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Esportequinta-feira, 18 de junho de 2026

Irão estreia-se no Mundial com empate, polémica sobre bandeiras e restrições de viagem

A seleção iraniana empatou 2-2 com a Nova Zelândia em Los Angeles, num jogo marcado pela retirada de uma bandeira israelita das bancadas e por duras limitações impostas à comitiva do Irão em solo norte-americano.

A primeira jornada do Grupo F do Campeonato do Mundo de 2026 trouxe o Irão para o centro do debate, mas não apenas pelo resultado em campo. Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais mostrou agentes de segurança privada do SoFi Stadium, em Los Angeles, a exigir a um adepto que entregasse a sua bandeira israelita, enquanto bandeiras palestinianas exibidas a poucos metros permaneciam intocadas. Segundo relatos da imprensa israelita e norte-americana, o adepto, identificado como Rony, questionou a atuação dos stewards, acusando-os de aplicação desigual das regras e de antissemitismo. O episódio ocorreu durante o jogo entre o Irão e a Nova Zelândia, que terminou empatado 2-2, e reacendeu o debate sobre a politização dos eventos desportivos que envolvem a República Islâmica.

Em campo, a seleção iraniana, comandada por Amir Ghalenoei, deixou escapar uma vitória que parecia ao alcance. A análise da imprensa iraniana é severa: apesar de um ataque capaz de marcar dois golos, a equipa revelou fragilidades defensivas crónicas, um problema que se repete ao longo dos 44 jogos da era Ghalenoei, nos quais o Irão sofreu 46 golos e manteve a baliza inviolada em apenas 19 ocasiões. Comentadores em Teerão sublinham que o empate complica as contas do apuramento, obrigando o Irão a pontuar contra a Bélgica ou o Egito para alimentar o sonho dos oitavos de final. Apesar das críticas, há quem mantenha a esperança: antigos internacionais iranianos consideram que a equipa tem argumentos ofensivos para marcar a qualquer adversário, mas terá de corrigir rapidamente a desorganização defensiva.

Fora das quatro linhas, a comitiva iraniana enfrenta condições de viagem sem paralelo entre as 48 seleções participantes. De acordo com relatos da equipa técnica e da imprensa internacional, o governo norte-americano impôs restrições severas: a delegação só pode entrar nos Estados Unidos na véspera de cada jogo e é obrigada a abandonar o país poucas horas após o apito final. O fisioterapeuta Paulo Alexandre Araújo descreveu ao New York Times a experiência de ter de realizar tratamentos e pensos em pleno voo de regresso à base da equipa em Tijuana, México, algo que normalmente ocorreria no balneário. O seleccionador Ghalenoei manifestou frustração, afirmando que estas limitações comprometem a recuperação e a preparação. Apesar do ambiente tenso, o adjunto Rahman Rezaei, antigo defesa do Perugia e do Livorno, destacou o apoio massivo da diáspora iraniana: mais de 60 mil adeptos compareceram em Los Angeles, criando uma atmosfera que, nas suas palavras, «parecia um Mundial em Teerão».

O Irão, a seleção com a média etária mais elevada do torneio, carrega agora o peso de uma estreia agridoce. Do ponto de vista de observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro, a combinação de tensões diplomáticas, limitações logísticas e um plantel envelhecido coloca desafios adicionais a uma equipa que, em circunstâncias normais, já teria dificuldades para superar adversários europeus e africanos de primeiro plano. A capacidade de isolar o ruído externo e encontrar soluções táticas para os próximos compromissos definirá se o Irão conseguirá repetir a proeza de 2018 e 2022, quando alcançou a fase a eliminar, ou se a campanha de 2026 ficará refém de fatores que transcendem o relvado.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa atlantica / anglosferaStampa israeliana
Stampa atlantica / anglosfera/ sicurezza
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Na estreia do Irã na Copa do Mundo, uma bandeira israelense foi confiscada pelos seguranças enquanto bandeiras palestinas permaneciam expostas. O incidente, registrado em vídeo, gerou acusações de duplo padrão e levantou questões sobre o tratamento da segurança e dos símbolos políticos no torneio.

