
Investimento em IA supera US$ 1,2 tri, mas Fed vê choque de oferta sem pressão inflacionária
Kevin Warsh afirma que alta de preços ligada à inteligência artificial não é necessariamente inflacionária, enquanto BIS e FMI alertam para risco de colapso financeiro com gastos que já somam 725 mil milhões de dólares só este ano.
Os investimentos globais em inteligência artificial ultrapassaram 1,2 biliões de dólares desde o início de 2025, dos quais 725 mil milhões apenas este ano, mas o presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, minimizou o risco de que essa onda de gastos se traduza em inflação persistente. Em depoimento no Senado, Warsh classificou o impacto da IA como um choque de oferta — distinto de um conflito externo que reduz a capacidade produtiva — e argumentou que a resposta da oferta pode impedir que a variação pontual dos preços se torne um processo inflacionário. A visão contrasta com advertências do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do Fundo Monetário Internacional, que apontam a reversão das ações de tecnologia e a guerra entre EUA e Irão como os dois maiores riscos para a economia mundial.
O BIS detalhou que a pressão competitiva está a elevar os gastos de capital das grandes tecnológicas a um ponto em que o saldo líquido do setor, já descontados os custos de investimento, declina e pode tornar-se negativo em cenários adversos. Uma desilusão com os retornos, alerta a instituição, cortaria o financiamento e transformaria o boom num colapso com efeito em cascata sobre as condições financeiras. As chamadas Sete Magníficas perderam 2 biliões de dólares em valor de mercado desde outubro, enquanto as suas emissões de dívida ultrapassaram 170 mil milhões de dólares. Na Ásia, as ações de fabricantes de chips como TSMC, Samsung e SK Hynix chegaram a duplicar de valor num semestre, mas o índice Kospi já recuou 20% do pico, com investidores estrangeiros a vender cerca de 100 mil milhões de dólares em ações sul-coreanas.
Na perspetiva de Washington, Warsh reconheceu que os preços medidos deverão subir nos próximos doze meses, mas sublinhou que cabe ao banco central decidir se isso será ou não inflacionário. O presidente da Fed anunciou forças-tarefa para reformular as métricas de inflação — que considerou imperfeitas para captar a inflação subjacente — e deu-lhes um prazo de seis meses para apresentar análises. Afirmou ainda que o mandato de pleno emprego está em boa situação, ao contrário do de estabilidade de preços, e que a produtividade terá um efeito estruturalmente desinflacionário. Sobre a relação com a Casa Branca, garantiu que Donald Trump não tentou influenciar a política monetária e que, se tentasse, continuaria a fazer o seu trabalho de forma independente.
Enquanto isso, inquéritos do IDC na Ásia-Pacífico mostram que 37% das organizações investem agressivamente em IA com avaliação mínima de retorno, mas apenas 40% afirmam que a implementação atingiu ou superou expectativas. Na Malásia, 57,5% das empresas admitem investir com base no potencial da tecnologia, muitas vezes sem análise rigorosa de ROI, e 54% temem perder o controlo sobre a monitorização de custos à medida que o uso se expande. Nos Estados Unidos, a produtividade do trabalho cresce ao ritmo mais rápido em duas décadas, mas economistas atribuem o fenómeno mais ao mercado de trabalho aquecido, à digitalização e ao trabalho remoto do que à IA generativa, cujos efeitos transformadores, segundo analistas brasileiros da Reach Capital, só devem materializar-se na próxima década.
A próxima reunião da Reserva Federal está marcada para 28 e 29 de julho, e o prazo das forças-tarefa de Warsh coloca o segundo semestre como momento de reavaliação tanto das métricas de inflação como do impacto económico da inteligência artificial.
| Imprensa latino-americana | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | +0.20 | neutral |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
Analistas econômicos latino-americanos alertam: o boom de investimentos em IA traz riscos sistêmicos, apontando as próprias dúvidas internas do Fed sobre as métricas de inflação.
Ao citar instituições internacionais (BIS, FMI) e a própria insatisfação do Fed com suas medidas de inflação, o bloco constrói credibilidade para sua postura cética por meio de fontes autorizadas e contradições internas.
O bloco omite a garantia explícita do presidente do Fed de que os aumentos de preços não são inflacionários e que a IA impulsionará o emprego, o que suavizaria o alarme.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirma que os aumentos de preços impulsionados pela IA não são inflacionários, pois decorrem de mudanças do lado da oferta, e o Fed garantirá que a inflação permaneça sob controle.
O bloco baseia-se na citação direta das próprias palavras do presidente do Fed, apresentando sua autoridade como suficiente para estabelecer a narrativa sem análise ou contexto adicional.
O bloco omite qualquer análise crítica das métricas de inflação do Fed ou dos riscos dos investimentos em IA, presentes no bloco latino-americano.
Comentadores europeus argumentam que a perda de empregos impulsionada pela IA é administrável se a sociedade governar proativamente a transição, enquadrando a disrupção como parte normal do progresso.
O bloco usa um tom equilibrado e filosófico para normalizar a disrupção, apresentando-a como um desafio que pode ser orientado por ação coletiva e previsão, reduzindo assim o alarme.
O bloco omite os riscos macroeconômicos do investimento em IA e as preocupações inflacionárias do Fed, concentrando-se em vez disso no mercado de trabalho e na governança social.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirma que a inflação é temporária e que o banco central permanece independente de pressões políticas, tranquilizando os mercados.
O bloco baseia-se em citações diretas do presidente do Fed para transmitir autoridade e neutralidade, apresentando suas declarações como definitivas sem contexto adicional ou contestação.
O bloco omite qualquer menção à insatisfação interna do Fed com as métricas de inflação ou aos riscos do investimento em IA, destacados no bloco latino-americano.
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