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Energia e Climaterça-feira, 16 de junho de 2026

Super El Niño de 2026 é confirmado por satélites e agências globais

Fenómeno climático ganha força no Pacífico com 90% de probabilidade de ser intenso, ameaçando colheitas na Ásia, provocando chuvas atípicas no Brasil e seca na Austrália.

A formação de um Super El Niño em 2026 foi captada com nitidez por satélites da Agência Espacial Europeia, que divulgaram imagens das anomalias térmicas na superfície do Pacífico tropical no início de junho. Os registos mostram um aquecimento acelerado das águas equatoriais, confirmando as projeções dos principais centros meteorológicos mundiais. O fenómeno foi oficialmente declarado pela NOAA, dos Estados Unidos, e pelo serviço australiano, que o classificam como potencialmente um dos mais intensos das últimas sete décadas. Modelos climáticos elevam a probabilidade de um evento forte para 90% no segundo semestre, com a Organização Meteorológica Mundial a alertar para uma combinação perigosa de secas, chuvas excessivas e ondas de calor extremo.

Na América do Sul, os efeitos já se manifestam de forma desigual. No Brasil, cidades do centro-oeste como Divinópolis registaram o junho mais chuvoso desde 2018, um desvio atribuído diretamente à influência do El Niño sobre os padrões de precipitação. O Peru emitiu alertas para chuvas acima do normal na costa e no interior até agosto, aumentando o risco de inundações e deslizamentos. Na Argentina, a província de Entre Ríos prepara-se para um impacto severo, com projeções de precipitações intensas que podem afetar a produção agrícola. Já a Colômbia, onde historicamente 82% dos danos climáticos ao setor agropecuário vêm da seca, vê o Banco Agrário lançar planos de mitigação diante de uma probabilidade de 82% de instauração do fenómeno no trimestre atual.

Do outro lado do Pacífico, a Austrália enfrenta um cenário oposto. O Bureau of Meteorology declarou um evento “muito forte” e alertou para um verão de seca, ondas de calor e risco elevado de incêndios florestais, agravado pelas alterações climáticas que já adicionaram cerca de 1,5°C ao sistema. No Sudeste Asiático, a perspetiva de calor e seca ameaça as colheitas de arroz e óleo de palma, num momento em que a região ainda lida com os choques económicos da guerra no Irão, gerando receios quanto ao abastecimento alimentar. No Golfo Pérsico, os Emirados Árabes Unidos preveem um verão mais quente e húmido, com 98% de probabilidade de condições de El Niño até novembro, o que pode intensificar tempestades outonais.

A escala global do fenómeno reacende o debate sobre a interação entre variabilidade natural e crise climática. Cientistas australianos sublinham que o El Niño e o aquecimento global formam uma “combinação alarmante”, capaz de sobrecarregar eventos extremos como secas-relâmpago e incêndios. A Organização Meteorológica Mundial insiste na necessidade de preparação para impactos em cascata sobre a produção de alimentos, os preços de energia e a logística de transportes. Enquanto o Pacífico continua a aquecer, governos e setores produtivos correm contra o tempo para ajustar planos de contingência, cientes de que a magnitude exata do Super El Niño de 2026-2027 ainda guarda margens de incerteza.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imagens de satélite confirmam a formação de um Super El Niño, com 90% de probabilidade de impactos severos. No Brasil, as autoridades alertam para clima extremo e aumento das contas de luz devido ao acionamento de térmicas, enquanto a Fitch adverte que países vulneráveis enfrentam riscos elevados de choques econômicos. A província argentina de Entre Ríos se prepara para efeitos de intensidade excepcional.

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O Bureau of Meteorology da Austrália declarou oficialmente um El Niño muito forte, possivelmente o mais intenso já registrado, aumentando o risco de seca, ondas de calor e incêndios florestais. Espera-se que o evento perturbe os padrões climáticos globais e traga algumas das condições mais quentes e secas da história moderna do país.

