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Mídia e Entretenimentosexta-feira, 26 de junho de 2026

Entre tempestades e estrelas: o adeus de 'The Bear' e a consagração dos novos mestres da pizza

Enquanto a série que redefiniu a ficção gastronómica se despede com um serviço caótico sob um dilúvio em Chicago, chefs lusófonos e mundiais recebem distinções que espelham uma nova geografia do prestígio culinário.

A água invade a cozinha. As câmaras frigoríficas falham, os fornecedores cortam o crédito e uma tempestade quase afoga Chicago. É neste cenário, descrito pelo ator Jeremy Allen White como um episódio em que «o espetador não pode respirar», que a quinta e última temporada de “The Bear” comprime oito episódios numa única noite de serviço. A série da FX, que começou por retratar a transformação de uma sanduicharia de bairro num restaurante de alta cozinha, termina com a equipa a descobrir, na manhã seguinte ao caos, que o inspetor do Guia Michelin já os visitara em segredo meses antes — e que o veredito não foi uma, mas duas estrelas.

A despedida de Carmen Berzatto e Sydney Adamu coincide com um momento em que o reconhecimento gastronómico se espalha por territórios antes periféricos. Em Milão, o italiano radicado no Brasil Dani Branca subiu ao 42.º lugar na lista dos 100 melhores pizzaiolos do mundo do The Best Pizza Awards, a quarta subida consecutiva desde 2023. A trabalhar numa pizzaria integrada numa fazenda produtora de azeite em Santo António do Pinhal, na Serra da Mantiqueira, Branca atribui o seu progresso à descoberta diária dos produtos regionais. «Essa experiência traz muito mais vontade de colocar nas pizzas os produtos da nossa região», afirmou. Observadores no Brasil notam que a trajetória do chef valida uma corrente que procura aliar a tradição italiana a ingredientes locais, num país onde a pizza há muito se tornou património afetivo.

A mesma edição dos prémios distinguiu dois canadianos — Ryan Baddeley, de Toronto, e Cédric Toullec, de Halifax — e consagrou pela segunda vez o italiano Francesco Martucci como o melhor do mundo. Toullec, que trabalha com cereais antigos e agricultura regenerativa, vê o galardão como uma oportunidade para «falar de algo maior do que a pizza», ligando o ofício às crises agrícolas e ecológicas. A lista de 150 nomes, oriundos de 39 países, reflete uma cartografia onde a excelência já não se concentra apenas em Nápoles ou Nova Iorque, mas se afirma em cidades como Guaratinguetá e Halifax.

Do outro lado do Atlântico, os James Beard Awards, frequentemente apelidados de «Óscares da gastronomia», coroaram em Chicago o restaurante tailandês Kalaya como o melhor dos Estados Unidos e distinguiram o chef Adrian Torres, do Maximo, no Texas, como chef revelação. Torres, beneficiário do programa DACA que protege imigrantes chegados em criança, usou o palco para evocar as suas raízes, num eco do discurso do governador de Illinois, que sublinhou a pressão crescente sobre os trabalhadores imigrantes no setor. A cerimónia, que reuniu cerca de duas mil figuras do meio, reforça a ideia de que a restauração norte-americana se tornou um espaço de afirmação para cozinhas e identidades diaspóricas.

Para o público que acompanhou “The Bear” ao longo de cinco anos, o encerramento da série oferece um raro consolo: a equipa não se desfaz no fracasso, mas encontra uma estabilidade improvável. Carmy abandona a cozinha para estagiar num ateliê de arquitetura, enquanto Sydney assume a liderança de um restaurante agora blindado por duas estrelas Michelin. A imagem final, com os dois protagonistas abraçados na sala de jantar vazia sob a luz da manhã, ecoa a pergunta que a série sempre colocou: é possível sair da voragem sem perder o que se construiu? A resposta, desta vez, não está no prato, mas no silêncio depois do serviço.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa europeia continentalImprensa latino-americana
Imprensa europeia continental
DistanciamentoPragmatismo

A imprensa sueca reflete sobre a conclusão emocional do drama culinário 'The Bear', com o elenco se despedindo de forma agridoce após cinco temporadas. A última temporada, comprimida em um único dia caótico, captura a pressão incessante da alta gastronomia e o custo pessoal da busca por uma estrela Michelin. A narrativa sublinha o fim de uma era para a cozinha fictícia, enquanto a gastronomia real continua a evoluir.

Imprensa latino-americana
TriunfoPragmatismo

A mídia latino-americana celebra a conquista notável de um chef brasileiro, com Dani Branca sendo eleito o melhor pizzaiolo da América Latina e classificado entre os 50 melhores do mundo. A matéria destaca a ascensão constante do chef na elite global da pizza, trazendo orgulho para o interior de São Paulo. Esse reconhecimento sinaliza a influência crescente do talento culinário latino-americano no cenário internacional.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Entre tempestades e estrelas: o adeus de 'The Bear' e a consagração dos novos mestres da pizza

Enquanto a série que redefiniu a ficção gastronómica se despede com um serviço caótico sob um dilúvio em Chicago, chefs lusófonos e mundiais recebem distinções que espelham uma nova geografia do prestígio culinário.

