Entrar
Edição das 10:00 CETquarta-feira, 17 de junho de 2026
289 veículos · 16 idiomas792 briefing hoje
Energia e Climadomingo, 14 de junho de 2026

Mancha fria no Atlântico e degelo na Antártida: os sinais opostos da crise climática

Enquanto uma região do Atlântico Norte esfria há 150 anos, a Antártida registra calor recorde e falta de gelo marinho, revelando a complexidade do aquecimento global.

O aquecimento global produz sinais contraditórios que desafiam a compreensão dos cientistas. De um lado, uma vasta área no Atlântico Norte, ao sudeste da Groenlândia, apresenta uma queda de temperatura de quase 1 °C nos últimos 150 anos, fenômeno conhecido como “mancha fria” ou “buraco de aquecimento”. De outro, a Antártida enfrenta eventos extremos: a península antártica registrou 15,4 °C em junho, a temperatura mais alta já medida para o mês, enquanto o mar de Bellingshausen, no oeste do continente, perdeu uma área de gelo marinho do tamanho da França durante o inverno. Para analistas em Brasília, esses eventos opostos evidenciam que as mudanças climáticas não se manifestam de forma uniforme, exigindo respostas adaptativas específicas para cada região.

A explicação para a mancha fria no Atlântico, segundo estudo recente, pode estar ligada ao rápido aquecimento do Ártico, que teria deslocado correntes oceânicas para o norte, alterando padrões de circulação. Enquanto isso, na Antártida, o calor recorde na península acelera o derretimento do gelo, e a ausência de formação de gelo marinho no inverno preocupa pesquisadores, que temem que a região possa nunca mais se recuperar. Observadores em Lisboa destacam que o fenômeno antártico é consistente com o aquecimento dos oceanos, que já causou 65 dias de ondas de calor marinhas em 2025, segundo dados do Earth System Science Data.

Para a comunidade científica, esses eventos são interligados por um mesmo motor: o aumento das emissões de gases de efeito estufa, que elevou a temperatura média global para 1,37 °C acima dos níveis pré-industriais, aproximando-se do limite de 1,5 °C do Acordo de Paris. Na perspectiva de Luanda, a situação alerta para a urgência de ações coordenadas, já que os impactos do degelo polar — como a elevação do nível do mar — afetarão desproporcionalmente países costeiros da África lusófona. O monitoramento contínuo e a investigação dos mecanismos por trás dessas anomalias são cruciais para antecipar cenários futuros e orientar políticas de mitigação e adaptação.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

0%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa latinoamericanaStampa atlantica / anglosfera
Stampa latinoamericana
allarmepragmatismo

A cobertura latino-americana destaca a intrigante 'mancha fria' no Atlântico Norte como uma anomalia científica que desafia as tendências de aquecimento global. A reportagem é factual, focando no resfriamento de 150 anos e no novo estudo que oferece explicações, mas também conecta isso a preocupações climáticas mais amplas, pedindo cautela.

Stampa atlantica / anglosfera
allarmeurgenza

Atlantic press frames the missing Antarctic sea ice as a shocking failure of winter ice formation, emphasizing the 'size of France' loss. The tone is urgent and alarmed, linking the event directly to climate change and warning of major environmental consequences, with a focus on immediate monitoring and long-term decline.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Mette-Marit: princesa norueguesa recebe transplante de pulmão com sucesso·Acordo EUA-Irã prevê retoma imediata de exportações de petróleo e trégua de 60 dias·Toy Story 5' confronta o império dos ecrãs e reacende debate sobre infância digital·Polícia vietnamita resgata mais de 400 gatos roubados para abate clandestino·Identidade em xeque: entre o papel que resiste e o digital que tarda·Knicks quebram jejum de 53 anos e NBA colhe recordes de audiência e receita·G7 endossa acordo EUA-Irã e defende livre navegação no Estreito de Ormuz·De Mazatlán a Estocolmo: violência armada, corpos sem identidade e polícias sob suspeita·Mette-Marit: princesa norueguesa recebe transplante de pulmão com sucesso·Acordo EUA-Irã prevê retoma imediata de exportações de petróleo e trégua de 60 dias·Toy Story 5' confronta o império dos ecrãs e reacende debate sobre infância digital·Polícia vietnamita resgata mais de 400 gatos roubados para abate clandestino·Identidade em xeque: entre o papel que resiste e o digital que tarda·Knicks quebram jejum de 53 anos e NBA colhe recordes de audiência e receita·G7 endossa acordo EUA-Irã e defende livre navegação no Estreito de Ormuz·De Mazatlán a Estocolmo: violência armada, corpos sem identidade e polícias sob suspeita·
Atualizado 04:503 idiomas · 3 veículos
3 veículos|3 idiomas|2 min de leitura
domingo, 14 de junho de 2026

