Entrar
Edição das 10:00 CETdomingo, 21 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas396 briefing hoje
Esporteterça-feira, 16 de junho de 2026

Gana abre Mundial 2026 contra Panamá com a sombra da ausência de Thomas Partey

O médio ganês foi impedido de entrar no Canadá devido a acusações de violação no Reino Unido, num caso que abala a preparação da equipa de Carlos Queiroz para o Grupo L, que inclui Inglaterra e Croácia.

A ausência forçada de Thomas Partey domina as vésperas da estreia do Gana no Mundial 2026. O médio do Villarreal, figura central da seleção, teve o visto negado pelas autoridades canadianas e viu o tribunal federal rejeitar um recurso de emergência na terça-feira. As acusações de violação e agressão sexual que enfrenta no Reino Unido, e que nega, motivaram a decisão, criando um vazio no meio-campo ganês e uma distração indesejada, como lamentou o deputado Dickson Kyere Duah. O treinador português Carlos Queiroz afirmou que jogará “com as cartas que tem”, enquanto os companheiros prometem vencer em homenagem ao colega ausente.

O jogo desta quarta-feira (17 de junho) no BMO Field, em Toronto, é o primeiro encontro da história entre ganeses e panamianos. Integrados no Grupo L, ao lado de Inglaterra e Croácia, ambos sabem que um tropeço inicial comprometeria seriamente as aspirações de chegar aos oitavos de final. O Gana, na sua quinta participação consecutiva, chega sem vitórias nos últimos sete jogos, mas com a confiança de ter liderado o seu grupo de qualificação africana. O Panamá, segunda presença em Mundiais, apresenta-se com um registo sólido sob o comando de Thomas Christiansen e ocupa o 34.º lugar no ranking da FIFA, muito acima do 73.º dos africanos. No Brasil, a CazéTV transmite o duelo, que analistas locais classificam como um confronto de “cavalos negros”.

Em Acra, a mobilização é total. O Presidente John Dramani Mahama garantiu a transmissão gratuita dos jogos da seleção em todo o território nacional e distribuiu bilhetes à diáspora no Canadá. A vice-presidente visitou o hotel da equipa, e o ex-vice-presidente Mahamudu Bawumia também enviou mensagens de apoio. Antigos internacionais e adeptos consultados pela imprensa local mostram-se confiantes numa vitória, embora alguns admitam um equilíbrio de forças. Queiroz apelou ao “12.º jogador” nas bancadas, consciente de que o ambiente pode ser decisivo.

A perspetiva a partir de Lisboa recai inevitavelmente sobre Carlos Queiroz, técnico português que já orientou o Real Madrid e a seleção do Irão, agora a tentar relançar o Gana após o fracasso na Taça das Nações Africanas. A ausência de Partey obriga a soluções de recurso, como o jovem Caleb Yirenkyi, apontado por Laryea Kingston como substituto ideal. Do lado panamiano, a confiança é alta: a “Marea Roja” chegou a Toronto escoltada por dezenas de adeptos, e Christiansen rejeita qualquer facilitismo. Em África, o Gana carrega a responsabilidade de manter a imagem competitiva do continente, depois de a Costa do Marfim ter vencido o Equador e a Tunísia ter sido goleada pela Suécia.

O desfecho deste jogo inaugural ditará o tom da campanha ganesa. Uma derrota tornaria quase proibitiva a passagem aos mata-matas, com Inglaterra e Croácia no horizonte. Queiroz aposta na força física e na inteligência tática de Antoine Semenyo, que Emmanuel Agyemang Badu descreveu como o “cartaz” da equipa. A capacidade de superar a baixa de Partey e de canalizar a emoção coletiva para dentro de campo definirá se as “Estrelas Negras” conseguem escrever um novo capítulo positivo na sua história mundialista.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

48%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa africana subsaarianaImprensa do Sudeste Asiático
Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
UrgênciaPragmatismoRevanchismo

Para Gana, o jogo de abertura contra o Panamá é um imperativo inegociável. As Black Stars, impulsionadas por um forte apoio político e um elenco unido, estão determinadas a apagar as decepções passadas e iniciar a campanha na Copa do Mundo com uma vitória. O técnico Queiroz declarou que a partida é de vitória obrigatória, pois no futebol só os resultados importam.

Imprensa do Sudeste Asiático
DistanciamentoPragmatismo

O confronto Gana-Panamá é enquadrado como um duelo de abertura equilibrado em um grupo difícil. Analistas destacam as dificuldades recentes de Gana e o peso das expectativas, enquanto o Panamá é retratado como uma equipe em ascensão constante. A partida é vista como um teste crucial, mas imprevisível, para as ambições de ambas as seleções de avançar.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Ataque ucraniano com drones no estreito de Kerch mata cinco e provoca crise de combustíveis na Crimeia·Crianças ficam suspensas em brinquedos na Itália e EUA; México registra dez feridos·Artemis III anuncia tripulação só de homens e reacende debate sobre diversidade na exploração lunar·Paraguai vence Turquia com gol relâmpago, polêmica do relógio e decide vaga na última rodada·Delegações dos EUA e do Irão iniciam negociações de paz na Suíça·Violência sexual contra menores e agressões mobilizam comunidades na Indonésia, México e Suécia·Da China à Argentina, pacientes de ELA e Alzheimer partilham luta por dignidade·Trump ameaça cobrar pedágio em Ormuz se acordo final com o Irã não for alcançado·Ataque ucraniano com drones no estreito de Kerch mata cinco e provoca crise de combustíveis na Crimeia·Crianças ficam suspensas em brinquedos na Itália e EUA; México registra dez feridos·Artemis III anuncia tripulação só de homens e reacende debate sobre diversidade na exploração lunar·Paraguai vence Turquia com gol relâmpago, polêmica do relógio e decide vaga na última rodada·Delegações dos EUA e do Irão iniciam negociações de paz na Suíça·Violência sexual contra menores e agressões mobilizam comunidades na Indonésia, México e Suécia·Da China à Argentina, pacientes de ELA e Alzheimer partilham luta por dignidade·Trump ameaça cobrar pedágio em Ormuz se acordo final com o Irã não for alcançado·
Atualizado 15:524 idiomas · 10 veículos
10 veículos|4 idiomas|3 min de leitura
terça-feira, 16 de junho de 2026

