
Mundial 2026: Inglaterra brilha com Kane, Portugal tropeça com Ronaldo apagado
Enquanto Harry Kane liderou goleada inglesa sobre a Croácia, Cristiano Ronaldo ficou em branco no empate de Portugal com o Congo, que fez história com seu primeiro gol em Copas.
O sétimo dia do Mundial de 2026 expôs contrastes geracionais e geopolíticos no futebol. Em Houston, Cristiano Ronaldo tornou-se o segundo jogador a disputar seis Copas e o mais velho de campo a ser titular, mas saiu de campo sem remates à baliza, prolongando um jejum de dez jogos consecutivos sem marcar por Portugal em grandes torneios. O empate a um golo com a República Democrática do Congo — o primeiro ponto e o primeiro golo congolês em 52 anos de ausência da competição — foi recebido com euforia em Kinshasa e perplexidade em Lisboa. João Neves cabeceou cedo para os lusos, mas Yoane Wissa, sobrevivente de um ataque com ácido, igualou nos descontos do primeiro tempo e inscreveu o nome na história.
A imprensa portuguesa classificou a exibição como “dececionante” e “embaraçosa”, enquanto analistas brasileiros sublinharam o contraste com o hat-trick de Lionel Messi na véspera. Roberto Martínez defendeu a permanência de Ronaldo durante os 90 minutos, alegando que seria “um disparate” substituir o melhor marcador de sempre, mas reconheceu que a equipa perdeu variação ofensiva após o golo madrugador. O capitão português abandonou o estádio sem falar aos jornalistas e limitou-se a publicar uma mensagem de resiliência nas redes sociais. Do lado africano, o técnico Sébastien Desabre exaltou o cumprimento do plano de jogo e o simbolismo do resultado para um país mergulhado em conflitos no leste.
Em Dallas, a Inglaterra de Thomas Tuchel ofereceu o espetáculo mais vibrante do torneio até agora. Harry Kane bisou — primeiro de penálti repetido por invasão e depois de cabeça — e igualou os dez golos de Gary Lineker em Mundiais. A Croácia, com Luka Modrić a cometer o penálti e a passar discreto, respondeu duas vezes por Martin Baturina e Petar Musa, mas Jude Bellingham e Marcus Rashford sentenciaram o 4-2 final. Observadores em Londres destacaram a intervenção de Tuchel ao intervalo: “Se perdermos, perdemos à nossa maneira”, terá dito o alemão, incutindo uma agressividade que transformou a segunda parte.
Os resultados reforçam a imprevisibilidade do novo formato com 48 seleções. Depois de Cabo Verde travar a Espanha, o Congo voltou a mostrar que a distância entre potências europeias e seleções africanas se esbate. Portugal enfrenta agora o Uzbequistão sob pressão, enquanto a Inglaterra lidera o Grupo L e alimenta o sonho de encerrar 60 anos de jejum. O mesmo dia em que Kane confirmou o estatuto de candidato ao título deixou Ronaldo a contemplar um crepúsculo que a história ainda não escreveu.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A estreia de Portugal na Copa do Mundo é tratada como uma chance de ouro para Cristiano Ronaldo provar sua grandeza e conduzir sua equipe estrelada à glória. A cobertura é urgente e triunfante, com links de streaming ao vivo e atualizações em tempo real, saudando Ronaldo como o maior de todos os tempos. A RD Congo é apenas o adversário a ser superado neste palco de triunfo.
Portugal, liderado por um Cristiano Ronaldo de 41 anos, enfrenta a RD Congo, que retorna à Copa do Mundo após 52 anos de ausência. A cobertura latino-americana destaca o contraste entre o poder estelar europeu e a resiliência física africana, com um toque de ceticismo sobre as atuações passadas de Ronaldo em Copas, onde ele nunca conseguiu brilhar apesar de seus recordes de gols. A partida é vista como um capítulo histórico, não apenas um evento esportivo.
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