
Confrontos entre argentinos e argelinos em Times Square mancham véspera do Mundial 2026
Horas antes da estreia no Grupo J, adeptos das duas seleções envolveram-se em cenas de violência no coração de Nova Iorque, acendendo alertas de segurança para o torneio.
A menos de 24 horas do confronto entre Argentina e Argélia na estreia do Grupo J do Mundial de 2026, dezenas de adeptos das duas seleções protagonizaram cenas de violência na Times Square, em Nova Iorque. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram trocas de socos, pontapés e correrias numa das praças mais emblemáticas da cidade, obrigando a polícia local a intervir para separar os grupos e restabelecer a ordem. O episódio, ocorrido na noite de segunda-feira (15), transformou um ambiente inicialmente festivo — com cânticos e celebrações conjuntas — num campo de batalha urbano, com detritos espalhados pelo pavimento e famílias a fugir para se proteger.
Argentina, campeã mundial em título, e a Argélia, uma das seleções africanas com maior diáspora na Europa e na América do Norte, medem forças esta terça-feira (16) no Arrowhead Stadium, em Kansas City, a cerca de 1.900 quilómetros de distância do local dos distúrbios. O jogo, marcado para as 22h00 de Brasília (03h00 de quarta-feira em Lisboa), é um dos mais aguardados da primeira ronda, mas a antecipação foi manchada por um confronto que, segundo testemunhas, terá começado com insultos e escalado rapidamente para agressões físicas. As imagens captadas por transeuntes mostram adeptos com camisolas albicelestes e argelinas a trocar golpes, incluindo pontapés voadores, enquanto outros tentavam afastar-se.
Na perspetiva de Brasília, a imprensa brasileira acompanhou o incidente com preocupação, sublinhando que se trata do primeiro episódio de violência entre adeptos neste Mundial organizado por três países — Estados Unidos, México e Canadá. Observadores em Lisboa notam que a dimensão global do torneio, com milhões de visitantes, coloca desafios acrescidos às autoridades locais, e o sucedido em Times Square pode servir de teste à capacidade de resposta policial em espaços públicos de grande afluência. Já a partir de Argel, meios de comunicação argelinos destacaram que a confusão eclipsou o ambiente de festa que inicialmente unia adeptos de várias nacionalidades, incluindo franceses e senegaleses, e que a intervenção das forças de ordem foi necessária para evitar consequências mais graves.
Embora não haja um balanço oficial de feridos ou detenções — alguns relatos mencionam prisões, mas sem confirmação das autoridades —, o episódio reacendeu o debate sobre a segurança nos grandes eventos desportivos. A concentração de adeptos rivais em zonas turísticas, longe dos estádios, representa uma variável difícil de controlar, sobretudo quando as diásporas se mobilizam em massa. Para os países lusófonos africanos, como Angola e Moçambique, ausentes deste Mundial, o incidente serve de alerta sobre os riscos de importação de rivalidades externas para espaços cosmopolitas, num momento em que o futebol africano procura afirmar-se no cenário global.
Com o jogo a aproximar-se, as atenções voltam-se agora para Kansas City, onde as duas seleções tentarão concentrar-se no relvado, enquanto as autoridades norte-americanas reforçam a vigilância em zonas de grande concentração de adeptos. O desfecho do Argentina-Argélia poderá ditar o tom do Grupo J, mas a memória das cenas de Times Square já deixou uma marca indesejada na abertura do Mundial de 2026, lembrando que a paixão pelo futebol, quando extravasa, pode transformar a celebração em caos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A narrativa enfatiza os incidentes violentos que mancharam a véspera da estreia da Argentina na Copa do Mundo. Vídeos mostram torcedores trocando socos e chutes na Times Square, com crianças presentes, levantando preocupações de segurança. O tom é de alarme e indignação pela quebra do clima festivo.
A concentração inicialmente tinha um caráter festivo, mas depois degenerou em brigas em massa. A polícia interveio para separar os envolvidos. O relato é breve e factual, focado na sequência dos eventos sem comentários emocionais.
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