Gana abre Mundial 2026 contra Panamá com a sombra da ausência de Thomas Partey

O médio ganês foi impedido de entrar no Canadá devido a acusações de violação no Reino Unido, num caso que abala a preparação da equipa de Carlos Queiroz para o Grupo L, que inclui Inglaterra e Croácia.

A ausência forçada de Thomas Partey domina as vésperas da estreia do Gana no Mundial 2026. O médio do Villarreal, figura central da seleção, teve o visto negado pelas autoridades canadianas e viu o tribunal federal rejeitar um recurso de emergência na terça-feira. As acusações de violação e agressão sexual que enfrenta no Reino Unido, e que nega, motivaram a decisão, criando um vazio no meio-campo ganês e uma distração indesejada, como lamentou o deputado Dickson Kyere Duah. O treinador português Carlos Queiroz afirmou que jogará “com as cartas que tem”, enquanto os companheiros prometem vencer em homenagem ao colega ausente.

O jogo desta quarta-feira (17 de junho) no BMO Field, em Toronto, é o primeiro encontro da história entre ganeses e panamianos. Integrados no Grupo L, ao lado de Inglaterra e Croácia, ambos sabem que um tropeço inicial comprometeria seriamente as aspirações de chegar aos oitavos de final. O Gana, na sua quinta participação consecutiva, chega sem vitórias nos últimos sete jogos, mas com a confiança de ter liderado o seu grupo de qualificação africana. O Panamá, segunda presença em Mundiais, apresenta-se com um registo sólido sob o comando de Thomas Christiansen e ocupa o 34.º lugar no ranking da FIFA, muito acima do 73.º dos africanos. No Brasil, a CazéTV transmite o duelo, que analistas locais classificam como um confronto de “cavalos negros”.

Em Acra, a mobilização é total. O Presidente John Dramani Mahama garantiu a transmissão gratuita dos jogos da seleção em todo o território nacional e distribuiu bilhetes à diáspora no Canadá. A vice-presidente visitou o hotel da equipa, e o ex-vice-presidente Mahamudu Bawumia também enviou mensagens de apoio. Antigos internacionais e adeptos consultados pela imprensa local mostram-se confiantes numa vitória, embora alguns admitam um equilíbrio de forças. Queiroz apelou ao “12.º jogador” nas bancadas, consciente de que o ambiente pode ser decisivo.

A perspetiva a partir de Lisboa recai inevitavelmente sobre Carlos Queiroz, técnico português que já orientou o Real Madrid e a seleção do Irão, agora a tentar relançar o Gana após o fracasso na Taça das Nações Africanas. A ausência de Partey obriga a soluções de recurso, como o jovem Caleb Yirenkyi, apontado por Laryea Kingston como substituto ideal. Do lado panamiano, a confiança é alta: a “Marea Roja” chegou a Toronto escoltada por dezenas de adeptos, e Christiansen rejeita qualquer facilitismo. Em África, o Gana carrega a responsabilidade de manter a imagem competitiva do continente, depois de a Costa do Marfim ter vencido o Equador e a Tunísia ter sido goleada pela Suécia.

O desfecho deste jogo inaugural ditará o tom da campanha ganesa. Uma derrota tornaria quase proibitiva a passagem aos mata-matas, com Inglaterra e Croácia no horizonte. Queiroz aposta na força física e na inteligência tática de Antoine Semenyo, que Emmanuel Agyemang Badu descreveu como o “cartaz” da equipa. A capacidade de superar a baixa de Partey e de canalizar a emoção coletiva para dentro de campo definirá se as “Estrelas Negras” conseguem escrever um novo capítulo positivo na sua história mundialista.

Divergência das fontes

Esporte · 10 veículos · 4 idiomas

48%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável60%
Neutro40%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa africana subsaarianaImprensa do Sudeste Asiático
Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
UrgênciaPragmatismoRevanchismo

Para Gana, o jogo de abertura contra o Panamá é um imperativo inegociável. As Black Stars, impulsionadas por um forte apoio político e um elenco unido, estão determinadas a apagar as decepções passadas e iniciar a campanha na Copa do Mundo com uma vitória. O técnico Queiroz declarou que a partida é de vitória obrigatória, pois no futebol só os resultados importam.

Imprensa do Sudeste Asiático
DistanciamentoPragmatismo

O confronto Gana-Panamá é enquadrado como um duelo de abertura equilibrado em um grupo difícil. Analistas destacam as dificuldades recentes de Gana e o peso das expectativas, enquanto o Panamá é retratado como uma equipe em ascensão constante. A partida é vista como um teste crucial, mas imprevisível, para as ambições de ambas as seleções de avançar.

Esta notícia apareceu em

10 veículos · 4 idiomas

Artigos relacionados

Esporte

Curaçau faz história com empate heroico e Alemanha garante liderança do Grupo E

8 idiomas · 44 veículos

Esporte

Japão atropela Tunísia por 4 a 0 no jogo 1.000 das Copas e fica a um passo das oitavas

7 idiomas · 29 veículos

Geopolítica & Política

Diálogo EUA-Irão arranca na Suíça com Líbano no topo da agenda

8 idiomas · 23 veículos

Ler mais