
China intensifica cooperação em inteligência artificial com América Latina e Ásia-Pacífico
Anúncio de 5.000 programas de capacitação e centro com a CELAC reforça estratégia de Pequim para ampliar influência tecnológica, enquanto México e Tailândia firmam parcerias bilaterais.
China anunciou durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) 2026 a criação de 5.000 programas de capacitação em IA para países em desenvolvimento nos próximos cinco anos, incluindo um centro de cooperação com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). A iniciativa, apresentada pelo presidente Xi Jinping, visa reduzir brechas tecnológicas e promover uma governança global “equilibrada e inclusiva” da IA, segundo declaração oficial.
Em paralelo, México e China preparam a IX Reunião da Subcomissão de Ciência e Tecnologia, que pela primeira vez desde 2004 contará com a presença do ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun. A visita, articulada em encontro entre a secretária mexicana Rosaura Ruiz e o embaixador Chen Daojiang, priorizará projetos conjuntos em IA, robótica, semicondutores e energia, além de mobilidade de jovens investigadores. A cooperação já inclui pesquisas entre a UNAM e a Academia Chinesa de Ciências Agrícolas e parcerias com a Huawei em supercomputação.
No âmbito multilateral, a Reunião Ministerial Digital e de IA da APEC, realizada em Chengdu, adotou uma declaração que enfatiza a aceleração da infraestrutura digital e a transformação inteligente das indústrias tradicionais, com atenção especial às pequenas e médias empresas. O ministro chinês Li Lecheng destacou o consenso para “aprofundar a colaboração” regional. A Tailândia, por sua vez, anunciou com a Huawei um plano para se tornar polo regional de IA da ASEAN, investindo em infraestrutura e formação de talentos.
Na frente financeira, o encontro de governadores de bancos centrais do Leste Asiático-Pacífico (EMEAP) em Singapura concluiu que a IA pode aumentar a produtividade e a eficiência do setor, mas exige governança robusta para mitigar riscos de dependência tecnológica e fraudes transfronteiriças. O Banco da Indonésia, que sediará a próxima reunião em 2027, enfatizou a necessidade de “sinergia entre humanos, processos e boa governação”.
Para o mundo lusófono, o centro CELAC-China representa uma janela de oportunidade para o Brasil, maior economia da região, aceder a treinamentos e investigação conjunta em IA. Observadores em Brasília avaliam que a iniciativa pode complementar esforços domésticos de formação tecnológica, ainda que persistam desafios de coordenação regional. O próximo marco a acompanhar é a visita do ministro Yin Hejun ao México, que deve detalhar a agenda de projetos binacionais.
| Imprensa latino-americana | +0.80 | aligned |
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| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.20 | neutral |
| Imprensa europeia continental | +0.10 | neutral |
Mexico and Latin American countries welcome China's offer of training and cooperation as an opportunity to bridge the technological gap, emphasizing concrete benefits and official visits.
The bloc emphasizes concrete benefits and official visits, presenting the initiative as an equal partnership rather than an imposition.
Southeast Asian countries integrate Chinese AI into their regional frameworks, highlighting multilateral cooperation through APEC statements and institutional meetings.
The bloc frames the Chinese initiative as part of a broader APEC process, normalizing Beijing's influence through existing bodies.
Europe observes Huawei's expansion in Thailand as a case of private-sector-led infrastructure development, de-emphasizing the role of the Chinese state.
The bloc presents the initiative as a corporate project by Huawei, de-emphasizing the role of the Chinese state and normalizing Chinese presence as technological development.
The bloc omits the strategic and geopolitical dimension of the Chinese initiative, presenting it as a mere business opportunity.
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