
Houthis atacam petroleiros sauditas e abrem nova frente marítima no conflito Irã-EUA
Rebeldes iemenitas alvejam dois navios no Mar Vermelho, ameaçam o estreito de Bab el-Mandeb e disparam cotação do petróleo, enquanto Washington mantém ofensiva aérea contra Teerão.
Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram na quinta-feira um ataque com mísseis e drones contra dois petroleiros sauditas, o Encelia e o Layla, no Mar Vermelho. Riade confirmou que o Encelia foi atingido, provocando um incêndio na proa, sem vítimas. A ofensiva marca a abertura de uma nova frente marítima na guerra entre os Estados Unidos e o Irão, ao ameaçar o estreito de Bab el-Mandeb, por onde transita cerca de 12% do comércio global. O barril de Brent ultrapassou os 100 dólares, o valor mais elevado desde maio, refletindo o receio de disrupção prolongada nas rotas energéticas.
O grupo houthi justificou a ação como parte de um bloqueio naval imposto à Arábia Saudita, em retaliação pelo cerco saudita ao Iémen e por um ataque ao aeroporto de Sanaa. Washington, através do presidente Donald Trump, responsabilizou Teerão e prometeu “grande punição militar” contra ambos. Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária declarou o estreito de Ormuz “completamente fechado” e reivindicou ataques contra bases norte-americanas no Kuwait e na Jordânia. Para Riade, o golpe é duplo: a rota alternativa pelo Mar Vermelho, para onde desviou milhões de barris diários devido ao bloqueio de Ormuz, fica agora também sob pressão.
Analistas em Bruxelas e em Washington alertam que o alastramento do conflito a um segundo ponto de estrangulamento marítimo pode agravar a inflação global e desacelerar a economia. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, advertiu que “o choque energético pode intensificar-se”. Na perspetiva de Lisboa, a subida sustentada do crude pressiona os custos de importação e pode refletir-se nos preços dos combustíveis. Para os países lusófonos produtores, como Angola e Brasil, a alta das cotações gera receitas adicionais de curto prazo, mas observadores em Brasília e Luanda notam que uma recessão mundial anularia esses ganhos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu a situação como “à beira do inimaginável”.
A escalada ocorre após o colapso de um cessar-fogo temporário, com os EUA a realizarem a décima segunda noite consecutiva de bombardeamentos contra alvos militares iranianos, incluindo infraestruturas de mísseis e defesa aérea. O Irão, apesar dos danos, demonstra capacidade de retaliação regional. Oman tenta mediar conversações, mas sem progressos visíveis. O dossier permanece num impasse perigoso: as ameaças de Trump de destruir pontes e centrais elétricas iranianas e a promessa de Teerão de impedir a exportação de “uma única gota de petróleo” mantêm a região sob tensão máxima, sem horizonte de desescalada.
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa israelense | −0.10 | neutral |
| Imprensa africana subsaariana | −0.50 | critical |
India and South Asia record the events with detachment, giving space to both narratives.
Including Iran's counter-claim of hitting US bases in Kuwait alongside the US strikes creates an impression of balanced reporting, implying that both sides are engaged in mutual escalation.
Does not mention civilian casualties from US strikes, which are reported by sub-Saharan African press.
Israel warns that the Houthi attack creates a new oil chokepoint, expanding the threat to global security.
By framing the Houthi attack as a new chokepoint alongside the Strait of Hormuz, the bloc elevates the strategic stakes, making the conflict appear as a direct threat to global energy supplies and justifying a more aggressive response.
Does not mention casualties from US strikes or Iran's claim of hitting bases in Kuwait, focusing only on the oil threat.
Sub-Saharan Africa denounces the human cost of US strikes, highlighting civilian casualties and questioning military justifications.
By reporting the number of killed and wounded from US strikes, the bloc shifts the focus from strategic narratives to human suffering, undermining the legitimacy of the US campaign.
Does not mention the strategic oil threat or Iran's claim, focusing only on the human consequences of US strikes.
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