Stampa israeliana/ sicurezza
indignazionevittimismo

Durante a partida Irã-Nova Zelândia, os seguranças removeram uma bandeira israelense enquanto bandeiras palestinas próximas permaneceram intocadas. O torcedor protestou, mas foi informado de que era para sua segurança. O incidente evidencia um clima hostil para símbolos israelenses na Copa do Mundo.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Irão estreia-se no Mundial com empate, polémica sobre bandeiras e restrições de viagem

A seleção iraniana empatou 2-2 com a Nova Zelândia em Los Angeles, num jogo marcado pela retirada de uma bandeira israelita das bancadas e por duras limitações impostas à comitiva do Irão em solo norte-americano.

A primeira jornada do Grupo F do Campeonato do Mundo de 2026 trouxe o Irão para o centro do debate, mas não apenas pelo resultado em campo. Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais mostrou agentes de segurança privada do SoFi Stadium, em Los Angeles, a exigir a um adepto que entregasse a sua bandeira israelita, enquanto bandeiras palestinianas exibidas a poucos metros permaneciam intocadas. Segundo relatos da imprensa israelita e norte-americana, o adepto, identificado como Rony, questionou a atuação dos stewards, acusando-os de aplicação desigual das regras e de antissemitismo. O episódio ocorreu durante o jogo entre o Irão e a Nova Zelândia, que terminou empatado 2-2, e reacendeu o debate sobre a politização dos eventos desportivos que envolvem a República Islâmica.

Em campo, a seleção iraniana, comandada por Amir Ghalenoei, deixou escapar uma vitória que parecia ao alcance. A análise da imprensa iraniana é severa: apesar de um ataque capaz de marcar dois golos, a equipa revelou fragilidades defensivas crónicas, um problema que se repete ao longo dos 44 jogos da era Ghalenoei, nos quais o Irão sofreu 46 golos e manteve a baliza inviolada em apenas 19 ocasiões. Comentadores em Teerão sublinham que o empate complica as contas do apuramento, obrigando o Irão a pontuar contra a Bélgica ou o Egito para alimentar o sonho dos oitavos de final. Apesar das críticas, há quem mantenha a esperança: antigos internacionais iranianos consideram que a equipa tem argumentos ofensivos para marcar a qualquer adversário, mas terá de corrigir rapidamente a desorganização defensiva.

Fora das quatro linhas, a comitiva iraniana enfrenta condições de viagem sem paralelo entre as 48 seleções participantes. De acordo com relatos da equipa técnica e da imprensa internacional, o governo norte-americano impôs restrições severas: a delegação só pode entrar nos Estados Unidos na véspera de cada jogo e é obrigada a abandonar o país poucas horas após o apito final. O fisioterapeuta Paulo Alexandre Araújo descreveu ao New York Times a experiência de ter de realizar tratamentos e pensos em pleno voo de regresso à base da equipa em Tijuana, México, algo que normalmente ocorreria no balneário. O seleccionador Ghalenoei manifestou frustração, afirmando que estas limitações comprometem a recuperação e a preparação. Apesar do ambiente tenso, o adjunto Rahman Rezaei, antigo defesa do Perugia e do Livorno, destacou o apoio massivo da diáspora iraniana: mais de 60 mil adeptos compareceram em Los Angeles, criando uma atmosfera que, nas suas palavras, «parecia um Mundial em Teerão».

O Irão, a seleção com a média etária mais elevada do torneio, carrega agora o peso de uma estreia agridoce. Do ponto de vista de observadores em Lisboa e no Rio de Janeiro, a combinação de tensões diplomáticas, limitações logísticas e um plantel envelhecido coloca desafios adicionais a uma equipa que, em circunstâncias normais, já teria dificuldades para superar adversários europeus e africanos de primeiro plano. A capacidade de isolar o ruído externo e encontrar soluções táticas para os próximos compromissos definirá se o Irão conseguirá repetir a proeza de 2018 e 2022, quando alcançou a fase a eliminar, ou se a campanha de 2026 ficará refém de fatores que transcendem o relvado.

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indignazioneallarme

Na estreia do Irã na Copa do Mundo, uma bandeira israelense foi confiscada pelos seguranças enquanto bandeiras palestinas permaneciam expostas. O incidente, registrado em vídeo, gerou acusações de duplo padrão e levantou questões sobre o tratamento da segurança e dos símbolos políticos no torneio.

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Durante a partida Irã-Nova Zelândia, os seguranças removeram uma bandeira israelense enquanto bandeiras palestinas próximas permaneceram intocadas. O torcedor protestou, mas foi informado de que era para sua segurança. O incidente evidencia um clima hostil para símbolos israelenses na Copa do Mundo.

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