz tarifas de táxi, a Suécia debate subsídios para idosos no transporte público.
O ramal ferroviário Lechería-AIFA, que liga a Cidade do México ao novo Aeroporto Internacional Felipe Ángeles, transportou mais de um milhão de passageiros em apenas um mês e meio de operação. Com 22,94 quilómetros, seis estações e um percurso de cerca de 50 minutos, o serviço tornou-se uma peça central na estratégia de mobilidade da capital mexicana. A linha, operada com dez comboios de cem metros de comprimento e capacidade para 719 pessoas cada, integra-se ainda a outros sistemas de transporte público, beneficiando tanto viajantes como residentes dos municípios do Estado do México. Em paralelo, a companhia aérea estatal Mexicana de Aviación anunciou uma nova rota entre o Aeroporto Internacional de Guanajuato e o AIFA, com início a 27 de julho de 2026 e frequência de seis dias por semana, reforçando a malha doméstica da terminal.
No vizinho Aeroporto Internacional Benito Juárez (AICM), as agremiações de táxis autorizados acordaram com a administração uma redução tarifária média de até 18%, acompanhada de programas de fidelização para passageiros frequentes. A medida, já em vigor, insere-se num projeto mais amplo de modernização que inclui a renovação do estacionamento multimodal junto à Terminal 2. Ainda no México, o programa Yo Jalisco, em Guadalajara, subsidia viagens gratuitas ou com desconto para grupos vulneráveis, evidenciando uma tendência nacional de alívio dos custos de transporte.
Do outro lado do Atlântico, a Suécia enfrenta dilemas semelhantes. No condado de Kalmar, o cartão sénior impõe restrições horárias que limitam a liberdade de circulação dos idosos, levando a apelos para que o preço seja reduzido a metade e as limitações abolidas. Já a região de Västerbotten prepara-se para cortar em 50% o preço dos passes de transporte público entre julho e dezembro, financiada por um subsídio estatal temporário de 6,5 mil milhões de coroas suecas. Apesar do entusiasmo, responsáveis regionais temem uma “perda estrondosa” se a procura superar as projeções, sublinhando o risco fiscal destas experiências.
Na perspetiva de Brasília, onde os idosos gozam de gratuitidade nos transportes urbanos, e de Lisboa, cujo passe ferroviário nacional de 49 euros impulsionou a procura, os casos mexicano e sueco oferecem lições valiosas. A expansão da conectividade aérea e a redução de tarifas podem democratizar a mobilidade, mas exigem modelos de financiamento robustos para evitar desequilíbrios orçamentais. À medida que o comboio do AIFA consolida o seu papel e a Suécia avalia os efeitos dos subsídios temporários, o equilíbrio entre inclusão social e sustentabilidade financeira permanece no centro do debate global sobre o futuro do transporte público.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O trem do AIFA ultrapassou um milhão de passageiros em apenas seis semanas, confirmando o sucesso da nova ligação aeroportuária. Enquanto isso, os táxis do aeroporto antigo oferecem descontos de até 18% para se manterem competitivos. Tudo isso faz parte de um movimento mais amplo por um transporte moderno e acessível.
A Suécia está a reduzir para metade as tarifas dos transportes públicos para idosos e portadores de passes, mas as regiões alertam para perdas financeiras enormes. A iniciativa, apoiada por subsídios estatais temporários, levanta preocupações sobre a viabilidade a longo prazo e eventuais cortes nos serviços. Mais mobilidade pode vir à custa de orçamentos sob pressão.
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