
Desistências em Montreal contrastam com vitória de Tsitsipas e estreia de Scheffler
Sinner, Djokovic e Alcaraz falham o torneio canadiano, enquanto o grego conquista o título em Gstaad e o número um do golfe inicia bem o 3M Open.
Os Masters 1000 de Montreal sofreram três ausências de peso, com Jannik Sinner, Novak Djokovic e Carlos Alcaraz a falharem o torneio. Sinner e Djokovic anunciaram a desistência a poucos dias do evento, repetindo o cenário de 2024. A diretora Valérie Tétreault lamentou a decisão, classificando-a como «sintoma de um problema mais amplo» no ténis e pedindo ajustes ao calendário ATP. Na perspetiva de analistas europeus, a frequência destas desistências tardias reflete a sobrecarga do circuito. A imprensa italiana sublinha que Sinner procura gerir o esforço após vencer Wimbledon, visando o US Open. No Canadá, a frustração é generalizada, enquanto observadores em Lisboa notam que a ausência destas estrelas retira brilho a um torneio que se assume como preparação crucial para Nova Iorque.
Com os três primeiros do ranking fora, Alexander Zverev e Félix Auger-Aliassime tornam-se os principais cabeças de série. Auger-Aliassime, canadiano, tentará aproveitar o quadro mais acessível para superar os quartos de final alcançados em 2022. A ausência de Sinner interrompe uma série de seis títulos consecutivos em Masters 1000, um feito que o colocava num patamar histórico. A participação de vários italianos, como Cobolli e Musetti, acrescenta algum interesse lateral, mas a perda de poder mediático é notada, em particular pelos canais desportivos brasileiros, que aguardavam a presença dos grandes nomes.
Contrastando com os desfalques no Canadá, Stefanos Tsitsipas voltou aos títulos no saibro de Gstaad, batendo o belga Raphael Collignon na final do ATP 250 suíço. O grego, que não vencia desde março de 2025, impôs-se por 6-4, 6-7(3) e 6-3, num jogo em que não cometeu duplas-faltas e mostrou eficácia nos momentos decisivos. O triunfo, o 13.º da carreira, fá-lo-á subir do 85.º para o 55.º lugar do ranking mundial. Para a imprensa grega, o resultado sinaliza um renascimento que pode catapultá-lo para a temporada de piso rápido. Nos países lusófonos, o feito de Tsitsipas é acompanhado com curiosidade, lembrando a profundidade do ténis para além das superestrelas.
No golfe, Scottie Scheffler estreou-se no 3M Open, no Minnesota, com uma volta imaculada de 65 pancadas, sem bogeys, que o colocou entre os primeiros. A sua presença fez disparar a procura de bilhetes, criando um ambiente atípico para um torneio do PGA Tour fora dos playoffs. Scheffler justificou a escolha do calendário com a vontade de manter o ritmo competitivo. Embora o golfe não domine nos países de língua portuguesa, a excelência do número um mundial gera interesse crescente no Brasil. O torneio prossegue com a segunda volta, enquanto no ténis as atenções se voltam para o Masters de Cincinnati e o US Open.
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