
Espanha e Bélgica reeditam duelo de 1986 por vaga na semifinal
Invicta e sem sofrer gols, a Espanha enfrenta uma Bélgica em ascensão, que busca quebrar jejum de 46 anos e repetir o feito do México.
O Estádio SoFi, em Los Angeles, recebe nesta sexta-feira (10) o reencontro de duas seleções europeias separadas por quatro décadas de história mundialista. Espanha e Bélgica disputam uma vaga nas semifinais do Mundial de 2026, repetindo o confronto dos quartos de final de 1986, quando os belgas eliminaram os espanhóis nos pênaltis. O vencedor enfrentará a França, que já garantiu presença na próxima fase após bater Marrocos por 2 a 0.
A campanha espanhola até aqui tem como alicerce uma defesa intransponível. A equipa de Luis de la Fuente não sofreu qualquer golo em cinco jogos, estabelecendo um recorde de seis partidas consecutivas sem ser vazada em Copas do Mundo, com o guarda-redes Unai Simón a acumular 609 minutos de invencibilidade. O percurso ofensivo, contudo, ainda não atingiu o brilho esperado: Lamine Yamal, a principal figura criativa, marcou apenas um golo e não deu assistências, enquanto Mikel Oyarzabal assumiu o protagonismo com quatro tentos. A vitória tangencial sobre Portugal nos oitavos, selada por Mikel Merino nos descontos, reforçou a imagem de um coletivo sólido, mas que, na perspetiva de analistas em Madrid, ainda não exibiu a versão mais exuberante do seu futebol de posse.
A Bélgica chega ao duelo com uma trajetória de superação. Depois de dois empates mornos na fase de grupos, a equipa de Rudi Garcia renasceu com uma reviravolta épica diante do Senegal (3-2, após estar a perder por 2-0) e uma goleada por 4-1 sobre os anfitriões Estados Unidos. Romelu Lukaku, utilizado como suplente de luxo, já soma três golos e tornou-se uma arma letal a partir do banco, enquanto Charles De Ketelaere brilhou com um bis frente aos norte-americanos. Apesar da ausência do médio Amadou Onana, lesionado, a imprensa belga sublinha a confiança de um grupo que se vê como “azarão” e que pretende reeditar o espírito de 1986, quando também surpreendeu a Espanha nesta mesma fase.
O historial do confronto é amplamente favorável à Roja: em 23 encontros, soma 12 vitórias contra apenas cinco dos Diabos Vermelhos, e não perde para os belgas há 46 anos, desde a Eurocopa de 1980. Em Copas, o equilíbrio é total — uma vitória para cada lado —, mas a memória do México 86 permanece viva. No Brasil, a análise destaca o contraste entre a defesa espanhola, ainda não vazada, e o ataque belga, que já marcou 13 vezes, o terceiro melhor do torneio. Em Portugal, observa-se que a Bélgica tenta encerrar um jejum geracional, enquanto a Espanha procura regressar a uma semifinal que não pisa desde o título de 2010.
O desfecho em Los Angeles definirá o adversário da França na semifinal de Dallas, no próximo dia 14. Para a Espanha, será a oportunidade de confirmar o favoritismo e manter viva a ambição de um segundo título mundial; para a Bélgica, a hipótese de escrever um novo capítulo de glória para uma geração que ainda persegue o pódio máximo.
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| Imprensa africana subsaariana | +0.10 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.30 | aligned |
A Espanha deve parar uma Bélgica irreverente, galvanizada por um controverso perdão presidencial.
O uso do adjetivo 'irreverente' e a referência ao 'caso Balogun' criam um quadro de leve zombaria em relação à equipe belga, diminuindo sua seriedade como adversário.
Não menciona o recorde de seis jogos consecutivos sem sofrer gols da Espanha, um ponto central em outros relatos.
A Espanha ergueu uma muralha defensiva que a Bélgica deve derrubar para avançar.
O uso repetido de metáforas como 'ferrenha' e 'rachar' constrói a defesa espanhola como um obstáculo quase intransponível, aumentando a aposta.
Não menciona a controvérsia do caso Balogun que influenciou o caminho da Bélgica.
A Espanha é o verdadeiro rei do futebol e provará sua superioridade contra uma Bélgica perigosa, mas vencível.
O uso de epítetos como 'verdadeiro rei' e um tom profético na previsão criam uma narrativa de triunfo espanhol inevitável, reforçada pela referência à defesa invicta.
A narrativa triunfalista omite as recentes vitórias da Bélgica e a controvérsia que as precedeu, concentrando-se apenas na superioridade espanhola.
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