Mancha fria no Atlântico e degelo na Antártida: os sinais opostos da crise climática

Enquanto uma região do Atlântico Norte esfria há 150 anos, a Antártida registra calor recorde e falta de gelo marinho, revelando a complexidade do aquecimento global.

O aquecimento global produz sinais contraditórios que desafiam a compreensão dos cientistas. De um lado, uma vasta área no Atlântico Norte, ao sudeste da Groenlândia, apresenta uma queda de temperatura de quase 1 °C nos últimos 150 anos, fenômeno conhecido como “mancha fria” ou “buraco de aquecimento”. De outro, a Antártida enfrenta eventos extremos: a península antártica registrou 15,4 °C em junho, a temperatura mais alta já medida para o mês, enquanto o mar de Bellingshausen, no oeste do continente, perdeu uma área de gelo marinho do tamanho da França durante o inverno. Para analistas em Brasília, esses eventos opostos evidenciam que as mudanças climáticas não se manifestam de forma uniforme, exigindo respostas adaptativas específicas para cada região.

A explicação para a mancha fria no Atlântico, segundo estudo recente, pode estar ligada ao rápido aquecimento do Ártico, que teria deslocado correntes oceânicas para o norte, alterando padrões de circulação. Enquanto isso, na Antártida, o calor recorde na península acelera o derretimento do gelo, e a ausência de formação de gelo marinho no inverno preocupa pesquisadores, que temem que a região possa nunca mais se recuperar. Observadores em Lisboa destacam que o fenômeno antártico é consistente com o aquecimento dos oceanos, que já causou 65 dias de ondas de calor marinhas em 2025, segundo dados do Earth System Science Data.

Para a comunidade científica, esses eventos são interligados por um mesmo motor: o aumento das emissões de gases de efeito estufa, que elevou a temperatura média global para 1,37 °C acima dos níveis pré-industriais, aproximando-se do limite de 1,5 °C do Acordo de Paris. Na perspectiva de Luanda, a situação alerta para a urgência de ações coordenadas, já que os impactos do degelo polar — como a elevação do nível do mar — afetarão desproporcionalmente países costeiros da África lusófona. O monitoramento contínuo e a investigação dos mecanismos por trás dessas anomalias são cruciais para antecipar cenários futuros e orientar políticas de mitigação e adaptação.

Divergência das fontes

Energia e Clima · 3 veículos · 3 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Crítico100%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Stampa latinoamericanaStampa atlantica / anglosfera
Stampa latinoamericana
allarmepragmatismo

A cobertura latino-americana destaca a intrigante 'mancha fria' no Atlântico Norte como uma anomalia científica que desafia as tendências de aquecimento global. A reportagem é factual, focando no resfriamento de 150 anos e no novo estudo que oferece explicações, mas também conecta isso a preocupações climáticas mais amplas, pedindo cautela.

Stampa atlantica / anglosfera
allarmeurgenza

Atlantic press frames the missing Antarctic sea ice as a shocking failure of winter ice formation, emphasizing the 'size of France' loss. The tone is urgent and alarmed, linking the event directly to climate change and warning of major environmental consequences, with a focus on immediate monitoring and long-term decline.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 3 idiomas

Artigos relacionados

Esporte

Messi iguala recorde de Klose com hat-trick histórico na estreia da Argentina no Mundial 2026

9 idiomas · 47 veículos

Defense & Security

Fragata russa dispara tiros de advertência contra iate britânico no Canal da Mancha

11 idiomas · 22 veículos

Economia

Petróleo cai abaixo de US$ 80 com expectativa de acordo EUA-Irã e reabertura do Estreito de Ormuz

8 idiomas · 21 veículos

Ler mais