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Defesa e Segurançasábado, 20 de junho de 2026

Ataques israelenses matam 11 em Gaza, incluindo jornalista da Al Jazeera, durante trégua

Ofensiva em várias frentes deixou mortos numa família de quatro membros e um operador de câmara da Al Jazeera, expondo a fragilidade do cessar-fogo de outubro.

Pelo menos onze palestinianos morreram este sábado numa série de ataques israelitas à Faixa de Gaza, apesar da trégua em vigor desde outubro de 2025. Na cidade de Gaza, um bombardeamento aéreo atingiu de madrugada um apartamento no bairro de Sabra, matando os quatro membros da família Al-Safadi — o casal e as duas filhas, de 4 e 14 anos — e ferindo outros doze. Ao início da noite, um ataque contra uma casa no campo de refugiados de Bureij, no centro do enclave, fez três vítimas mortais, entre as quais o operador de câmara da Al Jazeera Ahmad Washah. Outras pessoas foram mortas em Beit Lahia, Khan Yunis e no norte da Cidade de Gaza, de acordo com fontes médicas e da defesa civil.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter eliminado Washah numa ‘ação de precisão’, classificando-o como operacional do Hamas e atirador de elite, sem apresentar provas de imediato. A Al Jazeera condenou veementemente o que considerou um ‘assassínio deliberado’ e denunciou um ‘padrão sistemático de ataque a jornalistas’ — Washah é o décimo segundo funcionário da rede morto em Gaza desde o início da guerra, em outubro de 2023. O Ministério da Saúde do enclave, cujos números as Nações Unidas consideram fidedignos, reportou que mais de 1.010 palestinianos foram mortos desde o início do cessar-fogo, enquanto cinco soldados israelitas pereceram no mesmo período. Parentes das vítimas civis afirmaram que os falecidos não tinham qualquer ligação ao Hamas.

O acordo de tréguas, mediado pelo Egito, Catar e Turquia com o envolvimento dos Estados Unidos, previa o desarmamento do Hamas, a retirada militar israelita e a criação de um conselho de paz internacional para administrar Gaza. Contudo, as negociações para a segunda fase encontram-se bloqueadas. Segundo fontes diplomáticas em Washington, Israel alega que os seus ataques visam prevenir ações iminentes de grupos armados, enquanto o Hamas condiciona a entrega de armas ao lançamento de um processo político que conduza a um Estado palestiniano. Em maio, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou a expansão do controlo territorial de Israel para 70% da Faixa, um aumento face aos 64% já ocupados.

A crise humanitária persiste: de acordo com a ONU, 70% da população necessita de abrigo adequado e serviços básicos como saneamento e saúde estão ‘à beira do colapso’. A UNICEF denunciou que, desde outubro, morre em média uma criança por dia em Gaza, muitas vezes em locais que deveriam ser seguros. O conflito mais amplo, iniciado com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, já provocou mais de 73 mil mortos palestinianos, segundo o Ministério da Saúde. As conversações prosseguem com a circulação de uma versão revista do chamado ‘plano Trump’ para Gaza, mas fontes próximas indicam que ainda não há acordo à vista.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Southeast Asian outlets, citing Xinhua, report the deaths of five Palestinians including two children in Israeli airstrikes, framing the ceasefire as a 'deadly illusion' for children. The coverage emphasizes the high toll since the truce and highlights the unfulfilled promise of protection.

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sábado, 20 de junho de 2026

Ataques israelenses matam 11 em Gaza, incluindo jornalista da Al Jazeera, durante trégua

Ofensiva em várias frentes deixou mortos numa família de quatro membros e um operador de câmara da Al Jazeera, expondo a fragilidade do cessar-fogo de outubro.

Pelo menos onze palestinianos morreram este sábado numa série de ataques israelitas à Faixa de Gaza, apesar da trégua em vigor desde outubro de 2025. Na cidade de Gaza, um bombardeamento aéreo atingiu de madrugada um apartamento no bairro de Sabra, matando os quatro membros da família Al-Safadi — o casal e as duas filhas, de 4 e 14 anos — e ferindo outros doze. Ao início da noite, um ataque contra uma casa no campo de refugiados de Bureij, no centro do enclave, fez três vítimas mortais, entre as quais o operador de câmara da Al Jazeera Ahmad Washah. Outras pessoas foram mortas em Beit Lahia, Khan Yunis e no norte da Cidade de Gaza, de acordo com fontes médicas e da defesa civil.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter eliminado Washah numa ‘ação de precisão’, classificando-o como operacional do Hamas e atirador de elite, sem apresentar provas de imediato. A Al Jazeera condenou veementemente o que considerou um ‘assassínio deliberado’ e denunciou um ‘padrão sistemático de ataque a jornalistas’ — Washah é o décimo segundo funcionário da rede morto em Gaza desde o início da guerra, em outubro de 2023. O Ministério da Saúde do enclave, cujos números as Nações Unidas consideram fidedignos, reportou que mais de 1.010 palestinianos foram mortos desde o início do cessar-fogo, enquanto cinco soldados israelitas pereceram no mesmo período. Parentes das vítimas civis afirmaram que os falecidos não tinham qualquer ligação ao Hamas.

O acordo de tréguas, mediado pelo Egito, Catar e Turquia com o envolvimento dos Estados Unidos, previa o desarmamento do Hamas, a retirada militar israelita e a criação de um conselho de paz internacional para administrar Gaza. Contudo, as negociações para a segunda fase encontram-se bloqueadas. Segundo fontes diplomáticas em Washington, Israel alega que os seus ataques visam prevenir ações iminentes de grupos armados, enquanto o Hamas condiciona a entrega de armas ao lançamento de um processo político que conduza a um Estado palestiniano. Em maio, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou a expansão do controlo territorial de Israel para 70% da Faixa, um aumento face aos 64% já ocupados.

A crise humanitária persiste: de acordo com a ONU, 70% da população necessita de abrigo adequado e serviços básicos como saneamento e saúde estão ‘à beira do colapso’. A UNICEF denunciou que, desde outubro, morre em média uma criança por dia em Gaza, muitas vezes em locais que deveriam ser seguros. O conflito mais amplo, iniciado com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, já provocou mais de 73 mil mortos palestinianos, segundo o Ministério da Saúde. As conversações prosseguem com a circulação de uma versão revista do chamado ‘plano Trump’ para Gaza, mas fontes próximas indicam que ainda não há acordo à vista.

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