A água invade a cozinha. As câmaras frigoríficas falham, os fornecedores cortam o crédito e uma tempestade quase afoga Chicago. É neste cenário, descrito pelo ator Jeremy Allen White como um episódio em que «o espetador não pode respirar», que a quinta e última temporada de “The Bear” comprime oito episódios numa única noite de serviço. A série da FX, que começou por retratar a transformação de uma sanduicharia de bairro num restaurante de alta cozinha, termina com a equipa a descobrir, na manhã seguinte ao caos, que o inspetor do Guia Michelin já os visitara em segredo meses antes — e que o veredito não foi uma, mas duas estrelas.

A despedida de Carmen Berzatto e Sydney Adamu coincide com um momento em que o reconhecimento gastronómico se espalha por territórios antes periféricos. Em Milão, o italiano radicado no Brasil Dani Branca subiu ao 42.º lugar na lista dos 100 melhores pizzaiolos do mundo do The Best Pizza Awards, a quarta subida consecutiva desde 2023. A trabalhar numa pizzaria integrada numa fazenda produtora de azeite em Santo António do Pinhal, na Serra da Mantiqueira, Branca atribui o seu progresso à descoberta diária dos produtos regionais. «Essa experiência traz muito mais vontade de colocar nas pizzas os produtos da nossa região», afirmou. Observadores no Brasil notam que a trajetória do chef valida uma corrente que procura aliar a tradição italiana a ingredientes locais, num país onde a pizza há muito se tornou património afetivo.

A mesma edição dos prémios distinguiu dois canadianos — Ryan Baddeley, de Toronto, e Cédric Toullec, de Halifax — e consagrou pela segunda vez o italiano Francesco Martucci como o melhor do mundo. Toullec, que trabalha com cereais antigos e agricultura regenerativa, vê o galardão como uma oportunidade para «falar de algo maior do que a pizza», ligando o ofício às crises agrícolas e ecológicas. A lista de 150 nomes, oriundos de 39 países, reflete uma cartografia onde a excelência já não se concentra apenas em Nápoles ou Nova Iorque, mas se afirma em cidades como Guaratinguetá e Halifax.

Do outro lado do Atlântico, os James Beard Awards, frequentemente apelidados de «Óscares da gastronomia», coroaram em Chicago o restaurante tailandês Kalaya como o melhor dos Estados Unidos e distinguiram o chef Adrian Torres, do Maximo, no Texas, como chef revelação. Torres, beneficiário do programa DACA que protege imigrantes chegados em criança, usou o palco para evocar as suas raízes, num eco do discurso do governador de Illinois, que sublinhou a pressão crescente sobre os trabalhadores imigrantes no setor. A cerimónia, que reuniu cerca de duas mil figuras do meio, reforça a ideia de que a restauração norte-americana se tornou um espaço de afirmação para cozinhas e identidades diaspóricas.

Para o público que acompanhou “The Bear” ao longo de cinco anos, o encerramento da série oferece um raro consolo: a equipa não se desfaz no fracasso, mas encontra uma estabilidade improvável. Carmy abandona a cozinha para estagiar num ateliê de arquitetura, enquanto Sydney assume a liderança de um restaurante agora blindado por duas estrelas Michelin. A imagem final, com os dois protagonistas abraçados na sala de jantar vazia sob a luz da manhã, ecoa a pergunta que a série sempre colocou: é possível sair da voragem sem perder o que se construiu? A resposta, desta vez, não está no prato, mas no silêncio depois do serviço.

Divergência das fontes

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Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa latino-americana
Imprensa europeia continental
DistanciamentoPragmatismo

A imprensa sueca reflete sobre a conclusão emocional do drama culinário 'The Bear', com o elenco se despedindo de forma agridoce após cinco temporadas. A última temporada, comprimida em um único dia caótico, captura a pressão incessante da alta gastronomia e o custo pessoal da busca por uma estrela Michelin. A narrativa sublinha o fim de uma era para a cozinha fictícia, enquanto a gastronomia real continua a evoluir.

Imprensa latino-americana
TriunfoPragmatismo

A mídia latino-americana celebra a conquista notável de um chef brasileiro, com Dani Branca sendo eleito o melhor pizzaiolo da América Latina e classificado entre os 50 melhores do mundo. A matéria destaca a ascensão constante do chef na elite global da pizza, trazendo orgulho para o interior de São Paulo. Esse reconhecimento sinaliza a influência crescente do talento culinário latino-americano no cenário internacional.

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