
McEvoy retorna a Glasgow como pai e veterano; irmão de Madeleine McCann estreia na natação
Doze anos após sua estreia, Cameron McEvoy lidera a Austrália nos Jogos da Commonwealth, enquanto Sean McCann, irmão da menina desaparecida, representa a Escócia em casa.
A delegação australiana de natação aterrissou em Glasgow na manhã de quarta-feira, e com ela um Cameron McEvoy irreconhecível. Em 2014, era um adolescente tímido de 19 anos; agora, aos 31, retorna como pai e um dos apenas dois nadadores australianos remanescentes daquela edição. “Era basicamente uma criança, e agora tenho a minha própria filha”, disse McEvoy, que ainda busca seu primeiro ouro individual nos Jogos da Commonwealth, após pratas nos 50m, 100m e 200m em 2014 e um bronze nos 50m em 2018. Sua trajetória incluiu um período de afastamento, superado ao se inspirar na resiliência do companheiro Elijah Winnington. A piscina de Tollcross, palco de sua estreia, será agora cenário de uma nova fase.
Enquanto isso, a equipe da casa ganha um nome carregado de simbolismo. Sean McCann, de 21 anos, foi selecionado para representar a Escócia nas provas de estilo livre de longa distância. McCann tinha apenas dois anos quando sua irmã mais velha, Madeleine, desapareceu durante férias em Portugal, em 2007. O caso, que mobilizou a atenção internacional, nunca foi solucionado. O nadador, que treina 20 horas por semana na Universidade de Loughborough e concilia a carreira com os estudos de engenharia química, já havia competido pela Escócia nos Jogos da Juventude da Commonwealth em 2023. Sua irmã gêmea, Amelie, também é nadadora de alto nível. A presença da família McCann nas arquibancadas do Tollcross International Centre é aguardada, mas não confirmada.
Na perspetiva de analistas na América do Norte, o Canadá chega a Glasgow com um elenco que mescla experiência e renovação. Maude Charron, medalhista olímpica no halterofilismo, busca o tricampeonato da Commonwealth. Andre De Grasse, campeão olímpico dos 200m, retorna aos Jogos após 12 anos, liderando um revezamento 4x100m favorito ao ouro. Ethan Katzberg, campeão mundial do martelo, tenta superar a prata de 2022. Na natação, Kylie Masse, cinco vezes medalhista olímpica, comanda a equipe canadense na ausência de Summer McIntosh. A ginasta Ellie Black, quarta olímpica, volta à competição após o ouro no individual geral em 2018.
Os Jogos da Commonwealth de 2026, que começam nesta quinta-feira e se estendem até 2 de agosto, oferecem a atletas como McEvoy e McCann uma plataforma crucial rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Para o australiano, a competição em Glasgow representa a chance de encerrar um ciclo de quase desistência com um título individual inédito. Para o escocês, cada braçada na piscina de Tollcross pode aproximá-lo da vaga na equipe britânica que irá aos Estados Unidos. O desfecho dessas trajetórias começa a ser escrito nas águas escocesas.
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Os Jogos da Commonwealth mostram histórias de triunfo pessoal: o renascimento de McEvoy e a resiliência de McCann. O esporte transforma tragédia em propósito.
Ao justapor o retorno de McEvoy com a história de McCann, a narrativa cria um tema universal de superação da adversidade, tornando as conquistas dos atletas heroicas e inevitáveis.
O bloco atlântico omite a natureza não resolvida do desaparecimento de Madeleine e a dor contínua da família, focando exclusivamente na conquista atlética de Sean como uma história positiva.
A tragédia da família McCann permanece sem solução; a busca atlética de Sean é um raio de esperança, mas não apaga a dor de um mistério de 19 anos.
Ao enfatizar o desaparecimento não resolvido e o baixo perfil da família, a narrativa mantém um senso de tragédia contínua, tornando o sucesso atlético de Sean agridoce e secundário ao mistério maior.
O bloco latino-americano omite a história paralela de Cameron McEvoy e a atmosfera celebratória mais ampla dos Jogos, focando exclusivamente na tragédia da família McCann.
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