
Conselho da Europa exige integridade da FIFA após Mundial marcado por pressões e apostas
Horas antes da final, Alain Berset apontou interferência política, insultos racistas e parceria com mercado de previsões como ameaças à credibilidade do torneio e pediu ‘terceiro tempo’ de reformas.
A poucas horas da conclusão do Mundial de 2026, que terminaria com a final entre Argentina e Espanha em East Rutherford, Nova Jérsia, o Conselho da Europa elevou o tom das críticas à FIFA. O secretário-geral da organização, Alain Berset, declarou que o torneio suscitou “uma interrogação após outra” e que, ao contrário da celebração, as perguntas não cessariam com o apito final. Berset propôs um “terceiro tempo” de trabalho urgente para fortalecer a integridade do futebol, com a mira já posta no Mundial de 2030, que terá Portugal e Espanha como principais anfitriões.
Entre as acusações mais contundentes está a ingerência política, exemplificada pela suspensão de uma sanção disciplinar ao avançado norte-americano Folarin Balogun após uma chamada do presidente Donald Trump ao líder da FIFA, Gianni Infantino. “Quando as regras se curvam sob pressão, todos os resultados ficam em dúvida”, afirmou Berset. Em Brasília, o episódio reavivou memórias de intervenções externas que há muito alimentam o ceticismo de dirigentes brasileiros quanto à independência da entidade máxima do futebol. Observadores em Lisboa, por sua vez, sublinham que a proximidade de 2030 torna imperativo que os países organizadores exijam garantias de transparência antes do pontapé inicial.
Outro alvo foi a parceria inédita da FIFA com a ADI Predictstreet, um mercado de previsões que permite apostas em cada passe, cartão ou canto. Berset alertou que as apostas migraram do resultado final para ações individuais de jogadores, abrindo uma “porta para a fraude” que este Mundial alargou ainda mais. Em países lusófonos de África, como Angola e Moçambique, onde o jogo online prolifera com regulação frágil, o aviso ecoa com particular acutilância. A expansão do torneio para 48 seleções e 104 partidas apenas multiplicou as oportunidades de manipulação, segundo analistas.
O Conselho da Europa, que reúne 46 Estados e não se confunde com a União Europeia, já produziu no passado convenções contra a violência nos estádios, o doping e a viciação de resultados. Berset evocou essa experiência para defender um quadro vinculativo de integridade antes de 2030. “Esta noite, o apito final encerrará o torneio. Que ele também abra o terceiro tempo e o trabalho urgente de fortalecer a integridade do desporto”, concluiu. Portugal, como coanfitrião, e o Brasil, eterno candidato a sediar o evento, acompanham de perto o desenrolar de um processo que pode redefinir a governança do futebol mundial.
| Imprensa do Golfo árabe | −0.50 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.90 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.80 | critical |
The Council of Europe denounces Trump's interference and calls on FIFA to resist political pressures to safeguard football's integrity.
By focusing on a specific episode—the red card suspension after Trump's call—it makes the problem of political interference tangible, making the call for reforms more immediate and credible.
It does not mention the betting and racism scandals that have marked the tournament according to other sources.
The Council of Europe imposes legally binding reforms on FIFA, turning the demand for integrity into a legal obligation for the future.
Using the language of binding contracts and mandatory reforms, it elevates the issue from a mere moral appeal to a legal necessity, increasing pressure on FIFA.
It omits to acknowledge possible reasons behind the red card suspension, such as protecting the tournament's image.
The Council of Europe launches a frontal attack on FIFA, accusing it of compromising football's integrity with a scandal-ridden management of the World Cup.
By adopting a strongly critical tone and using words like 'scathing' and 'questioned integrity', it creates a climate of urgency and scandal that makes it hard to ignore the call for reforms.
It does not mention the 'third half' idea as a specific solution, preferring a more generic appeal for an integrity framework.
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