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Super El Niño de 2026 é confirmado por satélites e agências globais

Fenómeno climático ganha força no Pacífico com 90% de probabilidade de ser intenso, ameaçando colheitas na Ásia, provocando chuvas atípicas no Brasil e seca na Austrália.

A formação de um Super El Niño em 2026 foi captada com nitidez por satélites da Agência Espacial Europeia, que divulgaram imagens das anomalias térmicas na superfície do Pacífico tropical no início de junho. Os registos mostram um aquecimento acelerado das águas equatoriais, confirmando as projeções dos principais centros meteorológicos mundiais. O fenómeno foi oficialmente declarado pela NOAA, dos Estados Unidos, e pelo serviço australiano, que o classificam como potencialmente um dos mais intensos das últimas sete décadas. Modelos climáticos elevam a probabilidade de um evento forte para 90% no segundo semestre, com a Organização Meteorológica Mundial a alertar para uma combinação perigosa de secas, chuvas excessivas e ondas de calor extremo.

Na América do Sul, os efeitos já se manifestam de forma desigual. No Brasil, cidades do centro-oeste como Divinópolis registaram o junho mais chuvoso desde 2018, um desvio atribuído diretamente à influência do El Niño sobre os padrões de precipitação. O Peru emitiu alertas para chuvas acima do normal na costa e no interior até agosto, aumentando o risco de inundações e deslizamentos. Na Argentina, a província de Entre Ríos prepara-se para um impacto severo, com projeções de precipitações intensas que podem afetar a produção agrícola. Já a Colômbia, onde historicamente 82% dos danos climáticos ao setor agropecuário vêm da seca, vê o Banco Agrário lançar planos de mitigação diante de uma probabilidade de 82% de instauração do fenómeno no trimestre atual.

Do outro lado do Pacífico, a Austrália enfrenta um cenário oposto. O Bureau of Meteorology declarou um evento “muito forte” e alertou para um verão de seca, ondas de calor e risco elevado de incêndios florestais, agravado pelas alterações climáticas que já adicionaram cerca de 1,5°C ao sistema. No Sudeste Asiático, a perspetiva de calor e seca ameaça as colheitas de arroz e óleo de palma, num momento em que a região ainda lida com os choques económicos da guerra no Irão, gerando receios quanto ao abastecimento alimentar. No Golfo Pérsico, os Emirados Árabes Unidos preveem um verão mais quente e húmido, com 98% de probabilidade de condições de El Niño até novembro, o que pode intensificar tempestades outonais.

A escala global do fenómeno reacende o debate sobre a interação entre variabilidade natural e crise climática. Cientistas australianos sublinham que o El Niño e o aquecimento global formam uma “combinação alarmante”, capaz de sobrecarregar eventos extremos como secas-relâmpago e incêndios. A Organização Meteorológica Mundial insiste na necessidade de preparação para impactos em cascata sobre a produção de alimentos, os preços de energia e a logística de transportes. Enquanto o Pacífico continua a aquecer, governos e setores produtivos correm contra o tempo para ajustar planos de contingência, cientes de que a magnitude exata do Super El Niño de 2026-2027 ainda guarda margens de incerteza.

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Imagens de satélite confirmam a formação de um Super El Niño, com 90% de probabilidade de impactos severos. No Brasil, as autoridades alertam para clima extremo e aumento das contas de luz devido ao acionamento de térmicas, enquanto a Fitch adverte que países vulneráveis enfrentam riscos elevados de choques econômicos. A província argentina de Entre Ríos se prepara para efeitos de intensidade excepcional.

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O Bureau of Meteorology da Austrália declarou oficialmente um El Niño muito forte, possivelmente o mais intenso já registrado, aumentando o risco de seca, ondas de calor e incêndios florestais. Espera-se que o evento perturbe os padrões climáticos globais e traga algumas das condições mais quentes e secas da história moderna do país.

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